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16/06/2021 - 14:29 - Atualizado em 21/06/2021 - 20:32
Grupo de pesquisa da UFU estuda fertilizante sustentável para o milho
Trabalho foi destaque no VI Simpósio Mineiro de Ciência do Solo
Por: 
Marco Cavalcanti

Fertilizantes à base de resíduo de celulose e turfa podem substituir a fertilização mineral no crescimento inicial de plantas de milho (Foto: acervo dos pesquisadores)

Um trabalho apresentado pelo Grupo de Pesquisa Fertilizantes Especiais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi um dos premiados no VI Simpósio Mineiro de Ciência do Solo realizado de forma remota entre 8 e 10 de junho pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Com o título "Fertilizantes organominerais como fontes sustentáveis no crescimento inicial do milho", a pesquisa concluiu que os fertilizantes à base de resíduo de celulose e turfa (utilizada na agricultura, é um material de origem vegetal encontrada geralmente em regiões pantanosas) podem substituir a fertilização mineral no crescimento inicial de plantas de milho.

O estudo avaliou o efeito de diferentes fontes de composto orgânico utilizado na produção de fertilizantes organominerais (combinação de fertilizantes orgânicos e fertilizantes minerais) e a eficiência deles no fornecimento de nutrientes para o crescimento inicial de plantas de milho quando utilizados em substituição aos fertilizantes de base exclusivamente minerais.

Conforme o coordenador do grupo de pesquisa, Reginaldo de Camargo, docente do Instituto de Ciências Agrárias (Iciag/UFU), a indústria do segmento de fertilizantes especiais (nos quais se incluem os fertilizantes organominerais) cresce de 15% a 20% ao ano. Parte dos produtos desse segmento, explica Camargo, se utiliza de resíduos ou subprodutos de outras áreas agroindustriais que precisam dar destino ambiental correto a esses resíduos.

“É aí que entra a indústria de fertilizantes especiais, que tem, como base de alguns de seus produtos, a compostagem e desenvolvimento de compostos orgânicos específicos para cada tipo de cultura, além da fabricação de fertilizantes organominerais, que é a mistura da fração orgânica (fonte de ácidos orgânicos benéficos à flora microbiana do solo, como os ácidos húmicos e fúlvicos) com a fração mineral, a qual possui elevada concentração de minerais essenciais às plantas”, contextualiza o docente.

Camargo também acrescenta que a tecnologia “cumpre um papel ambiental importantíssimo e ao mesmo tempo gera fertilizantes com menores perdas por lixiviação e volatilização, menor risco de contaminação de águas superficiais e subterrâneas e ainda com maior eficiência agronômica”.

De caráter simbólico, a premiação na categoria Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas marcou a primeira participação do Grupo de Pesquisa Fertilizantes Especiais em um evento científico.

A pesquisa foi supervisionada pelo pós-doutorando em Agronomia Miguel Henrique Rosa Franco. Além de Camargo e de Franco, participaram do estudo Raquel Pinheiro da Mota (doutoranda em Agronomia), Julio Cesar Delvaux (professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro) e os graduandos em Agronomia Márcio Henrique Cordeiro Baio e Júlio Eduardo Santana Maia.

 

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