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Inclusão

Mesa-redonda debate acessibilidade e permanência de pessoas com deficiência no ensino superior

Atividade promoveu reflexões sobre barreiras arquitetônicas, atitudinais, comunicacionais e ambientais

Publicado em 28/09/2026 às 16:54 - Atualizado em 28/09/2026 às 16:59

Evento aconteceu no dia 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (Foto: Arquivo Pessoal)

 

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, por meio do PET Ciências Contábeis, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em História, o Coletivo Infinitum e o PET Encontro de Saberes (In)Disciplinares, promoveu a mesa-redonda “Atitudes sociais, acessibilidade e permanência de Pessoas com Deficiência no Ensino Superior”. A atividade aconteceu no Auditório 5S e reuniu pessoas com diferentes tipos de deficiência para compartilhar vivências e discutir os desafios relacionados à acessibilidade e à permanência no ensino superior.

A mesa-redonda contou com as participações de Aleska Trindade e Mylena Rodrigues, doutorandas do Programa de Pós-Graduação em História; e de Larissa Brito e Winter Valbão, graduandas em Ciências Contábeis/UFU. Denise Mendes da Silva, tutora do PET Ciências Contábeis, comenta que a realização da mesa foi motivada pela importância da data, mas também por sua experiência em sala de aula com alunas surdas. “A vivência despertou meu interesse pelo estudo das atitudes sociais em relação à inclusão, a partir do modelo social da deficiência”, destaca.

Aleska Trindade, pessoa cadeirante, compartilhou experiências relacionadas à busca pela eliminação de barreiras arquitetônicas, que podem comprometer a autonomia e a circulação. Mylena Rodrigues, pessoa com baixa visão, enfatizou as barreiras atitudinais vivenciadas em situações nas quais sua deficiência não é imediatamente percebida. Larissa Brito, pessoa surda, abordou os desafios relacionados à acessibilidade comunicacional, inclusive no acesso a serviços públicos. Winter Valbão, pessoa com autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), explicou sobre as barreiras ambientais, apresentando situações como ambientes com excesso de ruído ou inadequações na iluminação, que podem afetar a experiência e a participação de algumas pessoas.

“O debate mostrou que a acessibilidade não se limita à adaptação de espaços físicos. Barreiras atitudinais, comunicacionais e ambientais também podem interferir na participação das pessoas com deficiência e precisam ser consideradas na construção de ambientes inclusivos. A discussão apontou, ainda, que garantir o acesso das pessoas com deficiência à universidade é apenas uma parte do processo de inclusão. É igualmente necessário assegurar condições para sua permanência, participação e desenvolvimento acadêmico, considerando as diferentes necessidades e experiências”, ressalta Silva.

A participação do público ampliou o diálogo sobre os desafios e contribuiu para uma reflexão coletiva sobre as responsabilidades individuais e institucionais na identificação e eliminação de barreiras. “A atividade também fortaleceu a parceria entre as instituições e grupos envolvidos, promovendo um espaço interdisciplinar de diálogo sobre inclusão, acessibilidade e valorização da diversidade no ensino superior”, finaliza a tutora do PET Ciências Contábeis. 

 

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Palavras-chave: inclusão pessoas com deficiência Facic UFU

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