Publicado em 04/03/2026 às 11:58 - Atualizado em 16/03/2026 às 14:37
A Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Uberlândia encerrou o ano de 2025 consolidando sua força no mercado internacional. Segundo o mais recente Boletim de Comércio Exterior, publicado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU), as exportações da região atingiram o maior patamar de sua série histórica, somando US$ 3,12 bilhões — um crescimento de 8,29% em relação ao ano anterior.
O levantamento, que analisa a balança comercial de 24 municípios, reforça o protagonismo do agronegócio e da indústria local, evidenciando não apenas um aumento em valores financeiros, mas também no volume de mercadorias embarcadas para o exterior.
Em termos de volume, a região exportou 4,23 milhões de toneladas em 2025, um avanço de 9,54% frente a 2024. Quando convertidas para a moeda nacional, as exportações somaram expressivos R$ 17,40 bilhões (alta de 12,21%), resultado impulsionado pela desvalorização do real frente ao dólar ao longo do ano.
Os polos de Uberlândia e Araguari lideraram as vendas, concentrando mais da metade (52,29%) de todo o valor exportado. O desempenho recorde foi puxado por três produtos principais, que juntos representaram quase 70% das negociações:
No cenário global, a China manteve sua posição de principal parceiro comercial da região, sendo o destino de 61,51% das exportações (US$ 1,92 bilhão). Em contrapartida, as vendas para os Estados Unidos sofreram uma retração de 17,53%, impactadas pela imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros, como açúcar e café.
O dinamismo da economia regional também refletiu nas importações, que atingiram o volume recorde de 955,78 mil toneladas (um salto impressionante de 75,64%) e movimentaram US$ 531,65 milhões (alta de 26,19%).
Quase a totalidade (98,64%) das compras internacionais foi realizada pelos municípios de Araguari e Uberlândia. O forte aumento nas importações está diretamente ligado à preparação e manutenção da produtividade do agronegócio. Os destaques foram as compras de insumos agrícolas vindos, sobretudo, da Rússia e da China.
Outro ponto de destaque foi a normalização do mercado de Arroz. Após a alta de importações em 2024 — motivada pelas enchentes no Rio Grande do Sul e pela tarifa zero provisória —, as compras do grão, originárias principalmente do Paraguai, apresentaram queda de 43,12% em valor em 2025.
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Palavras-chave: CEPES Economia Comércio Exterior
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