Publicado em 18/09/2026 às 17:05 - Atualizado em 18/09/2026 às 17:42
O Museu dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Uberlândia (MuPI/UFU) promove, no dia 25 de setembro, das 14h às 17h, a atividade “Acessibilidade... Quem estamos deixando de fora?”. O encontro integra a programação da 20ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que neste ano tem como tema “Museus para Todas as Pessoas”.
A atividade será realizada na sede do MuPI/UFU, rua Duque de Caxias, 285, em Uberlândia, e é direcionada a docentes da educação básica, profissionais da educação e estudantes de licenciatura. A participação é mediante inscrição gratuita prévia pelo formulário .
Segundo Ana Carolina Coelho, uma das organizadoras da atividade, a proposta surgiu a partir da perspectiva indígena e da discussão sobre a Lei 11.645/2008, que estabelece a inclusão das literaturas e culturas indígenas e negras nos currículos escolares. A discussão será ampliada para a questão da acessibilidade, buscando pensar práticas educativas que já sejam inclusivas desde sua elaboração.
Para Coelho, um dos principais desafios está justamente em não pensar a acessibilidade apenas como uma adaptação posterior. “Eu acredito que seja a questão de pensar em atividades que já sejam inclusivas, e não apenas pegar uma atividade, adaptá-la para um público que não está incluso”, explica. Ela destaca que diferentes pessoas podem encontrar barreiras em atividades escolares e museais, mesmo quando existem recursos específicos de acessibilidade.
Outro ponto abordado será o papel educativo dos museus na relação com as escolas. De acordo com Coelho, os museus podem desenvolver práticas educativas dentro de seus espaços ou levá-las até as instituições de ensino. A proposta do evento é incentivar os docentes a produzirem atividades considerando uma acessibilidade que não seja apenas física, mas que envolva também as diferentes formas de acesso ao conhecimento.
Para Coelho, os museus contribuem para uma educação mais inclusiva por meio da conscientização. “Quando você tem consciência da nossa história, da trajetória da humanidade, de todo esse processo, a gente consegue ter mais inclusividade”, afirma.
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Palavras-chave: Museu dos Povos Indígenas Museu Povos Indígenas MuPI acessibilidade
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