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20/10/2022 - 17:28 - Atualizado em 25/10/2022 - 14:30
UFU desenvolve método que busca diminuir efeitos colaterais no tratamento de câncer de mama
Composto natural foi capaz de matar células tumorais e manter as saudáveis vivas; estudo foi premiado em congresso nacional e internacional
Por: 
Laura Justino

Placa que contém o sal MTT. Se a célula tumoral ficar na cor amarelo claro, ela está morta. Se a célula saudável apresentar a cor roxa, ela está viva. (Foto: Laboratório de Genética e Biotecnologia)

 

Uma das opções mais utilizadas para o tratamento de câncer é a quimioterapia, na qual o paciente recebe a aplicação de substâncias químicas que matam as células tumorais. O problema é que estes quimioterápicos, chamados de inespecíficos pelos médicos, também eliminam as células saudáveis, o que resulta em sintomas como a queda de cabelo e enjoos.

O Laboratório de Genética e Biotecnologia da Universidade Federal de Uberlândia (Gbio/UFU), localizado no Campus Patos de Minas, testou a citotoxicidade (capacidade de matar as células) de diferentes concentrações de um composto natural com o objetivo de amenizar os efeitos colaterais sentidos pelo paciente durante o tratamento de câncer de mama.

As concentrações específicas do composto natural utilizado para a pesquisa foram capazes de matar as células tumorais e manter as células saudáveis vivas, o que pode oferecer mais qualidade de vida ao paciente com câncer. O método utilizado se chama MTT. Ele mede a viabilidade celular (se as células estão vivas ou não) a partir de uma reação colorimétrica.

“O MTT é um sal que colocamos na célula. Se a célula estiver viva e funcional, ela vai converter o sal amarelo em roxo. Nós esperamos que as células tumorais em que colocamos o composto natural fiquem na cor amarelo claro. Isso significa que ela foi morta. E as células saudáveis continuem roxas. Isto significa que o composto não foi nocivo para elas e que estão vivas”, explica Helen Valença, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Genética e Bioquímica (PPGGB/UFU) e uma das autoras da pesquisa.

A mestranda afirma que os reflexos do estudo são positivos: “A linhagem MDA-MB231 representa o tipo de câncer mais agressivo diagnosticado. E foi justamente nela que tivemos bons resultados, o que é excelente para a população, pois até hoje para esse subtipo tumoral só temos um tratamento aprovado. E ele não é eficaz para todas as pacientes.”

O grupo envolvido nesta pesquisa é formado por Valença e Douglas Brandão, alunos PPGBiotec/UFU; Vinícius Arruda, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec/UFU); Joyce Ferreira Guerra e Thaise Gonçalves de Araújo, professoras do Instituto de Biotecnologia (Ibtec/UFU); e Ademar Filho, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

Reconhecimento

A pesquisa elaborada pelo grupo foi premiada, em 1º lugar, no VI Congresso Nacional e II Internacional de Oncologia da Associação Presente, realizado em Montes Claros, entre 25 e 27 de setembro de 2022.

“A premiação evidencia a relevância de nossas pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Uberlândia, no Campus Patos de Minas. A participação e reconhecimento em um evento de Oncologia demonstram a sintonia entre nossos objetivos e as demandas da prática clínica, em uma ação coordenada para melhor tratar as pacientes e melhorar sua qualidade de vida”, relata Araújo.

A professora é a coordenadora do Laboratório de Genética e Biotecnologia: “O foco é atender as necessidades da sociedade, formando alunos de destaque e igualmente envolvidos na luta contra o câncer”.

 

Laboratório de Genética e Biotecnologia. (Foto: Thaise Araújo)

 

 

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