Publicado em 05/05/2026 às 13:22 - Atualizado em 05/05/2026 às 13:59
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou, na última quinta-feira (30/04), a recepção dos estudantes estrangeiros vindos de mobilidade internacional para o semestre 2026/1. Estiveram presentes alunos vindos de Angola, Argentina, Equador, França, Guiné-Bissau, Haiti, Moçambique e Peru, que ouviram as boas-vindas do Pró-Reitor de Graduação, Waldenor Barros Moraes Filho e conheceram as oportunidades ofertadas pela universidade, além de uma apresentação sobre a cultura e vivência em Uberlândia.
Organizado pela Diretoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais (DRII/UFU) e pelo Programa de Formação para a Internacionalização (ProInt/DRII/UFU), o evento contou com participação de professores, estudantes participantes do Programa Mentor para Integração Global da UFU (MIGUFU/DRII), além de representantes da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE), da ONG Taare (Trabalho de Apoio a Migrantes Internacionais) e do curso Inglês Sem Fronteiras (ISF/ILEEL/UFU).
O Pró-Reitor de Graduação, Waldenor Barros, destaca que a internacionalização representa um crescimento da universidade, apontando que a UFU está inserida nas redes do Programa CAPES-Global. Ele também enfatiza que a universidade está ampliando suas relações acadêmicas com países do eixo Sul-Sul, buscando parcerias, além do norte global:
“Como olhamos para esse movimento mais atraente do norte, por vezes esquecemos de olhar para América Latina e África, que são nossos parceiros iguais. Vale lembrar também que nós, do Hemisfério Sul, entendemos educação como direito humano, e a educação no Hemisfério Norte é tida como um produto que é adquirido e investido. Acredito que isso contribui cada vez mais para nos inserirmos com essas relações sul-sul”, aponta.
Após as apresentações de projetos e entidades que servem de auxílio para os estudantes internacionais, foi realizado um coffee break com comidas temáticas de Minas Gerais, a fim de buscar a integração entre os estudantes internacionais e os brasileiros presentes no evento. Durante a confraternização, Rosa Jones, de Luanda, capital de Angola, e Keylla Zandamela, de Maputo, capital de Moçambique, conversavam: Jones está no Brasil há um mês, com passagem por São Paulo, enquanto Zandamela chegou em Uberlândia no dia 20 de março, e passou uma semana no Rio de Janeiro.
“A língua influenciou bastante, e o ensino do Brasil é muito famoso em Angola, o certificado [de graduação] nos ajuda bastante para achar um emprego. Além disso, como estou fazendo Agronomia, o investimento para o curso aqui no Brasil é muito bom. Estou gostando muito da experiência, e estou me adaptando mesmo com a dificuldade por conta do sotaque. Meus colegas me receberam bem, sempre perguntando sobre Angola, está correndo tudo bem!”, destaca Jones.
“O Brasil é um país de muita influência em Moçambique. Tem muita coisa que eu já conhecia antes de chegar, como as novelas, e também é uma referência na educação, oferecendo uma melhor qualidade de ensino em Engenharia Ambiental, que é a área que estou cursando. Então, eu acho que o Brasil é um país ideal para explorar essa área, e talvez para ter uma melhor oportunidade de emprego no meu país, que tem vários problemas ambientais. A língua também ajuda bastante na questão da adaptação”, aponta Zandamela.
Elas também enfatizaram que a recepção e integração dos estudantes internacionais é muito importante. Jones ressalta que “nos sentimos em casa, com esse tipo de recepção, e ficamos mais livres sabendo que estamos bem-recebidos”, enquanto Zandamela conta que “nós, estudantes internacionais, tendemos a ficar um pouco acanhados, com vergonha de falar, porque as pessoas não entendem muito bem, então quando temos essa oportunidade de conhecer pessoas de outras culturas e do nosso país, nós nos sentimos acolhidos”.
Nolan Mathieu é da França e, apesar de não ter o português como sua língua nativa, não está encontrando dificuldades na sua sociabilização. Ele conta que veio para o Brasil por influência de uma professora brasileira em seu curso de Engenharia, que o indicou para a mobilidade internacional na UFU e fez o contato com a universidade, além de realizar os trâmites administrativos para a sua vinda.
“Por ser latina também, a língua francesa tem algumas semelhanças com o português, especialmente na gramática, facilitando a compreensão de certas palavras e a comunicação. Um dos meus melhores amigos na França é de Portugal e passei um tempo de férias na casa desse amigo, então tenho o hábito de ouvir a língua e tive esse contato com o idioma”, aponta Mathieu, que chegou há um mês em Uberlândia e elogiou o acolhimento que recebeu na cidade.
O final do evento contou com explicações sobre o funcionamento da universidade, com a apresentação de como funcionam os sites, o app oficial, além da apresentação de mais detalhes da cultura e opções de lazer em Uberlândia. Para finalizar, o ProINT promoveu um bingo internacional, a fim de promover a integração e o diálogo entre os estudantes. Luna Guimarães Souza, participante do projeto, aponta que o evento ajuda não apenas os estudantes internacionais com o acolhimento, mas também na caminhada acadêmica de quem está no ProINT, especialmente com a internacionalização em casa.
“Estamos acolhendo esses estudantes todos os dias na DRII para ajudá-los em todo o processo, oferecendo todo suporte que eles precisam. Mas além dos processos administrativos que eles precisam passar, queremos oferecer essa socialização para eles e, por isso, fazemos não só a recepção, mas outros eventos para que eles possam conhecer mais da nossa cultura e se integrar no campus”, destaca.
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Palavras-chave: Estudantes Internacionais recepção DRII ProInt Internacionalização em casa
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