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Semana do Meio Ambiente

Pesquisadores da Unidade Femec UFU destacam projetos de inovação tecnológica com impacto na proteção ambiental

Nesta quarta-feira (5/6), é celebrado o ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para evidenciar a importância da preservação dos recursos naturais

Publicado em 05/06/2024 às 10:14 - Atualizado em 05/06/2024 às 12:06

Pesquisadores reunidos em uma das salas de projetos da Unidade Embrapii Femec UFU, na Universidade Federal de Uberlândia. (Foto: arquivo LTAD)

Uma das definições simples para o meio ambiente é o conjunto de fatores químicos, físicos e biológicos que cercam os seres vivos. A corrida para melhor produtividade, economia mais forte e qualidade de vida, sem comprometer esse equilíbrio, tem sido o maior desafio da humanidade. As pesquisas têm colocado essa questão em prioridade, ao mesmo tempo que os estudos buscam superar os limites da fronteira do conhecimento em busca de novos métodos e novos materiais.

A Unidade Femec UFU da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), localizada no Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), é um dos centros de pesquisas de referência nacional em estudos de novos materiais. São quase 100 pesquisadores focados no presente e no futuro. O laboratório desenvolve inovações tecnológicas para reduzir o desgaste, a corrosão e o atrito de materiais metálicos, polímeros e compósitos. As pesquisas têm como objetivo otimizar a produção e o transporte de produtos, beneficiando tanto a economia quanto o meio ambiente. “Essa abordagem proativa visa reduzir a necessidade de intervenções corretivas, minimizando assim os riscos letais para a população e o meio ambiente”, destaca Tainá Luana da Silva, engenheira ambiental que faz parte das equipes de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da unidade.

Segundo os pesquisadores, descobrir novos materiais e conhecer como eles se comportam, em uso, pode garantir desde a redução de riscos de acidentes ambientais, como vazamentos de produtos, até a inovação que permita equipamentos mais resistentes, leves e de menor custo à redução de consumo de combustíveis. Em 8 anos de credenciamento, pela Embrapii, a unidade já realizou mais de R$ 60 milhões em PD&I, em parceria com empresas do setor.

 

Parceira de peso

Entre os projetos já entregues para o mercado, estão os de parceria com a Petrobras. Grande parte dos trabalhos envolve a resistência dos dutos de extração de óleo e gás do pré-sal, o melhor uso e prevenção para manter segura a extração e o transporte dos produtos, sem risco de vazamentos. Um dos destaques é o PropInsitu, equipamento desenvolvido na unidade e patenteado em conjunto com a Petrobras.

Dois homens manuseando um equipamento chamado PropInsitu
Pesquisadores Eduardo Borges e Raphael Pires em trabalho com o PropInsitu, equipamento que, fixado aos dutos, identifica a propriedade do material e previne de riscos de vazamento. (Foto: arquivo LTAD)

Na busca por inovação, estão os trabalhos sobre a fragilização por hidrogênio. Um dos maiores desafios mundiais está em produzir combustível a partir do hidrogênio, como fonte de energia limpa e renovável. Enquanto isso, no laboratório da UFU, os pesquisadores buscam viabilizar a logística para o uso do hidrogênio como combustível.

Os ensaios e estudos estão em entender como o elemento se comporta em contato com materiais. Por ser a menor partícula identificada, ele penetra facilmente nos metais, seja qual for a resistência. Os projetos têm como objetivo garantir segurança no transporte do hidrogênio e no armazenamento para ele ser utilizado, em grande escala, como novo combustível.

Imagem do pesquisador Guilherme Antonelli durante estudos sobre a fragilização por hidrogênio
Guilherme Antonelli realiza estudos sobre a fragilização por hidrogênio. (Foto: arquivo LTAD)

O outro grande desafio da humanidade, nas mãos dos pesquisadores para proteção do meio ambiente, é a corrosão.  De acordo a Associação Brasileira de Corrosão (Abraco), o problema consome, por ano, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Onde tem corrosão tem risco ambiental, seja pelo lixo gerado ou perigo de vazamentos, provocando prejuízos em qualquer linha de produção ou transporte.

Na Unidade Embrapii Femec UFU, o mais recente projeto ofereceu a uma indústria de alimentos nova metodologia para controle da corrosão na principal caldeira da fábrica. “A falha dos materiais representa uma ameaça significativa, podendo acarretar perdas incalculáveis, tanto em termos humanos quanto ambientais. Derramamentos de petróleo, rompimentos de barragens e vazamentos de gases tóxicos são apenas alguns exemplos das consequências desastrosas que podem resultar de tais falhas. Escolhi concentrar meus esforços na prevenção desses eventos”, comenta a engenheira ambiental Tainá Luana da Silva.

Imagem de peças corroídas
Foto: arquivo LTAD

 

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Palavras-chave: LTAD Embrapii Femec projetos inovação PD&I pesquisa Desenvolvimento meio ambiente

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