Publicado em 18/12/2025 às 09:03 - Atualizado em 29/12/2025 às 14:24
O “Escola sem Fake News”, projeto de extensão interinstitucional entre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Instituto Federal de Alagoas (IFAL), lançou na última sexta-feira, 12/12, o guia "Enfrentando a desinformação nas escolas: gênero e raça em foco", uma cartilha de orientações destinada a estudantes e docentes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio.
Em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o projeto coordenado pela professora Mariana Peixoto, docente do Instituto de Letras e Linguística (Ileel/UFU), desenvolveu o guia em parceria com o INCT Caleidoscópio da Universidade de Brasilia (UnB), com a ajuda de professores da educação básica por meio de formulários de forma anônima, posteriormente foram compartilhados com pesquisadores sobre desinformação.
De acordo com Peixoto, a ideia de produzir o guia surgiu a partir dos encontros do grupo, em que a professora observou a necessidade de criar um material didático com linguagem acessível sobre desinformação, problematizando a ideia de que o combate à desinformação é um trabalho pessoal. “Grande parte dos materiais existentes sobre o tema transferem para o(a) leitor(a) a responsabilidade pela qualidade do compartilhamento das informações. No guia, buscamos enfatizar que o enfrentamento da desinformação é um desafio coletivo e que passa, sobretudo, pela defesa da regulação das plataformas digitais”, explicou a professora.
A partir das respostas, o guia listou três tipos de desinformação relacionados a gênero e raça, justamente aqueles apontados com maior frequência no questionário. “Optamos por focar nos temas de gênero e raça, porque a circulação de desinformação relacionada a esses marcadores sociais tem se intensificado de forma significativa e produzido inúmeras formas de violência no contexto escolar. Entre eles, destacam-se a reprodução do racismo, da homofobia e de discursos de ódio direcionados a meninas e mulheres”, expôs Peixoto.
Para a professora, a desinformação é um problema de escala global e tem produzido consequências graves para grupos minorizados e, em consequência, para a democracia. “Acreditamos que projetos como a Escola sem Fake News podem ampliar o alcance da pesquisa desenvolvida na universidade pública, de modo a contribuir para a construção de práticas educativas mais responsivas, comprometidas com a cidadania digital e com a defesa da democracia”, esclarece a professora.
O material está disponível em: https://www.escolasemfakenews.com.
Criado em 2024, a Escola sem Fake News é um projeto de extensão interinstitucional com base na UFU, que tem como objetivo oferecer atividades de formação docente em educação midiática. O público-alvo do projeto é constituído por docentes da educação básica, bem como estudantes de cursos de licenciatura.
O grupo pretende fazer em 2026 um ciclo mensal de palestras on-line, com a participação de pesquisadores nos estudos sobre desinformação. Além de dar continuidade ao grupo de estudos mensal. As inscrições para docentes da educação básica e estudantes de licenciatura são realizadas por meio de formulário, divulgado no perfil do projeto no Instagram no início de cada semestre.
Para acompanhar as informações do projeto, acesse as mídias digitais do grupo: Instagram, YouTube ou Site.
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Palavras-chave: Guia cartilha educação combate Desinformação
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