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#EspecialUFU45

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: conheça a acessibilidade na UFU

Ações promovem a inclusão social na Universidade Federal de Uberlândia

Publicado em 05/12/2023 às 11:59 - Atualizado em 13/12/2023 às 11:34

 

No último domingo, 3 de dezembro, foi comemorado o "Dia Internacional da Pessoa com Deficiência", data proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992. A celebração tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a necessidade de ampliação da acessibilidade e inclusão. 

No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) integrou os princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada pela ONU em 2006, e sancionada pelo país em 2008, tratando pontos como discriminação, atendimento prioritário, acessibilidade, entre outros. A lei também reforça, do Art. 42 ao Art. 45, o direito da Pessoa com Deficiência (PcD) à cultura, ao lazer, ao turismo e ao lazer. 

Comprometida com a inclusão social, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) contribui com diversas ações que visam cumprir com a promoção desses direitos, desde o ensino até a extensão.

 

Eseba

A Escola de Educação Básica (Eseba/UFU) é referência no que diz respeito à acessibilidade. Atualmente, ela atende mais de 80 alunos(as), público-alvo da Educação Especial, e atua em várias frentes para tornar o ambiente escolar mais inclusivo. O Colégio de Aplicação vinculado à UFU, ao longo dos anos, passou por diversas alterações estruturais e pedagógicas para se tornar um ambiente escolar cada vez mais inclusivo. Essas alterações se intensificaram após 2012, ano em que o colégio aderiu ao sistema de cotas para Pessoas com Deficiência.

Criança sentada à mesa, realizando atividade na Eseba
O engrossador é um dos recursos de tecnologia assistiva disponibilizado pelo colégio, usado para facilitar o processo de aprendizagem da escrita. (Foto: Arquivo pessoal)

Os investimentos do colégio, em constante colaboração com os estagiários da UFU, vão para além da acessibilidade arquitetônica - as rampas, os pisos táteis e elevadores -; passam pelas acessibilidades atitudinal e comunicacional, que diz respeito às práticas que promovem a participação e igualdade às pessoas com deficiência, e chegam até a acessibilidade pedagógica, que são as adaptações no ensino para os estudantes PCDs. “Os cuidados começam desde a portaria, onde acolhemos todos os estudantes com um olhar respeitoso e afetivo, até a cantina, onde buscamos respeitar as intolerâncias, alergias e a seletividade alimentar dos alunos”, comenta a professora da educação especial Mayara Duarte Pelegrini.

Também docente da educação especial na Eseba/UFU, Joice Silva Mundim Guimarães, traz sobre a importância desse ambiente inclusivo para todas as crianças. Para os estudantes público-alvo da Educação Especial, “cada criança é única, tem seu próprio desenvolvimento, mas uma reflexão, por exemplo, crianças que chegaram na Educação Infantil que eram não verbais com o desenvolvimento do trabalho, ao passar dos anos de ensino, estão conseguindo se comunicar de maneira funcional. Além do desenvolvimento na comunicação, destaco também os avanços nos aspectos afetivo-emocionais, cognitivo e nas habilidades sociais”.

Joice Guimarães e Mayara Pelegrini acreditam que os desafios estão presentes no ambiente escolar e nas ações pedagógicas, bem como levam a constantes reflexões, pesquisas e diálogos com toda a equipe. “Não é possível pensar no processo de inclusão sem envolver a acessibilidade; elas caminham juntas”, afirma a primeira.

 

Núcleo de Tecnologia Assistiva 

A UFU também conta com diversos grupos de pesquisa que procuram oferecer inclusão social, maior bem-estar e melhor qualidade de vida às Pessoas com Deficiência. Um deles é o Núcleo de Tecnologia Assistiva (NTA-UFU), formado por docentes e discentes das áreas de Engenharia e Saúde, como das Engenharias Elétrica e Biomédica, da Fisioterapia e da Educação Física. Ele surgiu em 2014 e tem o objetivo de desenvolver tecnologias que possibilitam inclusão para pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida e aos idosos. 

Engenheira biomédica e pesquisadora do NTA, Camille Marques Alves explica que tecnologia assistiva é tudo aquilo que é desenvolvido com propósito de auxiliar a pessoa com deficiência. O grupo também estuda projetos voltados à reabilitação, que, de acordo com Alves, têm o propósito de ajudar na recuperação de movimentos de forma qualificada e alternativa, como os jogos desenvolvidos com base no estímulo às atividades cerebrais e motoras. 

Pesquisadores da engenharia reunidos para foto
O NTA conta, hoje, com uma equipe de sete professores pesquisadores e nove alunos. (Foto: Arquivo pessoal)

Um dos mais conhecidos projetos do grupo de pesquisa é a cadeira de rodas motorizada, que acompanha simuladores de treinamento para condução. O NTA também desenvolve a bengala e os óculos anti-colisão, que auxiliam pessoas com deficiência visual, ao alertar a presença de obstáculos e evitar possíveis acidentes. 

Para ter acesso aos produtos, basta se voluntariar a testá-los, entrando em contato pelo e-mail eduardonaves@ufu.br ou pelo telefone (34) 3239-4243.

 

PAPD

Desenvolvido na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Faefi/UFU), o Programa de Atividades Físicas para Pessoas com Deficiência (PAPD) é um projeto da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), que atua na instituição desde 1982. Aberto à comunidade, o programa trabalha com Pessoas com Deficiência (PcD) e busca, por meio da prática de atividades física, esportiva, recreativa e de lazer, estimular um estilo de vida ativo, contribuindo também para o processo de reabilitação e interação social das pessoas. 

Criança participando das atividades aquáticas fornecidas pelo PAPD
Atualmente, a criança mais nova que o programa assiste tem 5 anos de idade. (Foto: Arquivo pessoal)

Os participantes do programa têm acesso a modalidades como atletismo, futebol, musculação, atividades aquáticas, psicomotricidade e recreação, integrando pessoas com deficiências auditiva, física, intelectual, visual e espectro autista. “Nós estamos trabalhando, hoje, com aproximadamente 100 pessoas, com diferentes tipos de deficiência e diferentes faixas etárias, desde criança até os idosos”, informa a docente e coordenadora do PAPD, Solange Rodovalho Lima.

Ela ressalta, ainda, a importância da universidade que, por meio dos projetos de extensão, “atua como coadjuvante na melhoria da qualidade de vida e condições de saúde das pessoas”.

Estudantes auxiliando uma participante do projeto
Estudantes auxiliando uma participante do projeto. (Foto: Arquivo pessoal)

Para serem beneficiadas por este programa, pessoas com deficiência ou seus familiares devem procurar a secretaria do PAPD, no Campus Educação Física, e realizar os cadastros. Se o número de cadastros for maior que a quantidade de vagas disponíveis, o(a) interessado(a) ficará numa lista de espera até o surgimento da vaga para que possa se matricular. Os candidatos que possuem vulnerabilidade socioeconômica são priorizados nesse processo.

 

A série "ESPECIALUFU45" reúne textos escritos por membros da equipe da Diretoria de Comunicação Social (Dirco), mas também está aberta à contribuição de outros integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). As sugestões de temas a serem abordados, bem como o envio de materiais para avaliação e, em caso de aprovação, posterior publicação, podem ser realizados por meio do formulário eletrônico disponível em: www.comunica.ufu.br/divulgacao.

 


Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

 

 

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