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PODCAST

O que estuda a geografia dos esportes?

Episódio #155 do 'Ciência ao Pé do Ouvido' apresenta esta área de estudos recente no Brasil que ganhou impulso com a Copa do Mundo de 2014 e Rio 2016

Publicado em 22/09/2026 às 10:29 - Atualizado em 22/09/2026 às 10:36

Principal nome da área no Brasil é o geógrafo Gilmar Mascarenhas, que morreu tragicamente em 2019 ao ser atropelado por um ônibus enquanto saia de bicicleta para um trabalho de campo (Ilustração: Luiz de Paula/Layout: Abrão Junior)

Se você é residente de uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, ou fez uma visita antes e depois do evento, viu que muitas coisas mudaram na cidade para receber a competição. Estádio de futebol de alto padrão foram construídos, novas rotas e estruturas para transporte público, modificações no espaço urbano e aprimoramento em serviços de atendimento ao público. Todas essas mudanças foram realizadas para uma celebração pontual do esporte, mas que ficaram para a eternidade daquelas cidades – e até das regiões. 

Além de mudanças físicas, o esporte também pode trazer mudanças em comportamentos e atividades culturais. É comum que durante os jogos de Copa do Mundo as ruas pelo país sejam decoradas com as cores da bandeira brasileira, que a camisa da seleção seja ainda mais comercializada e que a logística de horário de funcionamento do comércio e serviços seja adaptada para que todos possam acompanhar os jogos. 

Estudar o impacto da construção de arenas, centros de treinamentos, infraestruturas que alteram o espaço urbano, a difusão das modalidades esportivas pelo mundo, a criação de identidade visual, social e impactos econômicos são um dos muitos temas que faz parte da geografia dos esportes. E essa área não apenas se dedica às práticas esportivas mais famosas, mas algumas que não são convencionais, mas que moldam culturas, vivências locais e o sentimento de pertencimento social, como rodeios, jogos indígenas, futevôlei, frescobol, entre outros. 

Para discutir mais sobre essa área de estudos, o episódio #155 do podcast "Ciência ao Pé do Ouvido" entrevista a docente do Instituto de Geografia, Geociências e Saúde Coletiva (Igesc) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Angela Fagna, e a estudante de Geografia, Letícia Lima. Ambas fazem parte do Laboratório de Geografia Cultural e Turismo (Lagecult) da UFU.  

Criado em 2024, o laboratório tem como objetivo o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, servindo de espaço para discussão interdisciplinar que envolva temas relacionados à geografia cultural, ao turismo e demais áreas correlatas. Atualmente, ele desenvolve pesquisas acadêmicas voltadas à preservação e ao entendimento das manifestações culturais de comunidades tradicionais. 

No escopo de seus estudos sobre a etnia indígena Xukuru-Kariri, especificamente a comunidade Xucuru-Kariri Renascer Wakonã, que migrou e estabeleceu-se no município de Presidente Olegário - MG. Por lá, eles aplicam a geografia dos esportes para realizar os estudos e ver como as modalidades esportivas tradicionais (arco e flecha, arremesso de lança, bodoque, corrida do maracá, derruba o toco e zarabatana) e não tradicionais (futebol, cabo de guerra) praticadas nos Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais atuam na manutenção de suas tradições. 

Você pode conferir o episódio nas principais plataformas de podcast ou aqui no portal Comunica UFU. O "Ciência ao Pé do Ouvido" é produzido pela Divisão de Divulgação Científica da Diretoria de Comunicação Social da UFU (Dirco/UFU) e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU 

Palavras-chave: Geografia dos Esportes Geografia Esportes Ciência ao Pé do Ouvido; Podcast;

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