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INOVAÇÃO

Aplicativo desenvolvido na UFU ajuda a encontrar vagas de estacionamento disponíveis no trânsito

Equipe do Campus Patos de Minas venceu maratona na área de ‘Cidades Inteligentes’

Publicado em 29/09/2026 às 16:05 - Atualizado em 29/09/2026 às 16:28

Aplicativo combina modelos computacionais e inteligência artificial ao trânsito urbano | Foto: iStock

Um dos problemas que atinge muitas cidades é a mobilidade urbana, especialmente no que diz respeito aos automóveis. Nos grandes centros, a situação é mais complicada: são poucos espaços para muitos carros e encontrar uma vaga para estacionar, por exemplo, se torna um desafio. Foi essa problemática que motivou alunos da graduação em Engenharia Eletrônica em Telecomunicações e Biotecnologia do campus Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) a desenvolverem um projeto de aplicativo que auxilia os motoristas a se localizarem melhor e a acharem uma vaga de estacionamento em vias públicas.

O Achei, nome dado ao projeto, foi desenvolvido durante um hackathon, uma “maratona computacional” colaborativa onde diversas pessoas se unem para criar soluções inovadoras para um determinado tema que, neste caso, era a mobilidade urbana nas cidades. O aplicativo recebe imagens de câmeras instaladas em pontos estratégicos de vias públicas para monitorar conjuntos de vagas de estacionamento. As imagens são transmitidas para um servidor, onde um sistema baseado em inteligência artificial e visão computacional identifica quais vagas estão ocupadas e quais estão disponíveis. O usuário consegue visualizar as vagas livres e identificar aquelas mais próximas do local para onde pretende se deslocar através de um mapa.

 

Pessoa segurando um celular com o aplicativo Achei aberto.
Demonstração da interface do aplicativo Achei em funcionamento (Imagem: Captura de tela/Divulgação)

O grupo que desenvolve o Achei considera, futuramente, uma parceria com a Prefeitura de Patos de Minas, pois “caso o projeto tenha continuidade, a ideia inicial é avaliar a possibilidade de utilizar câmeras que já fazem parte da infraestrutura do município, evitando, quando possível, a necessidade de instalação de equipamentos destinados exclusivamente ao sistema”, afirma a equipe.

Além disso, o grupo ressaltou que o processamento de imagens para o aplicativo pode gerar grandes volumes de dados que necessitam de uma capacidade infraestrutural adequada, o que também o leva a planejar uma parceria com os órgãos públicos de Patos de Minas para o fornecimento de servidores. Juntamente a isso, é necessário ainda um estudo sobre as tecnologias digitais específicas, como serviços de mapas ou APIs (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicações), para o projeto poder ser utilizável.

“Existe atualmente uma grande variedade de modelos de visão computacional e soluções de infraestrutura disponíveis, mas antes de definir tecnologias específicas, será necessário comparar alternativas, considerando fatores como precisão, custo, capacidade de processamento, facilidade de integração, escalabilidade e manutenção”, comenta a equipe.

 

O Achei atualmente se encontra em estágio inicial de desenvolvimento, mas os integrantes do projeto já puderam realizar pré-testes usando modelos de visão computacional pré-treinados e gratuitos em vídeos e até mesmo testes usando um automóvel real. Com isso, a equipe também acredita que o aplicativo consiga atingir um alto grau de confiabilidade caso seja treinado com os dados necessários para isso: “No nosso caso, seria importante trabalhar com imagens do trânsito e das vagas em diferentes condições, como durante o dia, à noite, sob diferentes condições climáticas e com diferentes níveis de movimentação”, afirma o grupo.

Demonstração do sistema do aplicativo Achei em funcionamento; há um estacionamento vazio com apenas uma vaga ocupada que está detectada pelo aplicativo.
Teste de simulação do aplicativo em funcionamento usando modelos de visão computacional (Imagem: Divulgação/Alfredo Francisco)

O hackathon “Cidades Inteligentes”, realizado pelo Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam), no qual o Achei foi produzido, premiou a equipe com o primeiro lugar no evento e ofereceu ao projeto a participação em mentorias e atividades práticas para fomentar o desenvolvimento das ideias.

Participantes da equipe do projeto do aplicativo Achei.
Integrantes da equipe que ganhou o primeiro lugar no hackathon Cidades Inteligentes (Foto: Arquivo pessoal)

“A necessidade de desenvolver e amadurecer uma solução em um intervalo tão curto nos colocou em uma dinâmica bastante intensa. Isso contribuiu não apenas para o projeto, mas também para melhorar nossa capacidade de trabalhar em equipe, discutir diferentes propostas, tomar decisões, dividir tarefas e nos comunicar de maneira mais eficiente”, afirmou a equipe sobre o desenvolvimento do Achei.

 

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Palavras-chave: inovação Hackathon Computação

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