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23/08/2021 - 17:13 - Atualizado em 28/08/2021 - 09:24
Entenda como a UFU encontrou a variante Delta do coronavírus em Uberlândia
Em coletiva, pesquisadores revelaram a detecção da cepa em dois pacientes atendidos no HC
Por: 
Diélen Borges

 

Participaram da coletiva (da esquerda para a direita) Cristiane Fernandes, Robinson Sabino-Silva , Ana Carolina Gomes Jardim, Giulia Ferreira e Thulio Marquez Cunha (Foto: Milton Santos)

Cientistas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) anunciaram, em coletiva de imprensa no Campus Umuarama, nesta segunda-feira (23/8), a detecção da variante Delta (B.1.617.2) do vírus SARS-CoV-2 em dois pacientes com covid-19 atendidos no Hospital de Clínicas (HC/UFU). 

Os pesquisadores coletaram, entre os dias 23 de julho e 20 de agosto, 28 amostras de secreção de nasofaringe em pacientes e as submeteram ao protocolo para detecção da variante Delta (RT-qPCRs multiplex). O resultado apontou três amostras positivas, que foram coletadas nos dias 30 de julho, 2 e 18 de agosto. Duas amostras são de um mesmo paciente, que repetiu o exame, e uma amostra é de outro paciente. 

De acordo com a chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do HC/UFU, Cristiane Fernandes, os dois pacientes estão na faixa etária entre 20 e 50 anos e chegaram ao hospital com síndrome gripal. O protocolo de atendimento, nesse caso, não registra se foram vacinados ou não. Ambos se recuperaram em casa e, no monitoramento feito pelo HC, relataram que permaneceu apenas o sintoma de dor muscular.

A pesquisa que investiga a ocorrência de variantes em Uberlândia é liderada pela professora Ana Carolina Gomes Jardim, do Laboratório de Pesquisas em Antivirais do Instituto de Ciências Biomédicas (ICBIM/UFU), e pela doutoranda Giulia Ferreira, do Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas (PPIPA/UFU) e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Completam a equipe os professores Robinson Sabino-Silva e Luiz Ricardo Goulart, do ICBIM/UFU, e Thulio Marquez Cunha, da Faculdade de Medicina (Famed/UFU). 

Ferreira fez estágio técnico-científico com a professora Ester Cerdeira Sabino, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que é o centro de referência em vigilância genômica no rastreamento de variantes do SARS-CoV-2 no Brasil. "Nós transferimos esse conhecimento e essa tecnologia para a UFU, então, hoje, nós desenvolvemos toda essa análise na UFU", destacou Jardim.

As análises são feitas no Laboratório de Nanobiotecnologia da UFU. "É possível fazer [o teste] na UFU de forma fácil, rápida e barata para toda a região", destacou Cunha. A equipe já havia detectado a variante P1, em Uberlândia, em março deste ano. O teste também é capaz de detectar a variante Epsilon (B.1.429), mas ela não foi encontrada em Uberlândia até o momento.

 

Delta

O primeiro caso da variante Delta do vírus SARS-CoV-2 foi detectado, em outubro do ano passado, na Índia. No Brasil, segundo o balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde, no Boletim Epidemiológico Especial 76, foram encontrados 1.050 casos da variante Delta até 14 de agosto.

Estudos divulgados em julho deste ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo instituto britânico Imperial College afirmam que a variante Delta tem transmissibilidade 97% maior do que a cepa original do coronavírus. 

 

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