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28/06/2021 - 14:56 - Atualizado em 02/07/2021 - 14:38
Dia do Orgulho LGBTQIA+ na UFU
Conheça algumas das ações voltadas para a comunidade, desenvolvidas na universidade
Por: 
Amanda Marques

Dia do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em 28 de junho desde a Rebelião de Stonewall

 

Comemora-se em junho o “Mês do Orgulho LGBTQIA+”. Celebração esta que é marcada pela luta por respeito e pela busca por direitos voltados para a comunidade desde seu primeiro marco: a Rebelião de Stonewall.

O ato aconteceu em 28 de junho de 1969, nos Estados Unidos, em uma época que ser gay era crime em boa parte do país. A rebelião começou quando um bar popular entre a comunidade LGBTQIA+ foi invadido por policiais, que prenderam frequentadores do estabelecimento e geraram uma revolta que durou seis dias, originando o “Dia do Orgulho LGBT+”.

A sigla, em crescimento, inclui lésbicas (L); gays (G); bissexuais (B); travestis, transexuais e transgêneros (T); assim como queers (Q), intersexuais (I), assexuais (A) e outras designações não representadas pelas letras anteriores (+). O grupo busca por direitos coletivos, mas também individuais de cada orientação sexual e identidade de gênero, como, por exemplo, o uso do nome social.

Este foi aprovado na UFU em 2015, assegurando às pessoas travestis, transexuais e transgêneros o direito do uso do nome social, aquele que está de acordo com sua identidade de gênero, no âmbito da universidade. Mais uma conquista da comunidade é a Política de Diversidade Sexual e de Gênero que, já adotada pela UFU, acompanha as ações relacionadas ao público LGBTQIA+ no ambiente universitário.

Outro exemplo é o casamento entre pessoas que se identificam com o mesmo gênero, aprovado pela resolução n. 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde então, a união homoafetiva é reconhecida como entidade familiar e constitucionalmente protegida como união estável. A conquista garante direitos antes exclusivos aos casais heteroafetivos, tais como herança, adoção conjunta de crianças, divisão de patrimônios, entre outros.

Neste sentido, o projeto de extensão Somos realizou, em 2019, um casamento LGBTQIA+ coletivo, oficializando a união de oito casais. O projeto, criado no Escritório de Assessoria Jurídica Popular (Esajup), presta assessoria jurídica para pessoas que não têm condições de arcar com advogados, além de desenvolver atividades educativas e informativas com o objetivo de garantir direitos fundamentais da população LGBTQIA+.

Camila Paiva, uma das coordenadoras do Somos, relata que o projeto continua funcionando durante a pandemia, com atendimento ao público via canais digitais. “A assistência presencial acontece apenas no caso de algum documento não poder ser digitalizado ou quando o assessorado tem alguma limitação de acesso nesse sentido”, explica. Além da assessoria jurídica, a iniciativa também está elaborando uma cartilha educativa e um evento voltado para professores, em parceria com o filme Valentina, que trata de temas relacionados às diversidades sexual e de gênero.

Também voltado para a pluralidade, o “Mês da Diversidade” é promovido pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae), por meio da Divisão de Promoção das Igualdades e Apoio Educacional (Dipae), desde 2018. A iniciativa busca reforçar a campanha internacional contra a homofobia e a transfobia dentro e fora do contexto universitário. Em 2021, o evento aconteceu no formato de live e sua transmissão está disponível no canal da UFU no YouTube.

Na universidade, também são desenvolvidos trabalhos voltados para a educação e a saúde da comunidade LGBTQIA+. O Centro de Referência Atenção Integral à Saúde Transespecífica (Craist) juntamente com o Núcleo de Pesquisa e Atendimento Trans (Nupat) realizam atendimento a pessoas trans e travestis no Hospital de Clínicas (HC/UFU).

A coordenadora do Craist, Flávia do Bonsucesso Teixeira, informa que o centro presta serviços de saúde no que se refere ao processo transexualizador no SUS. O atendimento é realizado por demanda nas sextas-feiras para fazer o acolhimento, mas também pode ser agendado por meio do telefone do ambulatório do HC: (34) 3218-2157.

Devido à pandemia, os atendimentos sistemáticos do Craist ficaram suspensos em 2020 e, por isso, surgiu o projeto “Não é sexta, mas cesta”, que arrecada cestas básicas e kits de higiene para a população trans e travesti de Uberlândia e região. De acordo com Amanda Danuello Pivatto, coordenadora do projeto juntamente com Bonsucesso, a iniciativa atende cerca de 80 casas, ajudando mais de 270 pessoas. Além da população trans e travesti, ele também auxilia as famílias que dependem da renda dessas pessoas.

O Núcleo de Pesquisa e Atendimento Trans (Nupat), coordenado pelo professor da Faculdade de Odontologia (Foufu) Adriano Loyola, também atua em consonância com o Craist. O núcleo oferece atendimento odontológico a pessoas trans e travestis, além de fazer o acompanhamento dos pacientes juntamente com o Craist, para investigar as mudanças que podem acontecer na boca de assistidos que passam pelo processo de hormonização.

“Nosso objetivo é dar às pessoas trans e travestis um lugar dentro da instituição no qual possam se sentir à vontade para manifestar suas demandas de saúde, investigar essas demandas e dar a elas o que nós chamamos de atenção básica à saúde bucal”, salienta Loyola. Dessa forma, o Nupat atua em dois sentidos: formação humanizada dos estudantes da Foufu e garantia de informação sobre saúde adequada ao público atendido.

No âmbito da educação, o curso popular “Tô Passada! Pré-Enem” é um projeto de extensão do Instituto de História (Inhis/UFU) credenciado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc). O projeto ainda conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet), da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu-SS) e do Somos.

Thiago Destro, um dos coordenadores da iniciativa, comenta que o objetivo do projeto não é apenas oferecer uma preparação de qualidade, mas promover um espaço acolhedor e crítico para estudantes LGBTQIA+ de Uberlândia. Por isso, além de aulas voltadas para o conteúdo do Enem, o “Tô Passada” oferece palestras, rodas de conversa e outros eventos que possam contribuir com a formação crítica dos alunos e da comunidade em geral.

Além dos professores e monitores, o projeto conta ainda com uma equipe de psicólogos e assistentes sociais que oferecem suporte aos estudantes participantes. “A universidade não é apenas uma forma de melhoria de vida, mas um espaço que deve refletir a pluralidade da sociedade em que vivemos, um espaço político extremamente importante que tem de ser ocupado também pelas pessoas LGBT+”, destaca Destro.

Desde o início da pandemia, o curso adaptou suas atividades para o formato remoto, o que, para Destro, não é o ideal. "No entanto, apesar das dificuldades, cinco estudantes do projeto são atualmente ingressantes em cursos da UFU”, comemora. As inscrições para participar do curso são, normalmente, abertas em fevereiro. Interessados podem entrar em contato e acompanhar o projeto pelo perfil @topassadapreenem, no Instagram.

 

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