Publicado em 09/10/2026 às 10:47 - Atualizado em 09/10/2026 às 11:12
O movimento de trabalhadores que ingressam ou deixam o mercado de trabalho ajuda a compreender o ritmo da economia e as oportunidades de emprego em Uberlândia. Em agosto de 2026, esse movimento terminou com resultado positivo: foram criados 900 postos formais de trabalho no município, segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais, do Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes/IERI/UFU).
Os números integram a 42ª edição do Boletim Mensal do Emprego de Uberlândia, elaborado pelo Observatório do Trabalho com base em informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao longo de agosto, foram registradas 12.040 admissões e 11.140 desligamentos, resultando no segundo maior saldo mensal do ano, atrás apenas de março, quando foram criados 1.494 empregos. O resultado também representa uma recuperação em relação a julho, mês em que o saldo havia sido negativo em 153 vínculos.
Entre as atividades econômicas, o setor de serviços apresentou o melhor desempenho em agosto, com saldo positivo de 638 empregos — aproximadamente 71% do resultado. Na sequência aparecem a agropecuária, com 212 postos, e a construção, com 58.
O comércio registrou estabilidade, com saldo de três empregos, enquanto a indústria encerrou o período com resultado negativo de 11 vínculos.
A análise acumulada, entretanto, revela outro aspecto da economia local. Entre janeiro e agosto de 2026, Uberlândia criou 2.856 empregos formais, com destaque para a construção, responsável pelo maior saldo positivo no período, com 1.228 postos. Já o comércio acumula redução de 561 empregos.
O levantamento do Cepes também mostra quem são os trabalhadores que mais conseguiram emprego em Uberlândia no mês de agosto. As faixas etárias mais jovens registraram os maiores saldos de contratações. Somadas, as pessoas com até 29 anos responderam por 736 dos 900 postos de trabalho criados no município, o que representa cerca de 82% do total.
As mulheres também apresentaram desempenho positivo, com saldo de 499 empregos, enquanto os homens responderam por 401 postos líquidos.
Em relação à remuneração, o salário médio real de admissão em Uberlândia alcançou R$ 2.346, crescimento de 1,92% em comparação com julho. Entre os setores econômicos, a agropecuária apresentou a maior média salarial de contratação, de R$ 2.746, enquanto o comércio registrou R$ 2.073.
Produzido mensalmente pelo Cepes, o boletim reúne indicadores que permitem acompanhar a evolução do emprego formal e identificar diferenças entre atividades econômicas, faixas etárias, níveis de escolaridade e remunerações.
O estudo utiliza dados do Novo Caged, considerando admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As informações também incorporam ajustes e declarações entregues fora do prazo, permitindo atualizar os resultados de períodos anteriores.
Além da publicação mensal, o Cepes disponibiliza informações sobre o mercado de trabalho e séries históricas que auxiliam pesquisadores, gestores públicos, profissionais de imprensa e a comunidade na compreensão da dinâmica econômica de Uberlândia.Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU
Palavras-chave: mercado de trabalho Boletim do Emprego Uberlândia Cepes/UFU
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