Publicado em 23/09/2021 às 16:00 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:51
No Mestrado, Duterval Jesuka seguiu a linha de pesquisa Gestão Organizacional e Regionalidade (Foto: Arquivo pessoal)
"Governança corporativa e desempenho da empresa: o rating soberano importa?", em português, é o título da pesquisa do haitiano Duterval Jesuka, publicada dia 6 de setembro na revista internacional Corporate Governance, Qualis CAPES A1. A resposta para a pergunta, de acordo com a pesquisa, é afirmativa: O Rating Soberano importa.
“As empresas latino-americanas apresentaram melhor desempenho financeiro quando seus respectivos países possuem uma melhor classificação de risco soberano e quando elas adotam melhores mecanismos relacionados ao conselho de administração e comitê de auditoria”, explica o pesquisador.
O artigo é um dos três produtos gerados pela sua dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Uberlândia (PPGA/UFU), defendida em fevereiro de 2020. A pesquisa foi orientada por Fernanda Peixoto, professora da Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen).
“O objetivo principal foi investigar como a qualidade da governança corporativa pode melhorar o desempenho das empresas, considerando a variação do Rating Soberano emitido pelas três principais agências internacionais de classificação de risco”, relata.
Mas afinal, o que é Rating Soberano? De acordo com Jesuka, é a nota atribuída pelas agências classificadoras de risco que são especializadas em análise de crédito de um país emissor de dívida. As agências de rating avaliam a capacidade e a disposição de um país soberano em honrar os pagamentos de suas dívidas de forma pontual e integral.
“O rating soberano é considerado por investidores nacionais e internacionais nas suas decisões de investimento, pois a classificação fornece uma opinião independente a respeito da qualidade de risco de crédito do país analisado”, completa.
Por meio de um modelo de regressão multinível, o estudo observou os impactos dos níveis de país, empresa e tempo na variação de desempenho de mais de 843 firmas de capital aberto na América Latina. Foram considerados oito mecanismos de governança corporativa que são pouco explorados no cenário latino-americano.
“Não é mais segredo, em geral percebe-se que quando ouvimos nos jornais os anúncios de rebaixamento da classificação de risco soberano do Brasil pelas agências de rating, como efeito, sinaliza-se uma piora das condições político-econômicas do país”, afirma.
Para Jesuka, é preciso que a academia continue estudando esse fenômeno: “Isso pode auxiliar os governos nas tomadas de decisão para melhorar a classificação e a percepção do risco soberano, além de indicar aos gestores quais as estratégias que podem adotar para reduzir os efeitos da variação do rating soberano”, completa.
A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da Fagen/UFU e do Programa Alianças para Educação e Capacitação (Paec), estabelecido entre a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo de Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB).
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Palavras-chave: administração gestão Risco Soberano Artigo Revista Internacional
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