Pular para o conteúdo principal
Extensão

Revista de Educação Popular da UFU alcança nova classificação da Capes e reforça relevância na área

Publicação da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura amplia reconhecimento acadêmico, ao manter compromisso com a educação popular e a inclusão de diferentes vozes

Publicado em 23/04/2026 às 14:37 - Atualizado em 23/04/2026 às 15:36

A publicação da Proexc/UFU é a única no país dedicada exclusivamente à educação popular. (Foto: Ana Clara Reis)

 

A Revista de Educação Popular (REP), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Uberlândia (Proexc/UFU), alcançou uma nova classificação no sistema Qualis Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no início de 2026. A publicação passou a ser avaliada como A3, consolidando seu crescimento e ampliando seu reconhecimento no cenário acadêmico.

O Qualis Periódicos é um sistema utilizado pela Capes para classificar a qualidade da produção científica publicada em periódicos acadêmicos. Essa avaliação considera critérios como regularidade, impacto, indexação e qualidade editorial, sendo um dos principais parâmetros para medir a relevância das revistas científicas no Brasil.

Para a editora-chefe da revista, Tamiris Camargo, a conquista é resultado de um trabalho contínuo de organização e cuidado editorial. “O cuidado com todos os dados dos autores e o cumprimento rigoroso dos prazos de publicação são fatores que contribuíram diretamente para a melhoria da avaliação”, afirma a servidora.

 

Uma revista que nasce da extensão

Criada em 2001 como resultado de um programa de formação de educadores populares promovido pela Proexc, a Revista de Educação Popular surgiu com o objetivo de divulgar produções desenvolvidas no âmbito da extensão universitária e registrar a memória dessas iniciativas.

De acordo com a fundadora da revista, Regina Nascimento, as primeiras edições reuniam artigos, relatos de experiência, textos de convidados e registros das atividades do curso que deu origem à publicação.

 

Primeiras edições da 'Revista de Educação Popular'
Primeiras edições da 'Revista de Educação Popular'. (Foto: Ana Clara Reis)

 

Com o passar dos anos, a revista passou por um processo de institucionalização e deixou de ser apenas um produto vinculado a uma ação específica para se consolidar como um periódico científico. “Uma revista universitária não se mantém sendo apenas produto de um curso; ela tem que se institucionalizar”, explica Nascimento.

 

Compromisso com a educação popular

A REP se dedica à publicação de trabalhos nas áreas de educação popular, educação popular em saúde e cultura popular, reunindo produções que dialogam com práticas extensionistas e com a atuação de movimentos sociais.

Um dos diferenciais da revista é justamente a abertura para diferentes perfis de autores. Embora siga critérios acadêmicos rigorosos, a publicação não se limita a pesquisadores com alta titulação. “É uma revista que está aberta para docentes, discentes e técnicos, o que muitas vezes não é a praxe”, destaca a fundadora.

Esse posicionamento também é reforçado por Tamiris Camargo, ao destacar que a revista busca construir pontes entre universidade e sociedade. Para ela, a publicação contribui para mostrar que a universidade é um espaço acessível e plural. Um lugar em que diferentes vozes podem produzir e compartilhar conhecimento.

 

Como funciona a publicação 

Atualmente, a REP publica três edições regulares por ano, além de uma edição especial. Os artigos são submetidos por meio da plataforma digital e passam por avaliação, desde que estejam alinhados ao escopo da revista.

A demanda por publicação tem crescido significativamente nos últimos anos. Em 2024, por exemplo, a revista recebeu cerca de 240 submissões, número que levou a equipe editorial a reorganizar os fluxos de recebimento para garantir maior qualidade e agilidade nos processos.

Segundo Camargo, esse aumento está diretamente relacionado à melhoria na classificação da revista e à sua consolidação na área.

 

Identidade visual e memória

Além do conteúdo, a identidade visual da REP também carrega elementos importantes de sua trajetória. As primeiras capas seguiam um modelo mais tradicional, mas, a partir da colaboração de Fábio Martins - na época, estudante de Artes Visuais -, foi criada uma nova proposta estética inspirada no Congado de Uberlândia.

 

Imagens da capa atual da revista
A capa atual foi criada com a intenção inicial de ilustrar uma única edição da revista. (Foto: Ana Clara Reis)

 

A mudança, inicialmente pensada como pontual, acabou se consolidando como identidade permanente da publicação. “Essa capa se tornou uma identidade visual mesmo da revista, colorida e alegre, como eu penso que é a educação popular”, relembra Nascimento.

 

Impacto e reconhecimento

Ao longo de mais de duas décadas, a Revista de Educação Popular se consolidou como referência na área. Considerada uma das primeiras e, possivelmente, a única revista brasileira dedicada exclusivamente à educação popular, a publicação tem ampliado seu alcance e fortalecido sua presença no meio acadêmico.

Para Regina Nascimento, a consistência do projeto editorial e o engajamento das equipes, ao longo dos anos, foram fundamentais para esse reconhecimento. “É uma revista que não perde o foco e que vai galgando seu espaço, tanto na instituição quanto fora dela”, afirma a fundadora.

Além da nova classificação no Qualis, a REP também foi contemplada em edital de fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), voltado ao fortalecimento de periódicos científicos, o que contribui para avanços como a internacionalização e a qualificação dos processos editoriais. Com essa classificação e o aumento da visibilidade, a expectativa é de continuidade no crescimento da revista, tanto em número de submissões quanto em impacto acadêmico e social.

Ao manter seu compromisso com a educação popular, a Revista de Educação Popular reafirma seu papel como instrumento de mudança e espaço de produção e circulação de conhecimento comprometido com a transformação social. A publicação fortalece a extensão universitária, a partir da ampliação do diálogo entre universidade e sociedade.

 

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

 

Palavras-chave: Revista Educação popular extensão PROEXC UFU

A11y