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Saúde Mental

Espaço de Escuta e Acolhimento promove rodas de conversa aos estudantes da UFU

Iniciativa busca oferecer um ambiente de escuta para questões emocionais e acadêmicas

Publicado em 06/05/2026 às 14:12 - Atualizado em 06/05/2026 às 15:09

Divulgação

Ansiedade, estresse e inseguranças da vida acadêmica agora têm um espaço de escuta na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). As rodas de conversa do Espaço de Escuta e Acolhimento (EEA) foram criadas para acolher estudantes em um ambiente seguro e confidencial. As rodas de conversa acontecem às quartas-feiras, das 18h às 19h, na sala 224, e às quintas-feiras, das 11h30 às 12h30, na sala 223, no bloco 1G do Campus Santa Mônica. A roda de conversa é aberta para todos os alunos de graduação e pós-graduação da UFU.

As rodas de conversa do EEA surgiram a partir da percepção de que questões relacionadas à saúde mental têm impactado diretamente no desempenho e na permanência dos estudantes na UFU. A iniciativa é promovida pelo Núcleo de Atenção e Apoio ao Estudante (NAAE) do Instituto de Letras e Linguística (Ileel).

Segundo a coordenadora do projeto, Carla Nunes, a proposta nasce como complemento às políticas já existentes na universidade. “Percebemos que um dos fatores que causava um afastamento dos alunos das disciplinas e que tem também dificultado aos alunos ter um bom andamento, um bom rendimento nas disciplinas, são questões de ordem de saúde mental e de questões emocionais”, explica. 

A professora  destaca que, apesar de a UFU oferecer diversos auxílios e serviços de atendimento psicológico, a demanda é alta, o que motivou a criação de um novo espaço de acolhimento.

O EEA funciona por meio de rodas de conversa mediadas por estudantes de Psicologia, fruto de uma parceria de estágio da UFU com o curso de Psicologia da Uniessa. Nunes reforça que o espaço não tem caráter clínico. “As rodas de conversa não são um espaço clínico. Elas são um espaço de escuta especializada que visa acolher, sugerir e, inclusive, encaminhar demandas mais complexas para os serviços especializados da UFU”, afirma.

A participação é aberta a estudantes de graduação e pós-graduação, sem necessidade de inscrição prévia. Os encontros comportam até 15 participantes, e os temas são definidos a partir das próprias vivências dos alunos. “O tema surge da roda de conversa, é a partir desse tema que os mediadores vão trazendo materiais ou expandindo essa conversa para buscar e encaminhar algumas questões que possam ser encaminhadas ali na roda de conversa ou nas rodas de conversa subsequentes”, explica a coordenadora.

Neste início do projeto, a expectativa é ampliar o engajamento da comunidade acadêmica. “As principais expectativas é que a comunidade discente sinta a necessidade de ter um espaço para falar das suas angústias, das suas ansiedades, do acúmulo de estresse, das questões que acometem”, afirma Nunes.

As rodas de conversa buscam acolher demandas como ansiedade, insegurança, estresse e outras dificuldades emocionais. “Esse é um espaço para desabafo, para encontrar receptividade e acolhimento por parte de uma escuta especializada”, destaca.

Em casos mais sensíveis, o EEA atua como ponte para outros serviços da universidade. “Uma vez detectado um estado mais sensível, os mediadores, que são os estagiários de psicologia buscarão conversar com esse aluno, entender um pouquinho mais e eles vão encaminhar essa demanda para a coordenação do NAE”, explica Carla, citando setores como a Divisão de Saúde e a Pró-reitoria de Assistência Estudantil.

 

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Palavras-chave: NAAEs ILEEL saúde mental roda de conversa

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