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Institucional

UFU comemora 48 anos de federalização

Instituição é principal centro de referência em ciência e tecnologia do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba

Publicado em 27/05/2026 às 14:46 - Atualizado em 27/05/2026 às 17:08

Arte: Divisão de Publicidade, Propaganda e Design Gráfico (DPPDG/Dirco/UFU)

 

Em 24 de maio de 1978, nascia a Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Esta data marca a federalização da Universidade de Uberlândia (UnU), criada em 1969, com a junção das faculdades isoladas presentes em Uberlândia. Hoje, após 48 anos deste marco histórico, a UFU é uma das principais universidades federais do Brasil, oferecendo à população um ensino público, gratuito e de qualidade. 

A UFU é o principal centro de referência em ciência e tecnologia do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. A universidade está presente nas cidades de Uberlândia, com os campi Santa Mônica, Umuarama, Educação Física e Glória; de Ituiutaba, com o campus Pontal; de Patos de Minas e de Monte Carmelo.

“Nós temos que celebrar, hoje, as conquistas de todas as gestões, de todos os segmentos da nossa universidade, docentes, técnicos e discentes As conquistas dos nossos campi de Ituiutaba, de Patos de Minas, de Monte Carmelo. Foram 48 anos de uma universidade que se consolidou, que se desenvolveu e hoje é uma referência no cenário das 69 universidades federais do sistema público do ensino superior brasileiro”, destaca Carlos Henrique de Carvalho, reitor da UFU. 

 

História

 

A UnU, criada por meio do Decreto-Lei nº 762 de 14 de agosto de 1969, uniu as faculdades isoladas instituídas no município de Uberlândia: Faculdade de Direito, Faculdade de Ciências Econômicas; Faculdade de Filosofia; Ciências e Letras; Faculdade Federal de Engenharia e Conservatório Musical de Uberlândia, tendo este o nome alterado para Faculdade de Artes; além da Escola de Medicina e Cirurgia que passaria a integrar a UnU assim que fosse reconhecida legalmente. 

No início dos anos de 1970 as escolas superiores de Odontologia, Medicina Veterinária e Educação Física também passaram a compor a UnU. De todas estas faculdades, apenas a Faculdade Federal de Engenharia era mantida pelo governo federal; as outras eram instituições privadas, assim cobravam pelo ensino.

A federalização da UnU aconteceu dez anos após sua criação por meio da Lei nº 6.532, assinada pelo presidente Ernesto Geisel, e passou a se chamar Universidade Federal de Uberlândia, tornando-se uma instituição pública federal de ensino superior.

 

 
Campus Santa Mônica
Foto do primeiro prédio do campus Santa Mônica, que hoje é atual bloco 1Q, sede do Centro de Documentação e Pesquisa em História (Cdhis) da UFU (Arquivo)

 

Os primeiros cursos 

Com a federalização, a UFU passou a organizar os cursos em três centros: Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (Cetec), Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (Cehar) e Centro de Ciências Biomédicas (Cebim).

 

Curso

Início das Atividades 

Faculdade

Centro

Música

1957

Faculdade de Artes 

Cehar

Direito

1960

Faculdade de Direito

Cehar

Letras 

1960

Faculdade de Filosofia

Cehar

Pedagogia 

1960

Faculdade de Filosofia

Cehar

Ciências Contábeis

1963

Faculdade de Ciências Econômicas 

Cehar

História

1964

Faculdade de Filosofia

Cehar

Engenharia Química

1965

Faculdade Federal de Engenharia

Cetec 

Engenharia Mecânica

1965

Faculdade Federal de Engenharia 

Cetec

Ciências Econômicas

1966

Faculdade de Ciências Econômicas

Cehar

Medicina

1968

Escola de Medicina

Cebim 

Administração

1969

Faculdade de Ciências Econômicas

Cehar

Ciências

1970

Faculdade de Filosofia

Cehar

Odontologia

1970

Faculdade de Odontologia

Cebim

Engenharia Civil

1971

Faculdade Federal de Engenharia

Cetec 

Engenharia Elétrica

1971

Faculdade Federal de Engenharia

Cetec

Geografia

1971

Faculdade de Filosofia

Cehar

Medicina Veterinária

1971

Faculdade de Medicina Veterinária

Cebim

Artes Plásticas

1972 

Faculdade de Artes

Cehar 

Educação Física

1972 

Faculdade de Educação Física

Cebim

Estudos Sociais 

1972

Faculdade de Filosofia

Cehar

Matemática

1972

Faculdade de Filosofia

Cetec

Ciências Biológicas

1973

Faculdade de Filosofia

Cebimc

Química  

1974 

Faculdade de Filosofia 

Cetec

Psicologia

1975

Faculdade de Filosofia

Cehar 

Fonte: (ALBERTO, 2023)

 

Os dados do Anuário 2024, documento mais recente sobre os dados da universidade, apontam que instituição oferece 97 cursos de graduação, 85 cursos de pós-graduação stricto sensu, 13 cursos de especialização presencial e Educação a Distância, 9 cursos de Educação Profissional, 44 cursos de residência médica e 18 de residência multiprofissional. 

 

O Ensino Técnico e o Ensino Básico

 

Além dos cursos de graduação e pós-graduação, a UFU oferece ensino técnico com a Estes e ensino básico com a Eseba. A Escola Técnica de Saúde (Estes/UFU) é uma unidade de ensino da UFU e que integra a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC). A Estes teve seu projeto homologado no dia 17 de outubro de 1972, pelo secretário da Educação de Minas Gerais, Caio Benjamin Dias. Na época, foi nomeada de Escola Técnica de Enfermagem Carlos Chagas (Etecc).

Atualmente, a escola oferece sete cursos: Técnico em Análises Clínicas, Técnico em Controle Ambiental, Técnico em Enfermagem, Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Prótese Dentária, Técnico em Saúde Bucal e Técnico em Segurança do Trabalho. 

A Escola de Educação Básica (Eseba) é uma Unidade Especial de Ensino da UFU com o objetivo oferecer ensino básico ao público da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, bem como oportunizar campo preferencial para estágios práticos de alunos dos cursos de licenciaturas dessa Universidade. 

A escola foi criada em 1977, antes mesmo da federalização da UFU, com a denominação de Escola Pré-Fundamental Nossa Casinha. Naquela época, a Eseba tinha como finalidade oferecer aos servidores da UFU uma educação de qualidade para as crianças na faixa etária de dois a seis anos, caracterizando-se assim como uma escola benefício. Posteriormente, em 1988, aconteceu a abertura das vagas da Eseba para a comunidade geral, conforme previsto pelo Tribunal de Contas da União, representando assim um marco significativo na democratização do acesso à educação

 

Pessoas que constroem a UFU

E não tem como falar da UFU sem passar pelas pessoas que constroem a história da universidade e uma delas é Milton Santos. O fotógrafo, há mais de 49 anos, registra a história da universidade e por onde passa é chamado de patrimônio da UFU. “É um título muito bom, você ser reconhecido dentro de uma instituição tão grande como a universidade, você tem o carinho das pessoas. A UFU, na minha vida, representa tudo, eu comecei nela em 1977 e tudo que eu tenho hoje, eu devo à Universidade Federal de Uberlândia”, explica Santos. 

E o título de patrimônio da universidade também é pleiteado por outras pessoas que dedicaram anos à instituição. Neila Soares de Faria, professora aposentada do Instituto de Letras e Linguística da UFU desde 2008 e uma das grandes referências da UFU em relação ao ensino de língua francesa, durante uma entrevista sobre a criação da Central de Línguas da UFU, afirmou: “Eu brincava muito que eu fazia parte dos móveis e utensílios da UFU. Passei por vários reitores e, embora eles soubessem que eu não tinha votado neles, eles me queriam pelo trabalho”.  

Marcus Vinícius dos Santos, funcionário terceirizado do setor de Audiovisual da UFU, está há 32 anos na instituição. Santos também não esconde o amor pela universidade. “É como se fosse a casa da gente. É uma instituição muito positiva e que traz muito benefício não só pra gente que tá ligado como funcionário, mas para a população inteira, porque você vê isso aqui é um aglomerado. Então, para mim é uma empresa muito importante”, destaca. 

Diferente dos demais, a  estudante Yasmin Cristine Ferreira, 21 anos, está no primeiro ano de UFU. A discente em Medicina escolheu a UFU por ser uma universidade reconhecida, além de fazer parte da história dela. “A UFU representa muito mais do que só a universidade onde eu estudo, como sou de Uberlândia, sempre cresci vendo a UFU como parte da cidade e da história de muitas pessoas ao meu redor, inclusive da minha família. Nunca tive outra opção de faculdade, sempre foi a UFU.”

Ferreira reforça ainda que estar da UFU é a realização de um sonho: “Hoje, estar cursando Medicina aqui tem um significado muito especial para mim, porque sinto que estou realizando um sonho em um lugar que sempre admirei e que, de certa forma, já fazia parte da minha trajetória antes mesmo de eu entrar. É um sentimento de orgulho enorme”. 

Que a UFU continue a sua missão em desenvolver o ensino, a pesquisa e a extensão de forma integrada, realizando a função de produzir e disseminar as ciências, as tecnologias, as inovações, as culturas e as artes, e de formar cidadãos críticos e comprometidos com a ética, a democracia e a transformação social.

 

Montagem com as fotos de Marcus Vinícius dos Santos, Milton Santos, Neila Soares de Faria e Yasmin Cristine Ferreira
Marcus Vinícius dos Santos, Milton Santos, Neila Soares de Faria e Yasmin Cristine Ferreira têm a UFU em suas histórias

 

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