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Inflação

CEPES/UFU aponta queda de preços em Uberlândia pelo segundo mês consecutivo

IPC registra -0,38% em agosto; cesta básica também recua e acumula alta de 4,65% em 12 meses

Publicado em 18/09/2026 às 10:34 - Atualizado em 18/09/2026 às 11:11

Energia elétrica residencial caiu 8,74% em agosto e teve forte impacto na redução do IPC-CEPES em Uberlândia (Imagem ilustrativa gerada por IA)

 

O custo de vida em Uberlândia apresentou redução em agosto de 2026. Levantamentos do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais (CEPES), vinculado ao Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (IERI/UFU), mostram que o Índice de Preços ao Consumidor de Uberlândia (IPC-CEPES) registrou variação de -0,38% no mês. No mesmo período, o valor da cesta básica de alimentos caiu 2,89%, passando de R$ 729,39, em julho, para R$ 708,28 em agosto.

Apesar da redução mensal, os indicadores acumulados continuam positivos. O IPC-CEPES registra alta de 2,42% em 2026 e de 3,46% nos últimos 12 meses. Já a cesta básica acumula elevação de 2,80% no ano e de 4,65% em 12 meses. Os resultados fazem parte da Pesquisa Mensal de Preços realizada pelo CEPES em Uberlândia.

Energia e alimentos contribuem para queda dos preços

Dos nove grupos de despesas que compõem o IPC-CEPES, cinco apresentaram redução de preços na comparação com julho. A principal contribuição veio de Habitação, com queda de 1,83%. Dentro do grupo, a energia elétrica residencial recuou 8,74% e foi o item de maior impacto negativo sobre o índice geral no mês.

O grupo Alimentação e bebidas também apresentou redução, de 0,75%. Entre os itens pesquisados, o destaque foi a queda de 16,43% nos preços de tubérculos, raízes e legumes. Também tiveram retração os grupos Vestuário (-1,51%), Comunicação (-0,49%) e Saúde e cuidados pessoais (-0,24%).

O movimento, no entanto, não foi uniforme. Quatro grupos ficaram mais caros em agosto. Despesas pessoais registrou alta de 1,84%, seguida por Educação (0,72%), Transportes (0,32%) e Artigos de residência (0,30%). Entre os itens que exerceram pressão de alta aparecem aluguel e taxas, veículo próprio, cursos diversos e plano de saúde.

A redução nos preços dos alimentos também aparece de forma mais evidente no levantamento específico da cesta básica. Dos 13 produtos considerados pelo CEPES, oito ficaram mais baratos em agosto. As maiores quedas ocorreram na batata (-22,08%) e no tomate (-17,80%). Também recuaram os preços do feijão (-4,73%), café (-3,16%), óleo (-1,35%), margarina (-0,83%), pão (-0,54%) e açúcar (-0,52%).

Entre os produtos que ficaram mais caros, a maior alta foi observada na banana, com 4,27%, seguida pela farinha de trigo (1,19%), leite (0,82%) e carne (0,62%). A análise de períodos mais longos, porém, mostra que parte dos alimentos ainda apresenta aumentos expressivos. Mesmo com a queda de agosto, o feijão acumula alta de 55,68% em 12 meses, enquanto a batata registra elevação de 44,81% em relação ao mesmo mês de 2025.

A carne segue como o produto de maior peso na cesta básica. O gasto considerado pelo levantamento chegou a R$ 281,58 em agosto, equivalente a 39,76% do valor total. Na sequência aparecem o pão, com participação de 16,19%; tomate, com 8,64%; banana, com 6,83%; leite, com 6,41%; e feijão, com 6,12%.

Indicadores do custo de vida em Uberlândia

 

Cesta ainda compromete parcela significativa da renda

Além de acompanhar os preços, o CEPES relaciona o custo dos alimentos ao tempo de trabalho necessário para adquiri-los. Em agosto, uma pessoa remunerada com um salário mínimo precisaria trabalhar 96 horas e 8 minutos para comprar os 13 produtos que compõem a cesta básica de Uberlândia.

O resultado representa redução em relação aos meses anteriores. Em maio, por exemplo, eram necessárias 109 horas e 47 minutos de trabalho. Naquele mês, o custo da cesta correspondia a 49,90% do salário mínimo oficial. Em agosto, essa relação caiu para 43,69%.

O CEPES também calcula o chamado salário mínimo necessário, seguindo metodologia adotada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O indicador considera uma família composta por dois adultos e duas crianças — ou três adultos — e inclui despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário e outros itens.

Para agosto de 2026, o salário mínimo necessário em Uberlândia foi estimado em R$ 5.950,31. O salário mínimo oficial, de R$ 1.621, correspondia a 27,24% desse valor.

CEPES mantém acompanhamento mensal do custo de vida em Uberlândia

O acompanhamento da cesta básica de alimentos é realizado pelo CEPES desde 1983. O levantamento utiliza metodologia empregada pelo Dieese e monitora mensalmente os preços de 13 produtos de alimentação. As informações utilizadas para os cálculos da cesta e do IPC são obtidas por meio da Pesquisa Mensal de Preços realizada pelo Centro.

Vinculado ao IERI/UFU, o CEPES mantém séries históricas que permitem acompanhar a evolução dos preços, do custo da alimentação e do poder de compra da população de Uberlândia. Os boletins completos de agosto de 2026 estão disponíveis para consulta:

Acesse os boletins completos

Índice de Preços ao Consumidor de Uberlândia – IPC-CEPES | Agosto de 2026
Acessar o Boletim IPC-CEPES

Boletim da Cesta Básica de Alimentos de Uberlândia | Agosto de 2026
Acessar o Boletim da Cesta Básica

 

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Palavras-chave: inflação Cepes/UFU Cesta Básica IPC-CEPES

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