Publicado em 09/02/2026 às 14:51 - Atualizado em 09/02/2026 às 15:05
Reforçando seu compromisso com a internacionalização, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), por meio do Programa de Formação para a Internacionalização da Diretoria de Relações Internacionais (ProInt/DRII/UFU), realizou, na última sexta (06/02), a recepção dos estudantes internacionais que começarão seus estudos no Brasil em 2026, vindos de países latino-americanos e africanos e como Bolívia, Equador, Honduras, Moçambique e Senegal.
O evento contou com a participação de membros do ProInt/DRII/UFU, além de estudantes de projetos como o Mentor para a Integração Global da UFU (Migufu/DRII/UFU), programa da universidade para apadrinhamento de estudantes internacionais, e de professores do Instituto de Letras e Linguística (Ileel/UFU).
Nadia Erazo está no mestrado em Ciências Veterinárias e é natural do Equador, enquanto Camila Rojas é graduanda no curso de Biotecnologia e vem da Bolívia. Erazo destaca que se graduou na Universidad de las Américas, localizada em Quito, capital do Equador, e veio ao Brasil após uma conversa com seu orientador, que teve uma passagem pela Universidade de São Paulo (USP) e a ajudou no processo para realizar uma pós-graduação aqui no Brasil.
“Dentro das opções que eu tinha, eu preferia um país que falasse espanhol ou português, porque eu já tinha mais contato com o idioma e que não seria um país tão longe do meu. Eu gosto muito da cultura! Os brasileiros são muito amigáveis, com muita hospitalidade, então esse contato está sendo mais fácil. Acho que existem coisas que eu ainda não entendo, minha maior dificuldade é falar o idioma mesmo, porque escrever, escutar e entender eu consigo”, ressalta Erazo.
Maíra Córdula, uma das coordenadoras do ProInt/DRII/UFU, ressalta a importância da participação no intercâmbio para os estudantes internacionais, apontando que ela gera oportunidades de ampliação dos conhecimentos nas pesquisas em suas áreas.
“Além disso, há o desenvolvimento de repertório cultural, conhecendo o funcionamento de uma universidade brasileira, porque os conhecimentos são diferentes em cada país, e isso amplia muito a formação desses estudantes. E, em alguns casos, são cursos que não são acessíveis para esses estudantes em seus países”, aponta Córdula.
Esse é o caso de Rojas, que está no Brasil há dois anos e que queria fazer uma graduação em Biotecnologia, curso que não é ofertado pelas universidades bolivianas nesse momento. Então, vendo parte de sua família indo estudar no Brasil, ela seguiu o exemplo e recebeu um retorno da UFU para iniciar sua jornada na universidade.
“Eu sempre quis estudar no Brasil, porque já tinha influência de parentes que vieram estudar aqui, e foi uma das minhas primeiras opções no processo do intercâmbio. O idioma também era mais fácil, porque eu já conhecia o português e também há essa proximidade do meu país. É uma cultura muito latina, e até agora não achei um brasileiro que foi grosso comigo. Todo mundo que conversei me ajudou, e estão sempre à disposição, e acho que isso é muito da cultura de vocês”, complementa Rojas.
Pela diferença do calendário, houve a recepção dos estudantes que estão começando seus cursos na pós-graduação e dos alunos do Programa de Estudantes-Convênio de Português como Língua Estrangeira (PEC-PLE), feito em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, para esses estudantes terem um ano de aula em língua portuguesa e imersão cultural e acadêmica, para se preparem para o futuro curso de graduação. Ao todo, Córdula declara que são 50 estudantes nos dois programas, com a entrada de mais 20 estudantes internacionais no início do próximo semestre da graduação, em abril.
Córdula destaca que essa é uma oportunidade de internacionalização em casa, com essa troca de informações e experiências de formação entre os estudantes estrangeiros e brasileiros, o que amplia a formação de todos. Por fim, ela enfatiza o reforço das relações sul-sul (o antigo “sul-global”, ou seja, as relações entre países em desenvolvimento, como os africanos, latino-americanos e asiáticos) promovida pela atual gestão da universidade:
“A UFU tem um histórico de parcerias com países africanos e latino-americanos com seus programas em parceria com os Ministérios da Educação e das Relações Exteriores, então temos um esforço maior para ampliar nossas conexões nas relações sul-sul, promovendo maior desenvolvimento das áreas de internacionalização da UFU em diferentes aspectos”, finaliza Córdula.
Confira, abaixo, imagens da recepção:
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Palavras-chave: internacionalização Estudantes Internacionais intercâmbio DRII recepção ProInt
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