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18/11/2022 - 16:36 - Atualizado em 25/11/2022 - 18:35
20 anos do Graça do Aché celebram a negritude
Evento em comemoração ao aniversário do Centro de Memória acontece a partir de segunda-feira, 21/11, e está com inscrições gerais abertas
Por: 
Giovanna Abelha - bolsista voluntária de Graduação (Jornalismo)

O ano é 2022 e mais de 200 milhões de pessoas ainda clamam por seus direitos em um país que, há 134 anos, oficializou o fim da escravidão. Apesar de alguns avanços,  o Brasil continua a trazer em suas raízes as marcas dos mais de três séculos de violência e injustiça.

Em novembro, anualmente, comemora-se o "Mês da Consciência Negra", que tem o dia 20 como um marco dessa resistência e luta. A data escolhida representa a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, que se tornou um símbolo da causa.

E também neste mês, de forma significativa, comemoram-se os 20 anos do Centro de Memória da Cultura Negra Graça do Aché, equipamento cultural da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que tem por finalidade atuar como promotor de ações que fortaleçam a cultura negra em Uberlândia e região, além de contribuir com o processo de conscientização da responsabilidade social, do respeito às diferenças étnico-raciais e promoção da cultura e história afro-brasileira.

O aniversário será celebrado com mesas, oficinas, debates e outras ações, que buscarão discutir as desigualdades e somar ao orgulho pela negritude, sua cultura e regionalismos.

 

A história do Graça

Não há como contar a história do Graça do Aché, sem falar de Maria da Graça Oliveira. Criadora do até então chamado “Bloco Aché”, Maria entendia o espaço como uma forma de agregar pessoas e trabalhar a formação de jovens negros e negras. Para ela, o objetivo era que essa juventude pudesse se ver como sujeitos sociais e construir uma identidade cultural.

Com o seu falecimento, no ano 2000, a sua história e a do Bloco Aché se encerrariam apenas por um breve momento. Em 2002, por uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Uberlândia, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Fundação Palmares, criou-se o “Centro de Memória e Cultura Negra Graça do Aché”, em homenagem a Maria, que hoje é patronesse do espaço.

Maria da Graça Oliveira, criadora do até então chamado 'Bloco Aché' faleceu em 2000. (Foto: Arquivo/Graça do Aché)

Diferente dos “Centros de Referência da Cultura Negra” ligados às prefeituras municipais e submetidos à Fundação Palmares, o Graça é uma ferramenta cultural ligada à UFU, que tem por objetivo atuar ao lado das comunidades interna e externa à instituição. Nesse modelo, o espaço se coloca como um dos poucos centros, ligados a universidades federais, voltado especificamente para tratar da cultura negra.

Ivete Almeida, professora do Instituto de História (Inhis/UFU) e atual coordenadora do Graça, conta que muitas pessoas ainda não têm conhecimento do espaço e das suas ações. Para além dos servidores, colaboradores, estagiários e bolsistas que atuam em conjunto com o Graça - e podem, inclusive, participar dos Editais de Ocupação -, o local ainda possibilita visitas de escolas, exposições temporárias, espaço didático sobre carnaval e congado, oficinas de capoeira, entre outras atividades para a comunidade uberlandense.

De acordo com a professora, “o objetivo é veicularmos o que está sendo produzido pelos(as) artistas negros(as) e por artistas em geral, que falem da cultura, da história e da arte negra; o Graça é uma 'pequena joia' aqui na UFU, que precisa estar junto da comunidade”.

 

Acompanhe a Jornada

Entre os dias 21 e 26 de novembro, o Centro de Memória e Cultura Negra Graça do Aché celebra seus 20 anos de existência com a “Jornada dos 20 Anos do Graça do Aché: Veredas Decoloniais entre Memórias e Identidades Regionais. Salve, Negritude”.

O evento é aberto ao público. Para efetuar as inscrições, que são de graça, e saber mais sobre a programação completa, basta acessar o site do evento.

A jornada discutirá temáticas etnorraciais como decolonialidade, negritude, regionalismo e desigualdades com mesas-redondas, apresentações artísticas e sessões de apresentação de pesquisas e projetos que foram inscritos na jornada até dia 11 de novembro. Além disso, na noite de quarta-feira (23/11), destaca-se a exibição do documentário “Chique, Chique! É baile que chama, né?” e, na sequência, o Baile Black.

 

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