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10/11/2022 - 22:33 - Atualizado em 21/11/2022 - 11:41
Como melhorar a educação em comunidades quilombolas e próximas a barragens?
Em busca de respostas para este questionamento, uma equipe do Cecampe Sudeste - projeto vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFU - viajou a Paracatu, no Noroeste Mineiro
Por: 
Hermom Dourado

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), desde 2020, é a unidade gestora na Região Sudeste do Centro Colaborador de Apoio ao Monitoramento e à Gestão de Programas Educacionais (Cecampe). O projeto é vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc/UFU) e está sob coordenação de Cairo Mohamad Ibrahim Katrib, docente da Faculdade de Educação (Faced). Em suma, o Cecampe Sudeste tem como principal foco uma série de ações formativas, vivências e atividades destinadas a qualificar os profissionais das redes públicas de Educação Básica (municipais e federais) que trabalham diretamente com o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Desenvolvidas tanto no formato contínuo virtual quanto presencialmente, as iniciativas buscam auxiliar esses gestores no que concerne à adesão, execução e prestação de contas do referido programa nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Com a aproximação do término do ciclo do Termo de Execução Descentralizada em vigor, ao mesmo tempo em que elabora os relatórios e produtos finais, o grupo já começa o planejamento para o próximo quadriênio. "Estamos querendo ter como público-alvo prioritário as comunidades de territórios quilombolas, rurais, ribeirinhas e afetadas por barragens. Por conta disso, é fundamental conhecermos de perto a realidade e as grandes demandas das unidades escolares destas localidades, além de firmarmos parcerias com o Poder Público e grupos da sociedade civil organizada", comenta o coordenador-geral.

Este foi o principal intuito da visita técnica realizada por ele e outros cinco integrantes do Cecampe Sudeste nesta semana, ao município de Paracatu, localizado no Noroeste de Minas Gerais. Na segunda-feira (07/11), a equipe se reuniu na Prefeitura Municipal com o secretário de Educação e Tecnologia, Tiago de Deus Silva, e três de seus auxiliares: Kassius Kennedy Clemente Batista (assessor executivo); Lorena Gomes Junqueira (chefe da Divisão de Gestão do PDDE); e José Ivan Lopes (diretor Pedagógico).

Reunião com equipe da Secretaria Municipal de Educação e Tecnologia deu início à agenda. (Fotos: Hermom Dourado)

Supervisora de Monitoramento e Resultados do Cecampe Sudeste, a professora Luciane Ribeiro Dias Gonçalves, do Instituto de Ciências Humanas do Pontal (ICHPO/UFU), destacou que este trabalho de capacitação para o gerenciamento de verbas com destinações específicas é muito importante e a parceria com as autoridades locais possibilita resultados mais efetivos. "Muitas vezes, os gestores são negligenciados no aspecto de formação. Isso acaba inibindo-os na busca por estes recursos, tendo em vista que é uma responsabilidade enorme recebê-los diretamente no próprio CPF. Quando a prefeitura encampa a nossa ideia e nos dá este respaldo, tudo transcorre de forma mais adequada e, consequentemente, com melhores resultados", relatou. 

Em Paracatu, o sinal verde já foi dado pelo secretário: "Em termos de extensão territorial, somos o terceiro maior município de Minas Gerais. A logística para atendermos todas as escolas sob nossa responsabilidade é extremamente difícil e desafiadora, particularmente em relação ao transporte e à alimentação. Esta proposta de parceria que o Cecampe está nos oferecendo é mais que bem-vinda", resumiu Silva. Ao que Batista complementou: "Estamos buscando a descentralização dos recursos, até mesmo porque temos apenas uma equipe de licitação que precisa atender tanto a Educação, quanto a Saúde e os demais setores da Prefeitura de Paracatu. Então, esta formação e capacitação dos gestores escolares, para que possam captar recursos desses programas do governo federal e fazerem a sua correta aplicação, é algo muito positivo e que certamente vai impactar na melhoria do ensino." 

 

Demais compromissos

A terça-feira, 8 de novembro, foi um dia de agenda cheia para Cairo Katrib, Luciane Ribeiro e os outros membros da comitiva cecampeana em Paracatu: as professoras Sônia Maria dos Santos (Faced) e Maria Cecília de Lima (Instituto de Letras e Linguística) e os técnicos administrativos Hermom Ferreira Dourado (Diretoria de Comunicação Social) e Raquel Borja Peppe (Pró-Reitoria de Planejamento e Administração). Pela manhã, o grupo esteve no bairro Povoado São Sebastião, onde conheceu e conversou com as gestoras da Escola Municipal Ada Santana Ribeiro e da Creche São Sebastião. A passagem pela escola também reservou uma grata surpresa: apresentação especial da oficina de caretagem, projeto que visa à preservação desta dança de origem africana repassada de geração a geração nas comunidades remanescentes de quilombos em Paracatu - a festa é realizada em junho, coroando e precedendo a novena de São João Batista.

Após o almoço, o grupo seguiu para o bairro Povoado Lagoa de Santo Antônio, onde era aguardado na Escola Municipal Maria Trindade Rodrigues. Oportunidade para um bate-papo cheio de boas histórias com a "Dona Santinha", uma das moradoras mais antigas daquela comunidade. Relatos orais como este são bastante oportunos para que os membros do projeto tenham uma melhor compreensão de como as pessoas que vivem numa determinada região enxergam e avaliam a si próprias e às suas origens.

Finalizando a programação, já no período noturno, os membros do Cecampe Sudeste estiveram na Unidade Paracatu da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). Momento para uma conversa franca com líderes de movimentos sociais negros, além de integrantes da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir).

O último compromisso da viagem foi um café da manhã na Fábrica de Biscoitos Ouro da Roça, sede da Associação Comunitária para o Desenvolvimento do Arraial de São Domingos - representante e defensora dos direitos quilombolas. Na bagagem de volta para Uberlândia, muitas novas ideias e inquietações, por tudo que foi observado e escutado ao longo dos três dias em Paracatu. E a certeza de que o Cecampe Sudeste pode colaborar bastante naquela e em várias outras comunidades com realidades parecidas. Para mais informações sobre o projeto, acesse os seus canais nas mídias digitais: Instagram, Facebook, Twitter e YouTube.

Confira, na galeria abaixo, um resumo fotográfico da visita técnica:

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