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31/03/2021 - 17:42 - Atualizado em 06/04/2021 - 09:03
Engenheiro desenvolve técnica de imagens térmicas para detecção precoce de câncer
Série Produtividade em Pesquisa conta mais sobre o trabalho do cientista Gilmar Guimarães, PQ-1D
Por: 
Diélen Borges

 

Gilmar Guimarães é doutor e mestre em Engenharia Mecânica (Foto: arquivo do pesquisador/ Arte: Viviane Aiko)

O professor Gilmar Guimarães, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia (Femec/UFU), está na lista dos cientistas contemplados neste ano com a bolsa Produtividade em Pesquisa (PQ), que estamos apresentando na série do portal Comunica UFU. Ele está entre as classificações mais altas: PQ-1D. 

Guimarães já falou ao portal outras vezes, como na divulgação das pós-graduações da UFU com nível de excelência internacional. O programa dele, em Engenharia Mecânica, tem nota máxima: 7. Também falamos sobre ele nas notícias do Programa Institucional de Internacionalização (PrInt), por sua atuação como membro do comitê gestor responsável pelo programa na UFU.

Agora, vamos conhecer mais sobre a trajetória acadêmica de Guimarães, que tem se dedicado ao desenvolvimento de técnicas não invasivas baseadas em imagens térmicas para a detecção precoce do câncer de mama e da tireoide.

 

Gilmar Guimarães, PQ-1D

Doutor e mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa  Catarina e graduado em Engenharia Mecânica pela UFU. Sou professor titular da Femec/UFU e coordenei o Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica nos quadriênios 2015-2019 e 2009-2013.

Possuo experiência na área de Engenharia Mecânica com ênfase em transferência de calor, atuando principalmente nos temas: soluções analíticas em condução de calor, medições de propriedades térmicas e temperatura,  técnicas experimentais em transferência de calor, problemas inversos em condução de  calor decorrentes de processos de fabricação e imagens térmicas usando câmeras infravermelhas. Atuo também na linha de Engenharia Biomecânica, desenvolvendo técnicas de engenharia para o auxílio a diagnósticos precoces de tumores malignos. 

Fui membro do Comitê de Assessoramento das Engenharias e Arquitetura - TEC da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) por dois mandatos, membro da comissão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de Reconsideração e Avaliação Quadrienal, diretor da Sala Centro Internacional de Métodos Numéricos em Engenharia (CIMNE/Femec/UFU) (Brasil/Espanha), membro do Comitê Capes-Print-UFU e revisor de vários periódicos internacionais da área de transferência de calor. 

Sou bolsista pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) PQ-1D e possuo mais de 40 publicações em periódicos indexados internacionais e mais de 120 publicações em congressos internacionais.  

Veja mais no Currículo Lattes.

 

O que você pesquisa?  

Minha atuação na pesquisa envolve a investigação de problemas inversos em  transferência de calor. A pesquisa é voltada para a identificação de propriedades térmicas de diferentes materiais e a identificação de campos térmicos decorrentes de  processos de fabricação como usinagem de materiais ou soldagem. 

Mais recentemente (nos últimos 10 anos) tenho me dedicado ao desenvolvimento de técnicas não invasivas baseadas em imagens térmicas para a detecção precoce do câncer de mama e da tireoide.

As células de um tumor maligno, como um câncer de mama, possuem uma atividade metabólica diferente das células vizinhas que são saudáveis. Esse comportamento tem como resultado uma diferença de temperatura entre células saudáveis e células não saudáveis. Essa diferença de temperatura, por sua vez, pode ser observada na superfície da mama através do uso de câmeras infravermelhas. 

Assim, a medição (sem contato) desta temperatura, aliada a técnicas de processamentos de sinais e de solução de problemas inversos, pode indicar a presença de um possível tumor de forma precoce, ainda em seu início. 

 

Por que a sua pesquisa é importante para a ciência e para a sociedade? 

A consolidação dessa técnica pode representar um grande avanço para a detecção precoce do câncer de mama, além de ampliar o acesso a exames onde a mamografia é limitada. São os casos, por exemplo, de pessoas de baixa mobilidade (como cadeirantes) ou ainda de mulheres jovens com idade inferior a 40 anos, cujo acesso à mamografia não é indicado. 

 

À esquerda, assimetria térmica mamária (CE Proc.15076013.5.0000.5152); à direita, constrate térmico mamário (CE Proc.15076013.5.0000.5152) (Foto: Arquivo do pesquisador)

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.  

 

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