Publicado em 19/10/2026 às 17:33 - Atualizado em 19/10/2026 às 17:48
O último sábado, 17 de outubro, foi marcado pela realização do Encontro dos Petianos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Mais de 400 participantes, entre petianos e tutores, lotaram o Auditório 3Q do campus Santa Mônica. O Programa de Educação Tutorial (PET) foi criado em 1979 pelo Governo Federal para estimular o Ensino, a Pesquisa e a Extensão Universitária. O Encontro foi realizado pelo Comitê Local de Acompanhamento e Avaliação (CLAA), em parceria com a Divisão de Formação Discente (DIFDI), vinculada à Diretoria de Ensino da Pró-Reitoria de Graduação (Diren/Prograd).
“A ideia foi reunir os 41 grupos PETs da instituição para integrar os alunos, os tutores, para a gente criar ações, atividades de integração, de união, de conhecimento para dar aquela sensação de pertencimento ao programa, de aprendizado e de trocas de experiências. É um evento que reúne toda a turma do programa PET da instituição e a gente faz isso uma vez por ano com muito carinho”, explicou Jesiel Cunha, presidente do CLAA.
A atividade iniciou-se com a mesa de abertura que contou com a presença de Catarina Machado Azeredo, vice-reitora da UFU; Fernando Martins Mendonça, diretor da Diren; Daniel Stefany Duarte Caetano, coordenador de atividades vinculadas à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc); Jesiel Cunha; e Guilherme Saad Marino, estudante de Engenharia de Computação com Inteligência Artificial Aplicada e integrante do PET Elétrica.
Em sua fala, a vice-reitora da UFU destacou a importância da defesa da universidade pública e da democracia. “A universidade pública é o espaço em que a gente consegue extrapolar o ensino dentro de sala de aula e promover essa indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Estando dentro de uma universidade pública, a gente precisa desenvolver as habilidades pensando em dar uma devolutiva para sociedade, porque essa universidade é da sociedade brasileira. A gente precisa sempre trabalhar pensando em como responder aos problemas da nossa sociedade. Isso torna ainda mais rico o aprendizado que vocês constroem dentro dos PETs”, apontou Azeredo.
Guilherme Saad Marino conheceu o Programa durante as atividades de recepção do curso. “A gente precisa de uma comunidade, de um lugar para pertencer. Então, para mim, o PET não se restringe ao pilar principal de ensino, extensão e pesquisa; o PET tem como objetivo principal transformar pessoas. No meu primeiro período eu fui tocado pelo PET e hoje estou há um ano e meio no PET Elétrica”, comentou o petiano.
O evento teve como intuito promover a interação, a troca de ideias e debates pertinentes ao trabalho desenvolvido no âmbito do Programa. Confira, a seguir, depoimentos de alguns tutores presentes na ação.
“É sempre bom encontrar o grupo maior dos PETs, para a gente trocar a experiência, propor ações novas, conversar com os colegas tutores”, Pedro Toledo, tutor do PET Engenharia de Agrimensura e Cartográfica, Campus Monte Carmelo, e ex-petiano durante a graduação de Geografia.
“A importância deste evento se dá por um momento de integração de coletividade, um momento também de se reconectar com os outros grupos de conhecer e trocar ideias. Um momento também não só de demonstrar ou de aprender, mas também de desconectar das obrigações diárias e fazer essa reconexão com os outros integrantes”, Jussara Goulart, tutora do PET Reconectado Saberes, Fazeres e Práticas, Campus Pontal.
“Este evento é fundamental; os meninos aprendem um pouco da interação entre os grupos que existem hoje. No ano retrasado, a gente teve uma troca de ideias muito grande e vários dos projetos com os quais a gente teve contato aqui foram inspirações para nós, de Patos de Minas”, Michelle Andriati Sentanin, tutora do PET Engenharia de Alimentos, Campus Patos de Minas.
O encontro também realizou a entrega dos prêmios InovaPET 2026, premiação destinada a ações de destaque promovidas pelos grupos PETs. Na categoria “Ensino”, o vencedor foi o PET Biologia Uberlândia, com a atividade “Explorando a vida no Cerrado, descobrindo a biodiversidade do Parque Estadual do Pau Furado”; em “Extensão”, a ação “O preço da euforia: o perigo dos jogos de apostas”, do PET Estatística foi contemplada; o PET Geografia Pontal conquistou a categoria “Ações Afirmativas”, com a ação “Universidade segura e inclusiva – Combate ao assédio e preconceito: I Mês da Consciência Negra”; o PET Saúde, Cultura e Saberes, com a atividade “Práticas de Autocuidado”, conquistou a categoria “Saúde e Bem-Estar”; já o PET Engenharia Civil conquistou a categoria “Atividades Coletivas e Integradoras”, com a ação “II Olimpíadas da Civil”.
Os grupos PETs são destinados ao estudante de graduação, regularmente matriculado e frequente. O ingresso no PET acontece por meio de processo seletivo promovido pelo grupo e a carga horária de atividades é de 20 horas semanais, distribuídas em atividades de ensino, extensão e pesquisa. Os estudantes selecionados recebem uma bolsa, mas também é possível participar do programa como voluntário. Além disto, a participação no programa, seja como petiano bolsista ou não bolsista, não impede o acúmulo de remuneração de um estágio ou de um trabalho (salário formal ou informal).
O PET é ligado à Prograd/UFU e os grupos são acompanhados pelo CLAA, o qual é composto por representantes docentes e discentes dos grupos PETs, além de representantes da Administração Superior indicados pela Prograd.
Confira os PETs que atuam na UFU, a linha do tempo em que foram criados e as unidades a que estão vinculados:
PETs vinculados ao MEC
1991
1992
1994
2001
2006
2010
2024
2009
2011
2012
2013
2016
2020
Confira, a seguir, a galeria de imagens do evento:
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Palavras-chave: PET Graduação encontro UFU
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