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09/08/2022 - 12:13 - Atualizado em 01/09/2022 - 08:18
Projetos de extensão do Hospital de Clínicas incentivam e esclarecem sobre doações de sangue, medula e órgãos
Desenvolvidos durante todo o ano, o 'Compartilhe Vida' e o 'Do.ar' promovem eventos e utilizam as redes sociais para difundir as informações mais importantes sobre estes gestos de amor e solidariedade que podem salvar muitas vidas
Por: 
Milena Félix

A recuperação de quem doa sangue é rápida e o ato não representa risco para o doador. (Foto: Hermom Dourado/Arquivo pessoal)

As doações de sangue e órgãos são formas de providenciar condições de vida para pessoas em risco, sem perda ou prejuízo para quem pratica estes atos de solidariedade. No caso da doação de sangue, uma bolsa de 450 ml pode ajudar a salvar até quatro vidas. Na doação de órgãos, aquilo que não será mais utilizado por uma pessoa pode ser a diferença entre a vida e a morte de alguém.

Em Uberlândia, o banco de sangue fica no Hemocentro, que funciona em uma parceria entre o Governo de Minas Gerais e o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU-Ebserh). Ele é responsável pelo atendimento de cerca de 2 mil doadores por ano, de acordo com dados do próprio órgão. O bolsista de extensão no Serviço de Humanização do HC e diretor de extensão dos projetos "Do.ar" e "Compartilhe Vida", Luiz Henrique Oliveira, comenta sobre os principais obstáculos enfrentados. “A dificuldade na convocação e fidelização de doadores de sangue é um grande problema para as diversas unidades da Fundação Hemominas, tendo em vista a alta demanda de bolsas de sangue necessárias nos hospitais e a frequente baixa nos estoques”, afirma.

Apesar da relevância da doação, de acordo com dados do Hemocentro, os estoques de bancos de sangue de Uberlândia estão em estado crítico. Segundo um levantamento compartilhado no início do último mês de junho, o tipo sanguíneo O+ estava com queda de abastecimento de 70%, enquando o estoque do A+ era ainda mais preocupante, com esta redução chegando a 80%. Diante dessa falta de sangue, o Hemocentro chegou a recomendar a suspensão de cirurgias eletivas - conforme notícia publicada pelo Portal Diário de Uberlândia.

Imagem de divulgação do projeto Compartilhe Vida. (Reprodução)

 

Projetos

A UFU possui dois projetos de extensão voltados para a conscientização sobre a doação de material biológico. O Compartilhe Vida é vinculado a duas equipes do Hospital de Clínicas: o Comitê da Agência Transfusional e o Serviço de Humanização. Ele tem por objetivo aumentar o número de doadores de sangue e medula óssea no Hemocentro de Uberlândia e atua na divulgação de temas relacionados à doação tanto nas redes sociais quanto em eventos presenciais ao longo de todo o ano.

Oliveira alega que é função do HC trabalhar para aumentar a quantidade de doações. “Sendo o nosso hospital um dos maiores consumidores do estoque do Hemocentro de Uberlândia, surge a necessidade do 'Compartilhe Vida' auxiliar na captação de doadores, por meio de campanhas, material gráfico educativo, divulgação nas redes sociais e convocação de grupos parceiros. A grande meta do trabalho é evitar a precarização do atendimento oferecido no HC”, diz o diretor.

Já o projeto Do.ar, por sua vez, trabalha na divulgação de campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos na cidade de Uberlândia. Ele foi fundado em 2020 pela estudante de Medicina da UFU Débora Cruvinel Ferreira, transplantada renal há 9 anos, e pela médica ex-estudante do mesmo curso Nathalia Paredes, transplantada de córnea.

Alunos também estão envolvidos nos dois projetos de extensão. (Foto: Arquivo pessoal)

Desde o início, quando ainda era um projeto à parte da UFU, o objetivo era informar a população, por meio das redes sociais, sobre o processo da doação de órgãos e sobre os transplantes. Em 2021, Ferreira, que estava cursando o primeiro período do curso, precisou fazer um trabalho em grupo sobre doação de sangue. Na ocasião, ela e os colegas produziram um vídeo com pessoas que já precisaram de doação de sangue e usaram o perfil do Do.ar no Instagram para divulgar o trabalho. O vídeo teve bastante sucesso nas redes sociais e, a partir daí, a Rede Humaniza HC-UFU encontrou o grupo e propôs transformar a ação em um projeto de extensão do HC-UFU voltado a informar, orientar e esclarecer dúvidas sobre esta temática doação de órgãos.

 

Procedimentos

Para doar sangue e medula óssea, é necessário agendar um horário no Hemominas, via site ou aplicativo. Algumas condições necessárias: ter entre 16 e 69 anos; pesar, no mínimo, 50 kg; não ter doenças crônicas. Já para se tornar doador de órgãos, é preciso conversar com a família e deixar este desejo claro, além de ter registro hospitalar, não apresentar hipertermia, hipertensão e não estar sob efeito de drogas.

 

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