Pular para o conteúdo principal
Expansão

Conselho Universitário autoriza criação dos primeiros cursos tecnólogos presenciais da UFU

Graduações de Tecnologia em Jogos Digitais e Tecnologia em Automação Industrial já devem aparecer na relação do SiSU 2027

Publicado em 25/09/2026 às 19:51 - Atualizado em 25/09/2026 às 21:38

Arte: Divisão de Publicidade, Propaganda e Design Gráfico (DPPDG/Dirco/UFU)

 

Realizada na tarde desta sexta-feira (25/9), a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia (Consun/UFU) no ano de 2026 teve dentre os itens de pauta os que aprovaram a criação de dois novos cursos de graduação a serem iniciados já a partir do primeiro semestre letivo de 2027. Tratam-se dos primeiros cursos tecnólogos presenciais da instituição, seguindo as diretrizes do Programa Universidades Transformadoras, do governo federal – saiba mais sobre a iniciativa, no final desta reportagem.

 

Campus Pontal

O Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais será oferecido em Ituiutaba e vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Pontal (Icenp). A forma de ingresso será anual, via Sistema de Seleção Unificada (SiSU), com 40 vagas por turma e conclusão a ser realizada entre 3 e 5 anos – ou seja, de 6 a 10 semestres letivos –, após a integralização de 2.005 horas. A nova graduação será ofertada no período noturno.

A relatoria do parecer favorável à aprovação da criação do curso foi de autoria do conselheiro Kil Jin Brandini Park, docente da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/UFU). Consta no documento o destaque ao fato da proposta apresentada no Projeto Pedagógico de criação da nova graduação registrar a expectativa de que ela “amplie a presença da UFU na formação tecnológica, científica e cultural da região do Pontal do Triângulo Mineiro, possibilitando ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação relacionadas a jogos digitais e suas aplicações em diferentes contextos, como educação, ciência, cultura, entretenimento e desenvolvimento social”.

Após os debates entre os conselheiros e esclarecimentos das dúvidas apresentadas, o item foi submetido à apreciação do plenário virtual, sendo aprovado por: 88 votos favoráveis, 2 contrários e 3 abstenções.

Presidente da comissão responsável pela elaboração do Projeto Pedagógico do curso, o professor Marcelo Gonçalves Oliveira Vieira fez questão de fazer uso da palavra para agradecer pela celeridade do trabalho das equipes da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) – em especial, as da Diretoria de Ensino (Diren) e da Divisão de Projetos Pedagógicos (Diped). “Também preciso registrar os agradecimentos à Administração Superior, pela coragem de aceitar esta proposta do Ministério da Educação (MEC), pois o caminho é este mesmo, o da modernização; bem como à direção do Icenp, que não mediu esforços para viabilizar a oferta desta nova graduação já no próximo semestre letivo. É uma conquista não apenas da UFU, mas de toda a sociedade”, resumiu.

 

Campus Santa Mônica

O Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial será divulgado mercadologicamente com outro nome: Curso Superior de Tecnologia em Automação, Robótica e Inteligência Artificial. A graduação irá compor a grade da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt) e também terá oferta no período noturno, porém com 30 vagas por turma e ingresso semestral – isto é, tanto via SiSU quanto pelo vestibular próprio da UFU. Em ambos os casos, será adotado o formato de Área Básica de Ingresso (ABI) compartilhada com o Curso de Graduação em Engenharia em Automação, Robótica e Inteligência Artificial. O prazo mínimo para conclusão será de 3 anos (6 semestres letivos) e o máximo, de 4,5 anos (9 semestres letivos), com necessidade de integralização de 2.400 horas. Assim como no caso no Tecnólogo em Jogos Digitais, este novo curso também deve constar na relação de opções da UFU já na próxima edição do SiSU.

Coube ao professor Luís Fernando Magnanini de Almeida, da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (Faces), a relatoria do processo. No documento, de parecer favorável, ele frisou que a criação do referido curso tem entre suas justificativas “o contexto regional do Triângulo Mineiro, considerando a vocação tecnológica e industrial da região, os arranjos produtivos locais e a presença de indústrias com processos automatizados”. O texto acrescentou que a proposta “busca oferecer uma formação versátil, aplicada e vinculada às necessidades do setor produtivo local, nacional e global”.

Quanto à organização do curso em ABI, conjuntamente com o Curso de Graduação em Engenharia em Automação, Robótica e Inteligência Artificial, o parecer apontou que se trata de uma inovação dentro das engenharias da UFU, com grande potencial positivo para a área: “Segundo o PPC, a articulação entre os dois cursos decorre da proximidade das áreas tecnológicas e da possibilidade de oferecer uma base formativa comum antes da escolha entre uma formação tecnológica de ciclo curto e uma formação em Engenharia. A proposta ressalta que a ABI amplia a flexibilidade acadêmica, preservando a identidade, a matriz curricular, o perfil de egresso e a terminalidade próprios de cada graduação.” Sem intervenções por parte de nenhum conselheiro, após a leitura da minuta de resolução, a matéria foi levada à votação. A aprovação também se deu com alto percentual: 90 votos favoráveis, 3 contrários e 4 abstenções.

Após os agradecimentos dos professores Josué Silva de Morais – presidente da comissão responsável pela elaboração do Projeto Pedagógico de criação do curso – e Lorenço Santos Vasconcelos – diretor da Feelt –, três representantes da atual equipe de gestão da UFU se manifestaram no encerramento da reunião do Consun. Confira, abaixo, alguns trechos de suas falas:

“A criação de projetos pedagógicos de novos cursos e a reformulação dos já existentes são processos que costumam demorar um certo tempo, mas, devido ao prazo exíguo estipulado pela pactuação que fizemos com o MEC, as equipes da Prograd e da Diped se desdobraram para auxiliar na organização das propostas destes dois cursos tecnólogos. Eles são altamente includentes e demandados pela sociedade. São frutos de um movimento muito importante das nossas Unidades Acadêmicas, no sentido de oferecer opções de qualidade, com cursos dinâmicos e no período noturno, facilitando o acesso a mais trabalhadores e aumentando, por exemplo, as possibilidades de estágio.” (Fernando Martins Mendonça, diretor de Ensino)

“Apresentamos ao MEC 26 propostas de novos cursos, 12 delas do Campus Pontal, submetidas pela Faces, pelo ICHPO e pelo Icenp. A aprovação, na reunião de hoje do Consun, do curso superior de Tecnologia em Jogos Digitais do Icenp, reforça a importância de enaltecer esse esforço institucional e estendê-lo às demais Unidades Acadêmicas, com projetos alinhados às demandas da sociedade e que partem da compreensão de que a UFU precisa revisitar seus parâmetros e 'se reinventar' para combater problemas como a retenção e a evasão. Estamos empenhados em promover uma reaproximação com a sociedade, não apenas por meio da criação de novos cursos, mas também da implantação de outras metodologias. Nesse sentido, estamos avaliando a adoção do Programa de Avaliação Seriada (PAS), com o objetivo de despertar nos estudantes o interesse pela UFU ao longo de todo o ensino médio.” (Waldenor Barros Moraes Filho, pró-reitor de Graduação)

“Hoje aprovamos o primeiro curso de Engenharia noturno da nossa instituição, na modalidade Tecnólogo. Essa aprovação se constitui num marco histórico para nós, pois possibilita à UFU dar um passo importante nos novos caminhos que devemos seguir na Graduação. A Universidade Federal de Uberlândia está menor do que 15 anos atrás. Só vamos mudar este cenário, se exercitarmos a autocrítica e nos debruçarmos e aprofundarmos ainda mais os debates sobre as medidas que temos que adotar para oferecer à sociedade aquilo que ela anseia e demanda da UFU.” (Carlos Henrique de Carvalho, reitor)

 

Diretriz do governo federal*

Lançado em outubro de 2025, o Programa Universidades Transformadoras, do Ministério da Educação, atua no alinhamento da oferta acadêmica das universidades federais aos cenários de transformação digital, transição para economia de baixo carbono e novas demandas demográficas.

O programa envolve a revisão curricular e estrutural das instituições, sendo organizado em três eixos:

  • Eixo 1 (Inovação): prevê a inserção de áreas como ciência de dados, Inteligência Artificial, transição energética e metodologias ativas na educação superior, por meio de reformas curriculares alinhadas às diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e da Nova Indústria Brasil (NIB);
  • Eixo 2 (Inclusão): abrange a criação, oferta e adaptação de cursos voltados à educação inclusiva, aos direitos humanos, à acessibilidade e às áreas do cuidado (como Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Fisioterapia), incluindo a formação de tradutores de Libras e educadores especiais;
  • Eixo 3 (Estratégia): engloba ações referentes a cursos com baixa ocupação e alta evasão, com a previsão de fusão, reconversão ou descontinuidade de vagas para a formulação de ofertas interdisciplinares. A medida tem como foco a realocação da infraestrutura existente e do Banco de Professor-Equivalente.

* Fonte: Portal do MEC

 

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

 

Palavras-chave: Graduação Criação de Novos Cursos cursos tecnólogos Tecnologia em Jogos Digitais Tecnologia em Automação Industrial Feelt Icenp Consun

A11y