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10/06/2022 - 17:31 - Atualizado em 14/06/2022 - 15:31
Pesquisadores do Cintesp/UFU iniciam projetos para o halterofilismo
Centro Brasileiro de Referência em Inovações Tecnológicas para Esportes Paralímpicos vai desenvolver dispositivos para monitoramento de força à distância e em tempo real
Por: 
Portal Comunica UFU
Por: 
Cristiane de Paula (Cintesp/BR)

Pesquisadores do Cintesp.Br/UFU, em visita à academia de halterofilismo do Sesi Gravatás. (Fotos: Divulgação/Cintesp)

Ambiente de pesquisa privilegiado, este é um dos diferenciais do Centro Brasileiro de Referência em Inovações Tecnológicas para Esportes Paralímpicos (Cintesp.Br) – vinculado à Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – gerados por meio do trabalho feito em rede colaborativa e diretamente com o público a ser atendido, os paratletas brasileiros. Conhecendo a demanda dos treinadores do alto rendimento, os pesquisadores conseguem desenvolver em curto espaço de tempo equipamentos e dispositivos específicos, agilizando as fases de desenvolvimento e validação dos projetos.

Desta vez, o local de pesquisa foi a academia do halterofilismo, no Sesi Gravatás, em Uberlândia, onde acontecem os treinos focados no alto rendimento. São 33 paratletas, dos quais 23 são medalhistas e a maioria entre os melhores do Brasil e do mundo.

Foram mais de três horas de conversa com o treinador e técnico da equipe brasileira de halterofilismo, Wéverton Santos. Os professores e pesquisadores Arthur Alves Fiocchi, do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Usinagem, Márcio Peres, coordenador do Laboratório de Projetos Mecânicos, e Cleudmar Araújo, coordenador do Cintesp.Br/UFU, conheceram as principais demandas tecnológicas apontadas pelo treinador para aumentar o desempenho dos atletas por meio da instalação de sensores em alguns equipamentos da academia. “Esse contato com o pessoal do halterofilismo é fundamental, é aqui que a gente percebe as dificuldades, os problemas do outro lado, assim podemos aplicar o nosso conhecimento para ajudar na rotina do técnico e dos atletas”, completa Márcio Peres, pesquisador do Cintesp.Br/UFU.

O desafio é criar dispositivos de monitoramento em tempo real e a distância para até nove barras de treinamento para arremesso. O objetivo é melhorar o rendimento dos atletas com maior controle de carga e estudo detalhado do movimento durante a prática da modalidade, evitando lesões por meio do acompanhamento com dispositivos eletrônicos. “Vamos ter a possibilidade de acompanhar a qualidade do treino de cada atleta e, também, arquivar os dados para avaliações futuras. O objetivo é desenvolver tecnologia nacional, acessível e mais barata que os produtos similares importados, por exemplo, um equipamento britânico que pode custar até 20 mil reais”, diz o treinador e técnico da equipe brasileira de halterofilismo, Wéverton Santos. 

O Cintesp.Br/UFU foi criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) com o principal objetivo de desenvolver inovações em tecnologia assitiva em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), “Inovações Tecnológicas” em esportes paralímpicos e viabilizar, em um menor tempo possível, a transferência destas tecnologias para a sociedade e por meio do setor produtivo em articulação com agentes socioeconômicos. “Com essa aproximação, esse trabalho em rede fica muito mais ágil; vamos nos empenhar para, neste caso, apresentar, até o final do ano, uma primeira versão de dispositivos para eles testarem”, informa Cleudmar Araújo, coordenador do Cintesp.Br/UFU.

Atualmente, os projetos de pesquisa são financiados pelo MCTI e Ministério Público do Trabalho de Uberlândia-MG, com gestão financeira do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e são desenvolvidos em forma de rede colaborativa entre pesquisadores de diversas faculdades, universidades e apoiadores, como Prefeitura Municipal de Uberlândia, por meio da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Sesi Gravatás (vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Praia Clube Uberlândia, Grupo Algar Telecom e Brain Instituto de Ciência e Tecnologia.

 

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