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31/10/2022 - 11:31 - Atualizado em 01/11/2022 - 19:14
Qual a diferença entre descoberta, invenção e inovação?
Agência Intelecto, vinculada à Propp, incentiva a inovação e empreendedorismo na UFU
Por: 
Laura Justino

Descoberta, invenção e inovação são termos que podem parecer sinônimos mas, na realidade, há diferença entre eles. A descoberta, determinada pela capacidade de observação do homem, consiste na revelação de um fenômeno existente na natureza que, até o momento, foi ignorado. São exemplos: lei da gravidade, propriedades físico-químicas, genes, proteínas e metais - como o ferro.

A invenção é uma concepção resultante do exercício da capacidade de criação do homem que, manipulando ou interferindo na natureza, consegue elaborar uma solução para um problema específico de algum campo das necessidades humanas. Isto aconteceu com o telescópio, a dinamite e a fibra óptica.

A inovação é um produto novo ou melhorado quando introduzido no mercado. Também podem ser modelos de negócios e métodos organizacionais implementados nas operações das empresas.

Para ter inovação, é preciso que a tecnologia ou invenção seja implementada e chegue ao mercado consumidor. Assistentes virtuais, drones entregadores e o acréscimo de funcionalidades e recursos podem ser citados como exemplos.

 

Quando a descoberta vira invenção e inovação

Fabiana Grandeaux, gestora em Ciência e Tecnologia da Diretoria de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agência Intelecto), vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Uberlândia (Propp/UFU), exemplifica como podemos observar os conceitos de descoberta, invenção e inovação:

“O engenheiro eletrônico Suíço, Georges de Mestral, era um montanhista amador e quando estava em um dos seus habituais passeios pela montanha percebeu que carrapichos grudavam constantemente na sua roupa  e no seu cachorro peludo  durante suas caminhadas diárias pelos Alpes. Sua profissão permitia o acesso aos equipamentos de investigação, como o microscópio. Ele pegou um carrapicho para analisar e percebeu que a pequena planta tinha hastes compridas, com a ponta no formato de gancho, também era composto por outras saliências que o ajudavam a grudar na calça. A partir desta observação que pode ser considerada como descoberta (como era o princípio de funcionamento do carrapicho e como ele grudava na roupa), o Georges de Mestral em 1941 inventou um tecido de dois lados com “garrinhas e pelos”. Em 1951 patenteou a invenção e fundou a sua própria companhia a Velcro, vendendo 55.000 km por ano. Na época, o principal comprador foi a empresa Nasa, que o utilizava nas roupas dos astronautas e no interior de suas naves espaciais. Se a Velcro tivesse ficado somente com o documento de patente, ele teria uma invenção. A partir do momento em que ela patenteou, registrou a marca e colocou no mercado, isto virou inovação tecnológica. E não parou por aí: a empresa criou vários outros tipos do tecido e desenvolveu vários produtos em cima do principal.”

 

A inovação na UFU

Letícia Guimarães, gestora em Ciência e Tecnologia da Agência Intelecto, explica que a proteção por meio da propriedade intelectual e da constituição de ambientes de inovação (incubadoras e parques tecnológicos) são uma das temáticas fundamentais do marco regulatório da economia do conhecimento e do comércio global, contribuindo para o desenvolvimento regional.

A proteção intelectual, o estímulo à transferência de tecnologia, a interação universidade-empresa mediante ao desenvolvimento de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação, bem como o empreendedorismo acadêmico impulsionam a consolidação de ecossistemas de inovação, além de promover o desenvolvimento regional por intermédio das conexões da UFU com o ambiente socioeconômico.

Em fevereiro de 2005, a UFU criou o Núcleo de Apoio a Patentes e à Inovação a fim de proteger o conhecimento gerado pela comunidade universitária. Em agosto de 2006, o núcleo passou a se chamar Agência Intelecto.

O órgão ligado à Propp se responsabiliza pelo portfólio de propriedade intelectual e incentiva as ações de inovação e o empreendedorismo na UFU. Para isso, fomenta as parcerias desenvolvidas entre os pesquisadores da universidade e empresas interessadas.

“A UFU já efetivou 18 licenciamentos para o setor produtivo, entre eles podemos citar: tecnologias protegidas por patentes, cultivares, tecnologia para Spin-Off e Know-How. A universidade também desenvolveu mais de 45 projetos voltados para o empreendedorismo de base tecnológica, graduando 15 empresas inovadoras para atuar no setor produtivo”, relata Guimarães.

Junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a UFU conquistou o repasse de 10 milhões de reais para implantar o Parque Tecnológico em Uberlândia, com o objetivo de promover a ciência, a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo.

Em setembro de 2022, o Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (Ciaem/UFU) inaugurou o Laboratório de Inovação.

 

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