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Saúde

Setembro Verde destaca importância da doação de órgãos

Cada doador pode salvar até oito vidas; fila de espera acumula quase 50 mil pessoas em 2026

Publicado em 25/09/2026 às 16:53 - Atualizado em 25/09/2026 às 17:35

Entre os órgãos que podem ser doados estão os rins, o fígado, o coração, os pulmões, o pâncreas e o intestino (Imagem: Magnific)

Em setembro, o Brasil celebra uma importante data para a saúde pública, o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Apesar de ser realizado no dia 27, a campanha sobre a conscientização da importância da doação de órgãos dura todo o mês, com o nome de Setembro Verde. O período foi instituído em 28 de novembro de 2007, por meio da Lei nº 11.584.

A data foi escolhida por conta da festa católica dos santos Cosme e Damião, pregadores da fé cristã e médicos. De acordo com uma das histórias, eles transplantaram a perna de um etíope negro morto no diácono Justiniano, enquanto ele dormia. A cena foi retratada na obra “A Cura do Diácono Justiniano", do pintor Fra Angelico e é dita como o primeiro transplante já realizado.

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/HU Brasil) é habilitado para a realização de transplantes de rim, córnea e medula óssea. A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso responsável pela formação das células que compõem o sangue. O HC-UFU também atua com o próprio Banco de Olhos, que realiza a captação, processamento e distribuição de doações de córnea, um tipo de tecido ocular.  De 2024 a agosto/setembro de 2026, a instituição realizou 70 transplantes de rim, 186 de córnea e 99 de medula óssea

 

A Doação de Órgãos

Nos últimos quatro anos, segundo o Ministério da Saúde, foram realizados mais de 35 mil transplantes no Brasil. De 2025 a 2023, o número anual aumentou em 682 procedimentos. No entanto, a fila de espera por doação de órgãos atingiu quase 50 mil pessoas em setembro deste ano. Os órgãos mais doados e transplantados no país são o rim, o fígado e o coração.

Para pessoas vivas, é possível doar um dos dois rins ou partes de outros órgãos com capacidade regenerativa, como fígado ou pulmão. Os falecidos podem doar em caso de morte encefálica, quando o cérebro têm perda completa e irreversível das funções, ou em caso de morte por parada cardíaca.

Segundo a legislação brasileira, a doação de órgãos do falecido só pode ser realizada depois de autorização da família. Portanto é importante que a conscientização da população seja feita para que não haja tabu para falar da vontade de doar os órgãos após a morte.

Mesmo que haja vontade de doar os órgãos, ainda há necessidade de compatibilidade entre o doador e a pessoa que irá receber, o que dificulta a diminuição da lista de espera. Para cada pessoa que doar, até oito pessoas podem ter as vidas salvas e muitas outras ainda se beneficiarem de maneira não necessariamente vital.

 

Outras cores de Setembro

Além da doação de órgãos, o mês ainda abriga outras duas campanhas nacionais importantes. Uma delas é o Setembro Amarelo, que busca informar e desincentivar o suicídio. O outro é também chamado de Setembro Verde, mas não possui vínculos com a campanha de doação. Este busca conscientizar e lutar para a inclusão de pessoas com deficiência.

O mês foi escolhido para ambos por conta de datas simbólicas: 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e 21 é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

 

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Palavras-chave: HC-UFU Doação de orgãos setembro

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