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05/05/2022 - 11:37 - Atualizado em 06/05/2022 - 09:40
Como tornar o ensino inclusivo para os alunos com deficiência visual?
Dissertação propõe atividades que auxiliam o professor na sala de aula
Por: 
Laura Justino

Por causa da cegueira, a pessoa necessita do braile (sistema de escrita tátil) para ler e escrever (foto: Marco Cavalcanti)

Quais saberes teóricos e práticos precisam ser conhecidos pelos professores de matemática para atuar de forma mais adequada junto aos estudantes com deficiência visual? A partir dessa preocupação, Angélica Silva de Sousa, mestre em Educação, desenvolveu uma dissertação na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (Faced/UFU).

A pesquisa, orientada pelo professor Guilherme Saramago (Faced/UFU), buscou estudar, identificar, analisar e descrever ações que auxiliam no ensino e na aprendizagem dos alunos com deficiência visual nos níveis fundamental e médio.

A dissertação explica que os casos de  deficiência visual são divididos em dois grupos: cegueira, que a pessoa necessita do braile (sistema de escrita tátil) para ler e escrever, além de enxergar nada ou apenas vultos e luzes, e baixa visão, que a pessoa possui 30% da visão e pode utilizar materiais ampliados, como lupa.

Sousa tem experiências profissionais em escolas públicas e percebe que existem dificuldades a serem resolvidas, como a falta de infraestrutura dos prédios e despreparo dos professores, que não recebem treinamento especializado para interagir com os alunos com deficiência visual e, geralmente, não dominam o braile.

Outra questão levantada pela pesquisadora é a quantidade de alunos por turma: “o aluno com aprendizagem atípica demanda outras formas de interação do professor que, no cotidiano das salas de aula lotadas, podem ser supridas apenas por um apoio exclusivo”, afirma.

 

O que pode ajudar o aluno com deficiência visual?

De acordo com Sousa, os profissionais da educação têm papel fundamental na inclusão dos estudantes e devem se atentar às necessidades de cada um. Os professores podem fornecer o material de estudo com o texto ampliado, gravar o conteúdo em áudio, descrever as figuras para os alunos, caracterizando a imagem e sua posição.

A abordagem de ensino trabalhada em sala de sala deve ser a mesma para todos: “evite dar um exemplo diferente, pois isso pode ser considerado discriminatório e dificulta a avaliação comparativa com os outros estudantes”, alerta a pesquisadora.

A escola que tem impressora em braile pode imprimir o material para os educandos cegos e, para aqueles com baixa visão, a impressão comum deve ser ampliada, com o maior número possível de detalhes.

A dissertação aponta a necessidade de aumentar o tempo de realização de atividades avaliativas e habituais em sala de aula, pois a escrita em braile leva mais tempo para ser feita e ocupa mais espaço, assim como a impressão ampliada de uma atividade de três laudas pode se tornar uma tarefa de seis ou mais laudas.

Os materiais didáticos devem ser elaborados levando em consideração o tamanho (pois peças pequenas não têm detalhes para o tato, enquanto as grandes prejudicam a percepção do objeto), texturas que podem ser sentidas pelo corpo, facilidade de manuseio e ter boa resistência e segurança.

Os jogos facilitam a aprendizagem, pois permitem trabalhar os conceitos de forma divertida e interativa, propõe Sousa. O aluno pode desenvolver a capacidade da abstração e levantamento de hipóteses ao participar de jogos que estimulam a concentração e o raciocínio.

A mestre ressalta que os softwares utilizados em computadores das escolas devem ser acessados com o apoio de áudio e teclados adaptados. No processo de ensino, os profissionais da educação escolar devem conhecer os alunos de maneira individual e buscar métodos inclusivos, como materiais manipulados em alto relevo e exploração tátil.

As práticas propostas pela dissertação contribuem para a interação de toda a comunidade escolar, por meio de grupos de trabalho em um ambiente de respeito à diversidade e inclusão social.

 

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