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12/10/2021 - 10:10 - Atualizado em 15/10/2021 - 17:02
Pesquisadora da UFU analisa conteúdo do IBGE dirigido a crianças
Dissertação aponta o IBGEeduca como portal de relevante potencial de uso para o ensino-aprendizagem de Geografia
Por: 
Marco Cavalcanti

Recursos do portal em diferentes linguagens podem disseminar entre as crianças informações estatísticas e conhecimentos geográficos relevantes sobre o Brasil

Se o Brasil só tivesse 100 domicílios, quantos seriam casas e quantos seriam apartamentos? Quantas moradias teriam energia elétrica? Quantos teriam tratamento de esgoto? E se o país tivesse apenas 100 pessoas? Quantas seriam indígenas? Quais mudanças relacionadas ao acesso à televisão, à internet e ao celular ocorreram na sociedade brasileira?

As respostas podem ser conferidas no IBGEeduca, portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que tem como foco a educação de crianças e de jovens e o apoio a professores de Geografia, como sugestões de atividades para implementar na sala de aula, por exemplo.

Mas, qual é o potencial pedagógico desse portal para o ensino de Geografia? Quais conteúdos educativos são privilegiados para as crianças? Como esses conteúdos são apresentados? Questões como essas guiaram a pesquisa de Renata Aparecida Cândido de Oliveira Santos, professora de Geografia no Ensino Fundamental e do Ensino Médio nas redes municipal e estadual da cidade de Vazante (MG).

Ela defendeu a dissertação de mestrado "Recursos educacionais digitais e ensino-aprendizagem de Geografia: análise do portal IBGEeduca para crianças", em agosto deste ano, no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). No trabalho, foi feita uma abordagem qualitativa baseada em procedimentos próprios de análise de imagens, sons e textos produzidos para o campo educativo. A professora analisou especificamente os conteúdos do portal dirigidos a crianças.

“Sou habilitada em Geografia desde 2004 e atuo como professora desde 2003. Em 2017 iniciei o curso de Licenciatura em Computação onde pude aprofundar um pouco mais em relação às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Nesse espaço formativo pude perceber a importância das ferramentas e o modus operandi dos recursos digitais para a educação, especialmente para o ensino de Geografia. Instigada por essas questões, no ano de 2019 ingressei no curso de mestrado”, conta Santos.

A pesquisadora vê como interessante, no IBGEeduca, a existência de recursos educacionais em diferentes linguagens que podem disseminar entre as crianças informações estatísticas e conhecimentos geográficos relevantes sobre o Brasil. Ela cita as seções “Mural” e “Brincadeiras”. “Essas seções são lúdicas e mais interativas, que podem enriquecer consideravelmente as aulas de Geografia”, afirma.

A análise dela coincide com a opinião da também professora Mara Rúbia P. M. Borges, que atua no 2° ano do ensino fundamental de uma escola da rede privada de Uberlândia. “Acessei o portal para conhecer o conteúdo e fiquei encantada com as sugestões de atividades e recursos para trabalhar em sala de aula. Temas como população e territórios brasileiros, podem ser abordados por meio de um formato lúdico, interessante, simples e atualizado. Recomendo o acesso aos colegas, para que possam também usufruir  desse recurso facilitador”, diz Borges.

Mas, a partir de sua investigação no curso de mestrado, Renata Santos, considera como menos interessante no IBGEeduca, a seção “Brasil” que, segundo ela, apesar de possuir “uma grande quantidade” de informações que podem ser utilizadas pelo professor, é apresentada de maneira muito didatizante e com pouca interação. “Assim, o fator que mais impacta em uma crítica ao modo como ocorre a comunicação pública dirigida às crianças é a pouca interatividade do portal”, avalia.

No entanto, a pesquisadora da UFU recomenda, sim, a plataforma para o ensino de Geografia para as crianças. “O portal apresenta muitas informações relevantes e confiáveis visto que os dados são obtidos por meio das pesquisas do IBGE. Também possui recursos lúdicos que podem deixar as aulas mais criativas se exploradas pelo professor para buscar alternativas que possam proporcionar aos alunos a possibilidade de se formarem como cidadãos ativos”, destaca.

 

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