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Cultura

Museu de Antropologia e Arqueologia da UFU realiza primeira abertura pública em maio

Evento apresenta o trabalho realizado no MAnA e destaca seu papel na preservação do patrimônio cultural

Publicado em 13/05/2026 às 16:51 - Atualizado em 25/05/2026 às 09:18

Estimativa é de que o museu reúna cerca de 130 mil peças. (Foto: acervo MAnA)

 

Entre os dias 20 e 22 de maio, o Museu de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Uberlândia (MAnA/UFU) promove sua primeira abertura pública com uma programação gratuita voltada à comunidade. As atividades acontecem na Rua Duque de Caxias, 285, espaço onde o museu está instalado, e marcam um momento importante de apresentação do MAnA ao público.

A iniciativa integra a Semana Nacional de Museus, mobilização coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que, todos os anos, incentiva instituições de todo o país a realizarem atividades culturais e educativas. No caso do MAnA, a participação na programação nacional ganha um significado especial: é a primeira vez que o museu abre suas portas para visitantes, ainda que de forma pontual.

Ao longo dos três dias, a programação reúne lançamento de livro, palestra, mesa institucional e visita guiada. O evento evidencia não apenas o espaço físico do museu, mas também o trabalho que vem sendo desenvolvido nos bastidores. 

 

Um acervo que conta a história da região

O MAnA é vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc/UFU) e se dedica à preservação, pesquisa e comunicação de acervos ligados à antropologia e à arqueologia. Seu principal conjunto de peças tem origem em pesquisas realizadas nas décadas de 1980 e 1990, principalmente na região do Rio Araguari, durante a implantação de usinas hidrelétricas.

De acordo com o coordenador técnico do museu, Robson Rodrigues, o acervo reúne vestígios que permitem compreender diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo. “Nós estamos diante de um acervo arqueológico que conta a história da ocupação de diversas populações indígenas que percorreram o território do Triângulo Mineiro”, explica.

Atualmente, a estimativa é que o museu reúna cerca de 130 mil peças, número superior ao previsto inicialmente. Entre os materiais, predominam fragmentos cerâmicos e instrumentos líticos, artefatos de pedra utilizados no cotidiano por populações do passado, além de itens de períodos históricos mais recentes, como vidro, metal e outros vestígios.

Mais do que um conjunto de objetos, o acervo permite reconstruir modos de vida, técnicas de produção e relações sociais de diferentes grupos humanos que habitaram a região, incluindo populações pré-coloniais e indígenas de distintos troncos linguísticos.

 

Reconhecimento institucional e papel estratégico

Um dos marcos recentes do MAnA foi o reconhecimento oficial como instituição de guarda e pesquisa pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), obtido no final de 2025. A partir dessa autorização, o museu passa a integrar um grupo restrito de instituições no país aptas a salvaguardar acervos arqueológicos.

Segundo o coordenador administrativo, Aurelino José Ferreira, esse reconhecimento projeta a UFU em um cenário mais amplo, inserindo a instituição no campo da arqueologia em níveis estadual e nacional.

Além da função de preservação, o MAnA também se estrutura como espaço de ensino, pesquisa e extensão. A proposta é que o museu atue como um centro de produção e difusão de conhecimento, com potencial para desenvolver exposições, ações educativas, cursos e atividades voltadas à comunidade.

 

Primeira abertura ao público

A programação de maio representa, portanto, um primeiro movimento de aproximação com o público. Ainda que o museu não esteja em funcionamento contínuo, a realização do evento permite apresentar o espaço, compartilhar parte do trabalho realizado e iniciar um diálogo mais direto com a comunidade.

Para Ferreira, esse momento também reafirma o papel do museu para além da universidade. A expectativa é que o MAnA se consolide como um espaço de referência na preservação do patrimônio cultural e na valorização das histórias e dos grupos sociais da região.

Já Rodrigues destaca que, como museu universitário, o MAnA reúne condições para articular diferentes dimensões do conhecimento. A proposta é que o espaço contribua tanto para o avanço das pesquisas quanto para a circulação dessas informações junto ao público, fortalecendo o vínculo entre universidade e sociedade.

 

Programação

20/05 (quarta-feira)

  • 19h - lançamento de livro e palestra com Marcel Mano: “A Inquietude Selvagem: Estudos de Etnologia e História Indígena”.

21/05 (quinta-feira)

  • 19h - mesa de abertura;
  • 19h30 - palestra com Camila Azevedo de Moraes Wichers (MAE/USP): “Escavar acervos, reconstruir memórias: diretrizes museológicas para a retomada de coleções dos primórdios do licenciamento ambiental no Triângulo Mineiro”.

22/05 (sexta-feira)

  • 9h e 14h - visita guiada à Universidade Amiga da Pessoa Idosa (UNAI).

 

 

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Palavras-chave: PROEXC UFU antropologia arqueologia Museu MAna

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