Publicado em 11/12/2025 às 09:16 - Atualizado em 18/12/2025 às 09:50
Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma ferramenta de tecnologia para se tornar parte importante das mudanças nos campos científico e social do mundo todo. Presente no dia a dia da população em celulares, sistemas de trabalho e no auxílio de tarefas cotidianas, a IA passou a ter um papel central na formação dos profissionais que irão lidar com um volume crescente de dados, automação e decisões baseadas em algoritmos.
Essa mudança global chegou também nas universidades brasileiras, que agora repensam seus currículos tradicionais para acompanhar as demandas do mercado e as tendências internacionais de ensino. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), esse movimento já trouxe mudanças na estrutura de cursos tradicionais, como Estatística e Engenharia de Computação, que passam por reformulações em seus projetos pedagógicos para incorporar competências em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Essas atualizações, aprovadas recentemente pelo Congrad, integram o programa “Universidades Inovadoras”, que também prevê a criação de graduações inéditas em Inteligência Artificial e Cibersegurança.
Dentre as mudanças está a reformulação da nomenclatura dos cursos de Estatística para “Ciência de Dados e Estatística” e de Engenharia da Computação para “Engenharia da Computação com Inteligência Artificial Aplicada”, que refletem a nova estrutura pedagógica dos cursos prevista para o primeiro semestre de 2026.
Em Engenharia da Computação, segundo o coordenador do curso, Kil Jin Brandini Park, “o que ocorreu foi a introdução de algumas disciplinas focadas em métodos, técnicas e tecnologias em Inteligência Artificial, para que os discentes tenham um maior contato com esta área”. Devido à crescente demanda do mercado de trabalho por profissionais especialistas em IA, ela se tornou essencial na computação e importante na formação do engenheiro.
Em relação ao novo curso de Ciência de Dados e Estatística, o coordenador Quintiliano Siqueira explica que “o novo nome se justifica pelas mudanças no perfil do curso, com um enfoque também na área computacional, além da estatística". O objetivo é “aplicar os métodos estatísticos com algoritmos computacionais e com isso gerar informações cada vez mais assertivas para tomada de decisões nas diversas áreas: saúde, mercado financeiro, indústrias, telecomunicações e engenharia”.
Com essas mudanças, é esperado que os egressos desses novos modelos de curso estejam ainda mais preparados para o mercado de trabalho na área computacional que cada vez mais espera profissionais capacitados em Inteligência Artificial e capazes de trabalhar junto a ela de maneira eficaz e assertiva.
O coordenador Kil Jin ainda reiterou que o perfil dos egressos não sofrerá mudanças fundamentais. Espera-se a complementação da formação desses alunos que agora estarão mais preparados para o futuro da profissão.
No curso de Estatística, a nova versão do currículo (2026/1) ficará vigente também para os ingressantes a partir do semestre letivo 2023/1. Para Quintiliano Siqueira, “com a interação da estatística e a ciência de dados, nossos egressos terão formação para trabalhar com aplicações em Aprendizado de Máquina, Redes Neurais, Mineração de Dados e Big Data”.
Mais informações
Para mais informações consulte os projetos pedagógicos atualizados do cursos de Engenharia de Computação com Inteligência Artificial Aplicada e Ciência de Dados e Estatística.Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.
Palavras-chave: Engenharia da Computação com Inteligência Artificial Aplicada Projeto Pedagógico inteligência artificial ciência de dados Ciência de Dados e Estatística
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