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26/07/2022 - 10:28 - Atualizado em 26/07/2022 - 11:42
Ciência ao Pé do Ouvido debate sobre lideranças negras femininas no mercado de trabalho
Em tributo a Tereza de Benguela, professora da UFU aborda a realidade de mulheres negras nas empresas
Por: 
Naiara Ashaia
Por: 
Giovanna Abelha

Arte: Viviane Aiko

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), descrita pela pesquisa Potências (In)visíveis, 28% da população brasileira é composta por mulheres negras. Entretanto, também segundo o PNAD de 2019, as mulheres representavam 37,4% dos cargos gerenciais. Dentro desse percentual, mulheres pretas e pardas ocupavam 39,4% desses cargos em relação aos homens negros.

Esses dados trazem a realidade das mulheres negras no mercado de trabalho: a invisibilidade. Quando o assunto é a liderança em empresas, a sua presença fica ainda mais rara. E não é por falta de vontade, mas sim por falta de oportunidade.

“A gente já tem vários exemplos, infelizmente apagados da história, de mulheres negras que foram protagonistas em vários momentos de constituição histórica do país, como por exemplo Tereza de Benguela. Então, eu penso que as mulheres negras já têm o potencial e até a vontade de serem líderes”, afirma Camilla Soueneta Nascimento Nganga, professora da Faculdade de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Uberlândia (Facic/UFU), tutora do Programa de Educação Tutorial (Pet) Contábeis e coordenadora de pesquisa do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da UFU.

Nganga é a convidada do episódio #57 do Ciência ao Pé do Ouvido, “Lideranças negras femininas: tributo a Tereza de Benguela”, para falar sobre esse tema e o que leva à falta de mulheres pretas e pardas em cargos de liderança. Ouça agora no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music ou diretamente no Anchor.

 

 

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Completando 30 anos em 2022, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha foi instituído em 1992 em um encontro de mulheres negras em Santo Domingos, na República Dominicana. O principal objetivo é unir a luta das mulheres afrodescendentes de todo o continente.

Em 2014, o Brasil instituiu que a data homenagearia Tereza de Benguela. Não se sabe ao certo onde ela nasceu. O que se tem certeza sobre sua história é que ela assumiu a liderança do Quilombo do Quariterê (localizado no Mato Grosso) quando seu esposo, João Piolho, foi morto pelo Estado.

Conhecida como Rainha Tereza, ela era responsável por orquestrar fugas de pessoas escravizadas e abrigá-las no quilombo. Tereza liderou e administrou o povoado e as 200 pessoas que o compunham até 1770, quando foram atacados pelas tropas de Luís Pinto de Sousa Coutinho. Sua figura ficou ainda mais forte como símbolo de resistência e liderança.

 

Recomendações da Camila Nganga

No episódio, a professora indicou alguns conteúdos sobre a temática. Abaixo, há todas as citações:

Gostou da temática? Você pode mandar um áudio com dúvidas e sugestões para o WhatsApp do Ciência ao Pé do Ouvido! O número é (34) 99966-2021. Siga o podcast nas redes sociais: Twitter (@aopedoouvidopod) e no TikTok (@cienciaaopedoouvido).

 

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