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23/04/2020 - 10:18 - Atualizado em 23/04/2020 - 11:22
Fake news sofridas por projeto da UFU serão debatidas em webinar
Conferência virtual promovida por uma universidade do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira (27/04) abordará os problemas enfrentados por uma equipe que está pesquisando a leishmaniose visceral em Uberlândia
Por: 
Hermom Dourado

Infecção por leishmania ocorre inicialmente em cachorros. (Foto: Fernando Oliveira)

Desde setembro de 2019, um grupo composto por docentes e alunos de cinco cursos da área de saúde da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vem realizando as atividades de campo do projeto "Inquérito sorológico e de conhecimentos, atitudes e práticas sobre leishmaniose visceral em Uberlândia". Os principais objetivos deste trabalho científico são analisar a prevalência da infecção por Leishmania chagasi nos bairros Jardim Ipanema e Mansões do Aeroporto e promover ações para combater o problema.

De acordo com o professor Jean Ezequiel Limongi, um dos coordenadores do projeto, em janeiro de 2008 a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Uberlândia foi notificada a respeito do primeiro episódio de leishmaniose visceral (LV) humana no município. O caso envolveu uma criança de apenas seis meses de idade.

No mesmo período, o Centro de Controle de Zoonoses de Uberlândia conduziu inquéritos entomológicos e caninos nos bairros Jardim Ipanema e Mansões do Aeroporto, confirmando a presença do vetor Lutzomyia longipalpis, bem como cães positivos para a infecção por leishmania. “Por conta disso, os bairros Ipanema e Mansões do Aeroporto, que concentram mais de 18 mil habitantes, foram considerados áreas endêmicas para a doença”, informa Limongi.

Diante deste cenário, a intenção da equipe do projeto realizou visitas a estes dois bairros para efetuar a coleta de sangue de 328 moradores selecionados aleatoriamente e aplicou um questionário, cujos objetivos são: caracterizar o perfil sociodemográfico dos entrevistados, levantar os fatores de risco e avaliar o conhecimento, atitudes e práticas sobre a doença.

Uma das discentes de Medicina participantes do trabalho, Mariana Giorgiani comenta que um dos grandes obstáculos enfrentados pelo grupo para a obtenção dos elementos de pesquisa foi a resistência provocada por informações falsas que foram repassadas aos moradores daqueles bairros. “Tivemos conhecimento de boatos espalhados em grupos de WhatsApp dizendo que o nosso material era contaminado. Isso reduziu o número de pessoas dispostas a colaborar no estudo, atrasando o nosso cronograma e nos obrigando até a fazer uma expedição extra”, relata. E desabafa: “Vivemos um tempo em que as fake news têm mais força que a ciência, de forma que a população passa a desconfiar de instituições que por muito tempo foram fonte de credibilidade.”

 

Debate

Este caso de Uberlândia será colocado em discussão na webinar “Comunicação em tempos de Fake News”, uma conferência virtual gratuita que faz parte da programação da Semana de Comunicação “Secom Conecta”, promovida pela Universidade Veiga de Almeida (RJ), de 27 a 29 de abril.

A atividade está agendada para a segunda-feira, 27, das 19h às 20h30, e terá como palestrantes Suzana Liskauskas, jornalista do Valor Econômico, e o biólogo Marcos Vinicius Soares. A transmissão ocorrerá no canal do evento no YouTube. Para mais informações, clique AQUI.

 

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