Publicado em 30/03/2026 às 09:11 - Atualizado em 30/03/2026 às 09:29
A balança comercial da Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Uberaba encerrou o ano de 2025 com o maior valor de exportações de sua série histórica. Os dados constam no mais recente Boletim de Comércio Exterior, elaborado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU). O documento mapeia o fluxo comercial de 29 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, evidenciando o peso da mineração e do agronegócio na economia regional.
No total, a região exportou US$ 4,38 bilhões, o equivalente a 40,09% do seu Produto Interno Bruto (PIB). O montante representa um ligeiro aumento de 0,49% na comparação com o ano anterior. Quando convertido para a moeda nacional, o avanço é mais expressivo, atingindo 2,98% (R$ 24,34 bilhões), reflexo direto da desvalorização do real frente ao dólar ao longo do ano. Confira abaixo o resultado por município:
Embora o faturamento tenha batido recorde, o boletim aponta que a quantidade física de produtos exportados sofreu uma retração de 3,58%, totalizando 3,88 milhões de toneladas. A alta nos valores arrecadados ocorreu mesmo com uma queda média de 1,41% nos preços dos produtos no exterior.
A dinâmica comercial da região foi amplamente sustentada por dois itens principais, que somaram mais de 75% de toda a pauta exportadora:
Entre os municípios, Araxá liderou isoladamente, respondendo por 57,88% (US$ 2,54 bilhões) de tudo o que a região vendeu para o exterior. Em seguida, destacou-se Iturama, que apresentou uma escalada de 62,02% em suas exportações, tracionada pela soja e carne bovina. O principal destino internacional dos produtos regionais continuou sendo a China, que absorveu 42,84% do montante total e ampliou suas compras em mais de 41%.
No cenário das importações, a região contabilizou US$ 1,91 bilhão em compras externas em 2025, um aumento de 16,60% em relação a 2024. Assim como nas exportações, o volume físico importado caiu (3,60%), demonstrando que o aumento financeiro foi impulsionado pela inflação dos insumos no mercado internacional.
A cidade de Uberaba foi o principal polo de entrada dessas mercadorias, concentrando 88,87% de todo o valor importado pela região. A pauta de importação refletiu a necessidade de abastecimento para as indústrias química e agrícola locais:
Os dados levantados pelo CEPES/UFU dialogam com o cenário macroeconômico global, marcado por incertezas comerciais e, simultaneamente, por uma safra recorde de grãos no Brasil (crescimento de 16,3% na produção total).
As condições climáticas no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba favoreceram a produtividade da soja, garantindo o excelente desempenho da commodity no mercado asiático. O setor de proteína animal também se beneficiou de restrições na oferta mundial, permitindo que o Brasil superasse a produção norte-americana e exportasse carne bovina a preços mais valorizados. Em contrapartida, o setor sucroalcooleiro regional enfrentou os desafios do estresse hídrico e das queimadas no Centro-Sul, que impactaram a produtividade dos canaviais e reduziram os volumes de açúcar embarcados para o exterior.Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica.
Palavras-chave: Região Geográfica Intermediária de Uberaba CEPES Exportação Importação
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