Publicado em 11/09/2026 às 16:28 - Atualizado em 11/09/2026 às 17:12
O encerramento do Programa de Aceleração e Transferência Tecnológica foi realizado na tarde da última quarta-feira, 9/9, na Fundação de Apoio Universitário (FAU). A iniciativa, desenvolvida pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), teve como objetivo aproximar pesquisas desenvolvidas na universidade do mercado, contribuindo para o amadurecimento tecnológico e a transferência de conhecimento.
Ao longo do programa, pesquisadores participaram de workshops, mentorias individuais e atividades voltadas à compreensão do ambiente empresarial, das possibilidades de aplicação das tecnologias e dos caminhos para sua inserção no mercado. Essa primeira edição contou com 22 pesquisas selecionadas, considerando o nível de maturidade tecnológica de cada projeto.
Para a diretora de Inovação e Transferência da UFU, Luciana Carvalho, o programa representa um avanço importante nas ações de incentivo à transferência tecnológica da universidade. “Esse programa teve como objetivo principal contribuir para a aceleração de algumas tecnologias da universidade. Isso é um passo importante para colocá-las mais próximas do mercado”, afirmou.
Entre as participantes do evento esteve Vivian Goulart, professora do Instituto de Biotecnologia (IBTEC/UFU) que desenvolve uma plataforma diagnóstica voltada ao câncer de próstata. A tecnologia utiliza amostras de sangue para identificar, por meio de citometria de fluxo (técnica que analisa as características físicas e químicas de milhares de células ou partículas em suspensão líquida, uma a uma, de forma rápida e simultânea), marcadores associados a células tumorais, com possibilidade de aplicação tanto no diagnóstico quanto no monitoramento de pacientes.
Para a pesquisadora, a participação foi importante para compreender etapas que nem sempre fazem parte da formação acadêmica. “Eu consegui entender muito como validar, amadurecer isso no nível que é necessário e quais são as possibilidades de transferir essa tecnologia, seja para o setor público ou privado”, relatou.
A programação também contou com uma premiação aos participantes, cujo prêmio foi uma viagem a um ambiente de inovação. Uma das ganhadoras foi Ana Laura Ribeiro, que desenvolve, em seu mestrado do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, o PrevIA, ferramenta voltada a arquitetos, construtoras, órgãos públicos e outros profissionais que trabalham com projetos e orçamentos.
A solução utiliza uma interface interativa para permitir que usuários façam perguntas, simulações e consultas relacionadas a custos desde as fases iniciais de um projeto. Para Ribeiro, o programa possibilitou contato com uma visão de mercado ainda durante o desenvolvimento da tecnologia. “Os workshops foram muito importantes porque deram um panorama mais geral de vários temas. As mentorias individuais ajudaram a aprofundar essas questões de acordo com a realidade de cada projeto”, explicou.
A pesquisadora também destacou a importância do reconhecimento recebido: “Eu fiquei muito feliz com o prêmio, principalmente porque ele veio como um reconhecimento do meu envolvimento com o programa”, afirmou.
A parceria entre UFU e Sebrae deve continuar nos próximos anos. De acordo com o gerente regional do Sebrae, Willian Brito, a primeira edição representa apenas o início de uma atuação conjunta voltada ao fortalecimento da inovação e do empreendedorismo.
“O Sebrae junto com a UFU está fazendo o conhecimento produzido atravessar a rua, entrar dentro das empresas, principalmente dos pequenos negócios”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é ampliar as ações no próximo ciclo, com a previsão de alavancar pelo menos 30 novos negócios no território em 2027.
Luciana Carvalho também informou que, após o encerramento da etapa atual, a universidade pretende intensificar os trabalhos junto aos pesquisadores para atrair empresas interessadas nas tecnologias desenvolvidas. A possibilidade de uma nova edição do programa no próximo ano também está sendo considerada.
Para Willian, a aproximação entre universidade e mercado contribui para transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis à sociedade. “Quando o conhecimento chega ao mercado, a pequena empresa gera oportunidade, gera riqueza, consequentemente, gera novos postos de trabalho”, concluiu.
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Palavras-chave: inovação aceleração Ciência Tecnologia
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