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Fisioterapia

Pesquisa da UFU busca corredoras com diferentes níveis de experiência para avaliação da rigidez dos músculos do tronco e quadril

Trabalho é desenvolvido por alunos do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia e aceita voluntárias de diferentes idades

Publicado em 12/03/2026 às 13:40 - Atualizado em 13/03/2026 às 14:17

Uma das avaliações biomecânicas realizadas acontece por meio de corrida na esteira. (Foto: Arquivo pessoal)

 

Uma pesquisa desenvolvida por alunos do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia (PPGFISIO/UFU), investiga a rigidez dos músculos do tronco e do quadril. Realizado pelos mestrandos Vinícius Barbosa, Annaisa Beatriz Rocha e Victor Medeiros, o trabalho estuda as influências desses músculos na corrida de mulheres de 20 a 53 anos de idade, iniciantes ou experientes, por meio de testes de força e mobilidade, além de avaliações dos ossos. 

O objetivo da pesquisa é investigar a rigidez dos músculos antes e depois da corrida, com a intenção de descobrir se esse enrijecimento está diminuindo ou aumentando e como isso pode interferir na forma como a pessoa corre ou se podem ocorrer lesões.

As avaliações acontecem em dois dias de coleta. No primeiro dia, são feitos os testes de força e de mobilidade. Já no segundo dia, ocorre a avaliação biomecânica 3D e a aplicação de um protocolo de exercícios do core (os músculos do tronco e do quadril). Isso acontece com a ajuda do sistema Qualisys, formado por câmeras e marcadores. “Nós colocamos várias bolinhas no corpo da voluntária e depois jogamos em outro programa, que é o Visual 3D. É um programa que geralmente é difícil ter acesso, mas que é o padrão ouro de avaliação biomecânica, principalmente de corrida ", comenta Barbosa. Essas bolinhas são os marcadores que são rastreados por câmeras infravermelhas de alta precisão. Como a ajuda deles é possível reproduzir o corpo da voluntária no computador, como explica Rocha: “Nós conseguimos a definição para ver os segmentos corporais, define onde começa e onde termina o pé, onde começa e onde termina o tronco, etc. Então a gente divide tudo. O tórax, o membro inferior, o pé e o tronco”.

 

Sistema QualiSys
Sistema QualiSys, usado na avaliação das corredoras. (Foto: Ana Laura Santos)

 

As corredoras que participarem da pesquisa recebem os resultados dos testes, incluindo a avaliação biomecânica, se elas apresentam fatores de risco para lesões ou não, além de detalhes sobre o desempenho na corrida. Esses dados são importantes para as corredoras iniciantes, mas também para as experientes, uma vez que testes como esse não são realizados facilmente.

Alguns dos critérios para se voluntariar são: não ter histórico de lesão nos últimos 6 meses, não ter disfunção do ciclo menstrual, correr há pelo menos 6 meses, não sentir dor ao correr (para não atrapalhar o treino de corrida), entre outros. Além disso, os testes duram de uma a duas horas, então a voluntária precisa ter esse tempo disponível para concluir as avaliações. 

O formulário para inscrições está localizado no link a seguir: https://forms.gle/W6Uiw7GA7Lb2B1uTA.

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

 

Palavras-chave: pesquisa fisioterapia corredoras

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