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05/08/2019 - 16:33 - Atualizado em 12/08/2019 - 08:15
Projeto premiado de professora da Eseba ganha novas fases
Diário de Ideias vira livro e começa a ser aplicado em escolas municipais
por Autor: 
Mariana Oliveira

A expansão do projeto tem como objetivo proporcionar a um maior número de estudantes os resultados positivos alcançados na Eseba. (Foto: Milton Santos)

Adenilce Souza é mãe da Ana Júlia, aluna da Escola de Educação Básica (Eseba/UFU), participante do projeto Diário de Ideias, idealizado pela professora Luciana Muniz e vencedor do 11º Prêmio Professores do Brasil. Observando o desenvolvimento da filha e o seu interesse pelo projeto, Adenilce, que é professora na Escola Municipal Professora Josiany França, interessou-se pela aplicação do diário com seus alunos.  “Eu via os resultados da Ana Júlia, o quanto o Diário de Ideias enriqueceu seu currículo. Fiquei muito empolgada e quis que outras crianças também participassem”. 
 
À época, ela era diretora da escola e chamou Luciana para uma conversa sobre a proposta. O acordo foi feito e a implantação acertada para 2019. No processo, houve uma mudança na direção da escola, que foi assumida por Ana Maria de Freitas. Ela tomou a frente e levou a proposta adiante, que hoje é implantada em dez turmas e tem oito professores diretamente envolvidos na aplicação.
 
O Diário de Ideias consiste em um caderno personalizado pelos alunos e utilizado como um livro de registros espontâneos sobre tudo o que os cerca. A idealizadora, Luciana, descreve o projeto como integrador: “essas crianças passam a olhar mais para os espaços da sala de aula, da escola e da vida como um todo. Como essa vida passou a ficar mais presente dentro da sala de aula, que não é só um espaço físico das quatro paredes”. 
 
Ao citar a participação dos alunos ao projeto, a diretora Ana Maria é clara: “o Diário de Ideias não deixa nenhuma criança para trás”. Ela conta que, desde a apresentação, a recepção dos alunos foi muito positiva e todos passaram a participar muito mais das aulas, melhorando também o desempenho das turmas. “Não tem nenhuma criança que não fale, pelo menos um pouquinho, da experiência. É isso que transforma o projeto, a realidade da escola, a vida da criança…”
 
 
Em expansão 
 
O convite feito pelo corpo da Escola Municipal Josiany França chamou a atenção dos membros do Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (Cemepe). O Cemepe tem como objetivo capacitar os servidores da Rede de Ensino de Uberlândia, nesse caso, para a implantação do Diário de Ideias nas escolas da cidade. Luciana foi então convidada a integrar um projeto de extensão, que seria o primeiro passo para a expansão de sua ideia.
 
Ela ressalta a extrema importância desse contato inicial com os professores, já que o Diário de Ideias “não é simplesmente um caderno que você entrega para a criança. Ele tem toda uma proposta pedagógica e metodológica por trás, tudo isso exige uma formação”. Luciana tem como estimativa que, em 2020, a proposta alcance mais dez escola municipais de Uberlândia e atinja cerca de dois mil alunos. 
 
Recentemente, a professora esteve em uma visita técnica às escolas de Ottawa, no Canadá, e conta que ficou encantada em perceber a conexão do ensino praticado por lá com o projeto Diário de Ideias. “Lá eles priorizam a autoria e o protagonismo das crianças, que é o que a gente está tentando fazer com essa proposta”, destaca. A visita foi parte da premiação do 11º Prêmio Professores do Brasil. 
 

Luciana conta que sua visita ao Canadá foi uma firmação de que está no caminho certo. (Foto: Milton Santos)

 
Diário de Ideias, o livro
 
Recentemente, a Editora da Universidade Federal de Uberlândia (Edufu/UFU) convidou a professora Luciana a publicar um livro sobre o Diário de Ideias. Ela conta que “o livro que vai contar um pouco da história do projeto e servir de base para que outros professores possam também efetivar essa prática”. 
 
Um “spoiler” da publicação é que ele não será uma receita pronta da aplicação, mas uma proposta que pode ser aprimorada e, nesse sentido, terá páginas em branco para que leitores sintam-se parte do processo e possam anotar suas ideias, tal qual um diário.
 
Outra novidade é o lançamento de outro livro, fruto de sua tese de doutorado. “Esse tem a ver com a criatividade no processo de aprendizagem da leitura e da escrita”, conta Luciana. A edição deve ser lançada em outubro, durante o II Simpósio Nacional de Epistemologia Qualitativa e Subjetividade.
 

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