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Inclusão

Formação reúne docentes e fortalece práticas inclusivas no ensino superior

Atividade realizada na Faculdade de Odontologia e na Estes destaca o papel da Divisão de Acessibilidade e Inclusão na construção de uma universidade mais acessível e na qualificação de professores para atender à diversidade

Publicado em 24/04/2026 às 15:42 - Atualizado em 24/04/2026 às 16:45

Divulgação

 

A Formação sobre Práticas Inclusivas para o Ensino Superior, realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (FO/UFU), na manhã de segunda-feira, dia 13, reuniu mais de 30 professores em um momento de troca e construção de estratégias voltadas à acessibilidade. A atividade, promovida a partir de um convite da própria unidade, contou com a participação da coordenadora da Divisão de Acessibilidade e Inclusão (Dacin), Janine Peixoto, e foi marcada pelo engajamento dos docentes com a pauta inclusiva. Ainda na mesma semana, a iniciativa chegou à Escola Técnica de Saúde (Estes), na quinta-feira, dia 16, ampliando o alcance das ações inclusivas dentro da universidade.

Segundo Peixoto, a formação pedagógica voltada à inclusão é uma exigência que atravessa todos os níveis de ensino. “A formação pedagógica, principalmente no que tange às práticas inclusivas no ensino superior, é de fundamental importância porque a legislação, primeiramente, nos imputa essa responsabilidade. Então, independente do nível de ensino, seja educação básica, técnica profissionalizante ou ensino superior, a formação é uma prerrogativa”.

A coordenadora destaca que a iniciativa busca qualificar o trabalho docente frente à diversidade dos estudantes. “A divisão de acessibilidade e inclusão tem se preocupado em buscar formas de levar a formação continuada para os docentes da nossa universidade para desenvolver melhor essas práticas inclusivas frente a estudantes, especialmente aqueles que são público da educação especial, como pessoas com deficiência, transtorno do espectro do autismo e altas habilidades superdotação”, explica.

Entre os impactos da formação, a coordenadora aponta as mudanças concretas no cotidiano acadêmico, especialmente na postura dos envolvidos. “As mudanças concretas que podem trazer, no cotidiano do ensino superior, é uma mudança de perspectiva, uma diminuição das barreiras atitudinais, do preconceito, do capacitismo contra pessoas que às vezes apresentam alguma condição ou limitação”, comenta Peixoto.

Ela também ressalta transformações nas práticas pedagógicas. “Outra mudança concreta também nas questões didático-metodológicas e avaliativas do processo mesmo de ensino e de aprendizagem, tanto para os estudantes quanto para os professores que vão atualizando os seus processos didático, metodológico frente ao contexto atual.”

Apesar dos avanços, a inclusão ainda é um desafio amplo e contínuo. “A inclusão é um desafio grande não só dentro da universidade, mas na sociedade. Quando a gente fala de inclusão, a gente está falando de um movimento.” Segundo Peixoto, esse movimento exige olhar para a diversidade humana e romper com modelos acadêmicos mais rígidos.

Professores da Estes que participaram da formação oferecida pelo Dacin
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A atuação da Dacin tem sido fundamental nesse processo, especialmente após uma reestruturação interna. “A Dacin, desde o ano passado, vem reestruturando todo o seu trabalho, estruturou processos e fluxos de trabalho que envolvem o acolhimento ao estudante com deficiência, o acolhimento aos professores que apresentam necessidades metodológicas,  além da ampliação de serviços como apoio pedagógico e monitoria voltada ao suporte funcional dos estudantes”.

Para os próximos passos, Peixoto destaca a ampliação das ações e mudanças institucionais em andamento. “A universidade ainda precisa caminhar bastante. E nós não estamos medindo esforços para que isso aconteça. De forma muito feliz, eu fico animada, porque do ano passado para cá, a divisão de acessibilidade aumentou em 167% os seus serviços e atendeu uma gama muito expressiva de formações”.  A coordenadora  também aponta a construção de uma nova política de inclusão como um avanço importante. “Em breve, nós vamos mandar uma nova minuta da política de inclusão para a universidade e isso com certeza vai gerar novos frutos e a eliminação de barreiras importantes de acessibilidade na nossa universidade”, finaliza.

 

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Palavras-chave: dacin formação inclusão Faculdade de Odontologia ESTES

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