Publicado em 22/10/2026 às 15:01 - Atualizado em 22/10/2026 às 15:24
Laura Rodrigues, do 9º ano, e Julia Brito de Oliveira, do 8º ano, estudantes do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Uberlândia (CAp/UFU), foram selecionadas para representar Uberlândia em simulações da Organizações das Nações Unidas (ONU) nos Estados Unidos, em janeiro de 2027. As jovens pesquisadoras são integrantes do Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovações Tecnológicas (GEPIT), um grupo voltado para estudantes da educação básica, e atuarão em duas importantes simulações da ONU nos Estados Unidos: a Yale Model United Nations e a Harvard Model United Nations.
As alunas participaram do processo seletivo que foi realizado em duas etapas. A primeira foi um formulário com questões sobre dados pessoais do candidato, com a realização de um texto de até 300 palavras sobre a trajetória e objetivos do participante. A segunda etapa consistiu em uma entrevista on-line e uma apresentação em inglês. Logo ao final da entrevista, as candidatas foram informadas sobre a seleção para a Internationali Negotia.
A professora de Matemática do CAp/UFU e coordenadora do GEPIT, Maísa Gonçalves da Silva, destaca o histórico das aprendizes; ambas são bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Um dos critérios da seleção foi literalmente a análise do currículo. A gente tem uma vantagem em relação à composição do currículo ofertado aqui no CAp/UFU que é a possibilidade de atividades complementares que acabam formando esse sujeito com uma pluralidade de atividades, um currículo mais diverso. Então, são estudantes que participam de competições de robótica, de formação de trilha de empreendedorismo, de formação para programa do jovens programadoras, de projetos de extensão para empoderamento feminino. São estudantes com um currículo significativo, são alunas premiadas dentro da universidade tanto em eventos científicos quanto seminários de iniciação científica da UFU”, conta a docente.
As discentes acumulam experiências diversas já no ensino fundamental. “Com início no 5° ano do ensino fundamental, eu desenvolvo pesquisas e atuo como autora de projetos de Iniciação Científica, com foco na aplicação de metodologias que incentivam meninas a ingressarem em áreas historicamente masculinas, como robótica, eletrônica, física, matemática e engenharia. Desde pequena fui incentivada a ir além do que a escola oferece. Tive contato com projetos que me permitiram explorar diferentes temas e assuntos que me interesso”, revela Rodrigues.
Já Brito conta que o seu interesse acadêmico surgiu com a comunicação: “Sou uma pessoa comunicativa, que consegue interagir de maneira flexível com diferentes pessoas e em diferentes contextos, independentemente da idade ou do ambiente. Além disso, sempre tive o desejo de contribuir de alguma forma para a sociedade e de utilizar minhas habilidades para gerar impactos positivos.”
A discente também destaca que o interesse por simulações, conferências e debates competitivos surgiu justamente da possibilidade de conhecer e se aproximar do universo diplomático. “Vejo a oportunidade de participar de conferências internacionais, como o Harvard Model United Nations (HMUN) e o Yale Model United Nations (YMUN), como uma maneira de ampliar minha capacidade de convivência com diferentes culturas, perspectivas acadêmicas, opiniões e realidades sociais. Além disso, considero essas experiências fundamentais para aprimorar meu inglês, especialmente em contextos formais e diplomáticos, desenvolver minha oratória e comunicação e ampliar minha formação extracurricular e acadêmica”, aponta Brito.
Nas simulações da ONU cada participante representa um país; uma questão é apresentada e os representantes devem debater sobre o tema, procurando negociar e buscar soluções aceitas pelos países. Esses eventos buscam delegados que se destacam por habilidades de liderança, articulação e cooperação.
“Quero vivenciar essa oportunidade com responsabilidade, comprometimento e dedicação, levando, junto aos demais delegados, o nome da instituição e representando-a com respeito, preparação e orgulho. Para mim, participar da HYGC 2027 não significa apenas conquistar uma experiência extracurricular, mas também ampliar meus conhecimentos, desenvolver novas habilidades, conhecer diferentes perspectivas e continuar construindo o caminho que desejo seguir dentro do universo diplomático e acadêmico”, orgulha-se Brito.
“Vejo a oportunidade de simular em Harvard e Yale como uma forma de ampliar minha experiência acadêmica e minha visão sobre o ambiente universitário internacional. Espero poder desenvolver novas habilidades e ter contato com novas possibilidades”, explica Rodrigues.
O principal desafio agora é financeiro. O custo da viagem fica em torno de R$ 30,5 mil por estudante, sem incluir alimentação e transporte local. As alunas, no momento, buscam apoio para conseguir representar a cidade mineira nos Estados Unidos.
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Palavras-chave: alunas CAp/UFU simulação ONU UFU
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