Publicado em 20/10/2026 às 09:02 - Atualizado em 20/10/2026 às 09:12
A inflação em Uberlândia voltou a subir em setembro de 2026, após registrar queda no mês anterior. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CEPES) apresentou alta de 0,40%, revertendo a deflação de 0,38% observada em agosto. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços da energia elétrica residencial e dos alimentos. No mesmo período, a cesta básica ficou 5,61% mais cara, passando a custar R$ 748,01.
Os dados são de dois boletins produzidos pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais (CEPES), vinculado ao Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Com o resultado de setembro, a inflação em Uberlândia acumula alta de 2,84% em 2026 e de 3,31% nos últimos 12 meses. A variação mensal ficou abaixo dos 0,54% registrados em setembro de 2025.
Dos nove grupos que compõem o IPC-CEPES, cinco apresentaram aumento de preços em setembro. O maior foi registrado em Habitação (+3,17%), impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que ficou 6,63% mais cara.
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,85%, com destaque para o aumento de 24,85% nos preços de tubérculos, raízes e legumes.
Em contrapartida, quatro grupos apresentaram redução de preços: Educação (-1,51%), Transportes (-1,39%), Comunicação (-1,34%) e Vestuário (-0,47%). A queda no grupo Transportes, influenciada principalmente pela redução de 2,57% no item "Veículo próprio", contribuiu para conter a inflação geral.
O custo da cesta básica de alimentos em Uberlândia passou de R$ 708,28 em agosto para R$ 748,01 em setembro, um aumento de 5,61%. Foi a maior alta mensal de 2026, interrompendo três meses consecutivos de redução.
Entre os 13 produtos pesquisados, o tomate (+56,56%) e a batata (+28,48%) registraram as maiores elevações. Por outro lado, a banana-prata (-7,85%) e o feijão (-6,66%) apresentaram as principais quedas.
A cesta básica acumula aumento de 8,56% no ano e de 9,97% nos últimos 12 meses, percentual superior à variação acumulada do IPC-CEPES no mesmo período.
Com a elevação, o gasto com os alimentos passou a comprometer 46,14% do salário mínimo de R$ 1.621,00. Segundo o levantamento, um trabalhador que recebe esse rendimento precisou dedicar o equivalente a 101 horas e 31 minutos de trabalho para adquirir os produtos da cesta básica em setembro.
Os levantamentos apresentam informações detalhadas sobre a variação dos preços, séries históricas, composição da cesta básica e indicadores do poder de compra dos trabalhadores.
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Palavras-chave: inflação Cesta Básica de Alimentos IPC-CEPES Economia
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