Publicado em 29/09/2026 às 17:51 - Atualizado em 29/09/2026 às 18:01
A data 22 de outubro é o Dia Internacional de Atenção à Gagueira, que é uma categoria de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL). São várias as especificidades e os diferentes fatores relacionados ao desenvolvimento da produção da fala e ao seu desenvolvimento em crianças e adultos.
Em crianças, esse é um processo que gera muita insegurança nos pais. Isso porque o processo de aprendizado da linguagem não é nada simples. Começa com um bebê que emite ruídos e, com o tempo, passa a interagir. Esses ruídos se transformam em palavras reconhecíveis no idioma e, depois, em comunicação e frases. Parece até mágica. Mas, é claro, envolve uma mecânica e uma sinapse neural da linguagem: escutar, entender, raciocinar... Por isso, é muito comum encontrar dificuldades ao longo desse caminho.
De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), os distúrbios e transtornos da linguagem caracterizam-se pela dificuldade de planejar os movimentos necessários para produzir fonemas e construir palavras, fazendo com que as crianças não consigam programar a sequência da fala. É como se conseguissem pensar no que querem dizer, mas não conseguem transformar esse pensamento em palavras.
E os adultos? Como isso acontece quando, depois de adultos, nossas falas começam a nos atropelar, não conseguimos dizer determinadas palavras ou, quando estamos aprendendo outras línguas, nos descobrimos gagos ou com tiques nervosos?
De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (Fofito), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no Núcleo de Avaliação da Fala e Linguagem em Crianças com Distúrbios da Comunicação (SLCD) da USP, o Transtorno Específico de Aprendizagem (TEA) atinge três a cada 30 pessoas no Brasil, que só vão ser diagnosticadas quando a criança não consegue aprender a ler.
O episódio #156 do podcast Ciência ao Pé do Ouvido convida a compreender como a linguagem e a fala acontecem, seus mecanismos, dificuldades e transtornos. O funcionamento desses processos é abordado em entrevista com Befi-Lopes, pesquisadora e professora do Curso de Fonoaudiologia da Universidade de São Paulo (USP), e Taís Danelon, fonoaudióloga.
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Palavras-chave: Ciência ao Pé do Ouvido; Podcast;
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