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12/04/2022 - 11:17 - Atualizado em 13/04/2022 - 10:03
O curioso e imersivo metaverso
Professores da UFU conversam sobre a temática no novo episódio do Ciência Ao Pé do Ouvido
Por: 
Túlio Daniel

 

Ouça o episódio 42 do podcast Ciência ao Pé do Ouvido. (Arte: Viviane Aiko)

 

Imagine que você está em casa, deitado, tranquilo na sua cama e, ao mesmo tempo, no show da sua banda favorita junto com seus amigos e com milhares de outras pessoas. Mas não é como se você estivesse assistindo ao show através de uma live ou gravação na tela do computador. Você realmente está presente no show!

Ou imagine que, com um simples par de óculos, você consiga acessar suas redes sociais, agenda e sala de aula, ao mesmo tempo e ali, bem na sua frente, com uma visão parecida com a do Homem de Ferro dentro da sua armadura! Acha isso tudo muito chique?

Imagem: Gifer

Pode até parecer coisa de filme de ficção científica, mas não é. Com o metaverso, isso será possível. Por meio da tecnologia, um mundo virtual onde as pessoas poderão interagir e realizar diferentes atividades existirá. Sei que isso é muito difícil de imaginar, mas, recentemente, o Tio Mark, criador do Facebook, uniu suas redes sociais em uma empresa chamada Meta e anunciou que está investindo pesado nesse mundo virtual.

Para entendermos um pouquinho sobre a temática, convidamos os professores de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e coordenadores do Grupo de Realidade Virtual e Aumentada (GRVA), Alexandre Cardoso e Edgard Lamounier, para tirarem algumas dúvidas. Já coloca seus oculinhos de realidade virtual (se você tiver um rs) e venha imergir nesse mundinho!

 

O que é o metaverso e quando surgiu?

Imagem: MakeAGIF.com

O Facebook, agora Meta, ressignificou o conceito de metaverso e tem investido nesse meio, mas, se você acha que isso é algo novo, você anda desatualizado, viu? O termo surgiu pela primeira vez em 1992, no livro Snow Cash do autor Neal Stephenson, e nos anos 2000, o joguinho Second Life, parecido com o famoso The Sims, já tentava usar da iniciativa do metaverso, mas não foi hit devido às limitações tecnológicas da época.

Esse tal de metaverso nada mais é que um espaço coletivo e virtual compartilhado, que une realidade virtual, realidade aumentada e internet. Como Lamounier explica, seria a possibilidade de colocar pessoas no mesmo ambiente, ainda que geograficamente separadas, e de forma mais interativa e imersiva do que estamos acostumados com as chamadas de vídeo, por exemplo.

Como já dizia o personagem Cal na série Manifest: está tudo conectado!

 

Quais as possibilidades de coisas para se fazer no metaverso?

Imagem: weheartit.com

Cardoso já adianta que as possibilidades são infinitas! A gente sempre pensa naqueles joguinhos que usam óculos VR, mas vai bem além disso. Para se ter uma ideia, em março, aconteceu a Metaverse Fashion Week, uma semana de moda nesse universo virtual com marcas da realidade, como a Dolce & Gabbana. Já teve inclusive casamento no metaverso e até a Prefeitura de Uberlândia (MG) fez uma reunião nesse ambiente.

Mas o que nossos professores destacam é como essa tecnologia auxiliará também na educação, sociedade e saúde. Médicos de diferentes lugares poderão ver protótipos de órgãos, células e cirurgias em 3D, podendo trocar dicas e entender melhor algumas doenças e casos. Alunos poderão fazer atividades de campo e maquetes de forma tecnológica sem terem que se deslocar para o lugar. Cara, isso é muito Black Mirror!!

 

E o tal do NFT?

Imagem: Pinterest

Ah, esse tem dado o que falar! Famosos têm comprado NFTs a preços milionários e muita gente (inclusive esse que lhes escreve) nem entende muito bem o que é isso! NFT é a sigla em inglês para token-não-fungível, que seria uma espécie de assinatura digital que transforma qualquer tipo de mídia digital, como fotos, vídeos, e arquivos de áudio, em algo original e de posse de quem o compra. Imagina o quadro da Monalisa. Se fosse possível comprá-lo, o original seria da pessoa. Várias réplicas e fotos do quadro podem circular por aí, inclusive você pode imprimi-lo e pregar na parede da sua casa, mas o original, que é tão valioso, não é seu! Seria a mesma coisa no universo digital.

E a compra de itens virtuais não é nova. Fala pra mim que você não conhece uma criança que joga Free Fire e nunca pediu para os pais comprarem uma roupinha diferente para seu personagem do jogo? Cardoso fala que, com a ascensão do metaverso, obviamente começamos a monetizar coisas não tangíveis e possibilitar que haja também um mercado nesse meio virtual. Ai, papai, vamos precisar de um aumento para entrar nesse metaverso, porque dinheiro que é good nós não have.

 

E o que esperar do futuro do metaverso?

Quem responde essa pergunta também são os professores Alexandre Cardoso e Edgard Lamounier, mas no episódio #42, que produzi para o podcast Ciência ao Pé do Ouvido! Essa é a temática da semana, então não deixe de ouvir nas principais plataformas para entender melhor esse curioso e imersivo metaverso!

 

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