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13/04/2021 - 16:13 - Atualizado em 14/04/2021 - 17:45
Mastectomia afeta a sexualidade e imagem corporal de mulheres com câncer de mama
De 1.221 artigos científicos, 62 foram escolhidos para análise em revisão bibliográfica
Por: 
Portal Comunica UFU
Por: 
Bárbara Martins Faria, Isabela Martins Rodrigues, Leticia Verri Marquez e Uriel da Silva Pires* e Stefan Vilges de Oliveira**

Exposição em Brasília mostrou mulheres que tiveram a mama reconstruída após as cirurgias decorrentes do tratamento contra o câncer (foto: Hmenon Oliveira/Agência Brasília/Fotos Públicas - 7/3/2014)

 

O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres e o seu tratamento cirúrgico envolve predominantemente dois tipos de técnicas: a mastectomia (retirada total da mama) ou a cirurgia conservadora (retirada parcial da mama). Atualmente, estudos têm demonstrado equivalência na sobrevida global entre ambas as técnicas. Diante disso, na ausência de contraindicações médicas, a decisão pela terapia cirúrgica a ser empregada torna-se uma questão pessoal. Na mastectomia, a mulher passa pela perda de um órgão carregado de símbolos e identidade, o que, além das complicações advindas do próprio adoecimento, pode resultar também em problemas na imagem corporal, na autoaceitação, na sexualidade e na qualidade de vida.

Diante disso, os estudantes Bárbara Martins Faria, Isabela Martins Rodrigues, Leticia Verri Marquez e Uriel da Silva Pires, do curso de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e o professor Stefan Vilges de Oliveira, do Departamento de Saúde Coletiva (Desco) da Faculdade de Medicina (Famed/UFU), realizaram uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de compreender como a mastectomia impacta a imagem corporal e a sexualidade de mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama, além de ter uma compreensão geral acerca da qualidade de vida dessas pacientes.

Para realizar essa revisão, foi feito um levantamento dos artigos publicados em algumas bases de dados (Scielo, Lilacs, Pubmed e Scopus), sendo encontrados 1.221 estudos. Foram selecionados aqueles que cumpriam os critérios estabelecidos para revisão sistemática e, ao final desse processo, obtiveram-se 62 artigos para inclusão e análise na revisão.

A partir desses textos, foi possível observar que a mastectomia é a modalidade cirúrgica que causa maiores impactos sobre a imagem corporal e sexualidade, interferindo na qualidade de vida. Outro fator importante foi a reconstrução da mama, um procedimento que se mostrou capaz de melhorar a autoaceitação corporal das pacientes, principalmente se realizada de forma imediata.

Percebeu-se também que fatores como investimento em autocompaixão, ganho de peso após cirurgia, idade e estado civil podem influenciar positiva ou negativamente a imagem corporal, função sexual e qualidade de vida das mulheres após a mastectomia. Outro fator relevante foi o tempo após a cirurgia, visto que houve evidências de uma melhora progressiva na qualidade de vida e na aceitação da imagem corporal com o passar dos anos, embora possa haver deterioração da função sexual.

A partir desses achados, fica evidente que os médicos devem levar em conta, no momento da escolha do tratamento, os transtornos que a mastectomia completa pode causar nas mulheres. Além disso, é importante apresentar opções de tratamento à mulher com câncer de mama e informá-la sobre os possíveis impactos psicológicos da mastectomia, para que, assim, sua autonomia seja preservada na escolha do processo terapêutico.

Essa revisão sistemática foi publicada na revista especializada Psicooncología, uma publicação científica da Universidad Complutense de Madrid e da Asociacion de Psicooncologia de Madrid.

Acesse o texto na íntegra em: El impacto de la mastectomía en la imagen corporal y en la sexualidad de mujeres con cáncer de mama: una revisión sistemática | Psicooncología (ucm.es)

 

*Bárbara Martins Faria, Isabela Martins Rodrigues, Leticia Verri Marquez e Uriel da Silva Pires são estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (Famed/UFU)

**Stefan Vilges de Oliveira é docente do Departamento de Saúde Coletiva (Desco) da Faculdade de Medicina (Famed/UFU).

 

A seção "Leia Cientistas" reúne textos de divulgação científica escritos por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). São produzidos por professores, técnicos e/ou estudantes de diferentes áreas do conhecimento. A publicação é feita pela Divisão de Divulgação Científica da Diretoria de Comunicação Social (Dirco/UFU), mas os textos são de responsabilidade do(s) autor(es) e não representam, necessariamente, a opinião da UFU e/ou da Dirco. Quer enviar seu texto? Acesse: www.comunica.ufu.br/divulgacao. Se você já enviou o seu texto, aguarde que ele deve ser publicado nos próximos dias.

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