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05/05/2022 - 08:54 - Atualizado em 13/05/2022 - 10:16
Conheça as plantas epífitas, tema de pesquisa da UFU
Projeto que analisa a capacidade de absorção da água pela vegetação foi aprovado na chamada de Bolsas de Produtividade de Pesquisa do CNPq
Por: 
Laura Justino

Grupo de alunos do Laboratório de Fisiologia Vegetal da UFU coletando folhas da orquídea Vanilla bahiana. (Foto: Acervo de Ana Silvia Moreira)

As plantas que vivem por cima de outras plantas, sem ter contato com o solo, são chamadas de epífitas. Amostras desses vegetais estão sendo analisadas na pesquisa orientada por Ana Silvia Moreira, professora do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (Inbio/UFU), para contribuir com o cultivo e com o aumento da produtividade de flores, reduzindo a taxa de infestação de pragas.

De acordo com Moreira, o comércio desses seres vivos tem crescido e representa uma parcela considerável das vendas botânicas. O projeto investiga como a captação de água pela planta epífita, principalmente das orquídeas, influencia o seu metabolismo ácido das crassuláceas (CAM).

Geralmente, no processo de fotossíntese, as plantas absorvem gás carbônico durante o dia. Essa atividade é diferente para as plantas com metabolismo CAM, desenvolvido por abacaxis, cactos e orquídeas, por exemplo, que absorvem o gás carbônico à noite, poupando água durante o dia e sendo mais resistente em ambientes secos.

A professora afirma que a Reserva Ecológica do Panga, da UFU, possui fragmentos do bioma Cerrado e oferece oportunidades para observar e estudar o comportamento de espécies epífitas. “Plantas do Cerrado têm folhas e raízes resistentes para ajudar a sustentar os tecidos durante o período de seca”, comenta Moreira.

Quando uma amostra da árvore é coletada e levada para o laboratório, a equipe avalia a capacidade de absorção de água pelas folhas. “A entrada de água no período da manhã seria maior por causa da redução do potencial hídrico foliar”, explica a docente.

Além de ser material de estudo para outros trabalhos, a pesquisa que tem como sede o Laboratório de Fisiologia Vegetal da UFU, coordenado por Moreira, no Campus Umuarama, também contribui para o estudo de outros trabalhos na área  e conta com a colaboração de outros pesquisadores e de alunos da graduação e pós-graduação.

Os resultados serão publicados no Jornal do Cerrado, um material de divulgação científica produzido por um projeto de extensão em que Moreira também é coordenadora, cujo objetivo é promover a divulgação científica nas escolas, no Museu de Biodiversidade do Cerrado e em parques públicos de Uberlândia.

 

Produtividade em Pesquisa

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou, em fevereiro de 2022, o resultado final referente às Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ). Moreira está entre os 63 pesquisadores da UFU, de diferentes áreas do conhecimento, que foram aprovados.

O objetivo das bolsas é valorizar pesquisadores que possuam produção científica, tecnológica e de inovação de destaque, incentivando o aumento dessas produções.

 

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