Publicado em 09/03/2026 às 16:52 - Atualizado em 09/03/2026 às 17:02
A noite da última sexta-feira, 6 de março, foi marcada pela realização do evento “Direitos das Mulheres: enfrentamentos e resistências”. A atividade, mediada pela professora Cicília Araújo Nunes, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (Fadir/UFU), contou com as palestras da professora Cláudia Guerra, doutora em História com pesquisa sobre violência doméstica; e da advogada Isabella Borges, especialista em Direito das Famílias e das Mulheres e presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em São José do Rio Preto (SP).
Em sua fala, Guerra explicou sobre as formas de violência contra a mulher e promoveu reflexões sobre a situação delas no Brasil. “A mudança passa necessariamente pela educação, educação formal e informal, desconstruindo o machismo que circula e a perspectiva de educar para o respeito, para a igualdade, para a perspectiva da empatia da cultura da paz. E é muito mais fácil a gente transformar e desconstruir as masculinidades tóxicas com as crianças, porque elas não investiram valores, crenças naquelas perspectivas machistas, enquanto os adultos já fazem isto por muito tempo”, destacou.
Já Isabella Borges abordou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. Criado em 2023 pelo Conselho Nacional da Justiça, o documento oferece fundamentos teóricos e um guia metodológico passo a passo para decisões judiciais e administrativas que considerem as desigualdades estruturais que afetam as mulheres.
“Esse protocolo é um instrumento, uma metodologia. Ele foi elaborado por um grupo de trabalho para que os magistrados e todo Poder Judiciário apliquem e tenham consciência de que nós temos uma desigualdade de gênero estrutural na nossa sociedade. Os processos judiciais precisam ser julgados a partir deste conhecimento: de que nós temos essas desigualdades, ou seja, dar um tratamento desigual para os desiguais para a gente atingir uma igualdade material entre as pessoas”, comentou a advogada.
Após as falas, os presentes puderam dialogar com as palestrantes, promovendo, assim, uma roda de conversas. A atividade foi uma realização do Projeto Todas por Elas, do Escritório de Assessoria Jurídica Popular (Esajup/Fadir/UFU). Confira aqui as imagens do evento.
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Palavras-chave: Dia da Mulher violência contra a mulher Esajup Fadir
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