Publicado em 24/08/2026 às 13:06 - Atualizado em 24/08/2026 às 13:08
Está aberto, até o dia 31 de outubro, o questionário institucional online de análise do "Perfil socioeconômico e nutricional de estudantes universitários: evidências para o fortalecimento das políticas de combate à pobreza e à fome no ensino superior" da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A pesquisa, realizada por um grupo do curso de Nutrição da própria universidade, em parceria com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil (Proae) e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), pretende caracterizar o perfil socioeconômico, nutricional e acadêmico dos estudantes da UFU e, junto a isso, compreender as suas percepções acerca dos programas de assistência estudantil vigentes na universidade.
O formulário é destinado a todos os estudantes, seja da graduação ou da pós, de todos os campi. Os resultados servirão de dados para toda a Rede Federal de Educação Superior e ajudarão a aperfeiçoar ações de assistência estudantil, melhorar políticas de apoio, orientar decisões institucionais e fortalecer iniciativas voltadas ao combate à pobreza e à insegurança alimentar no ambiente universitário.
Impacto nacional da pesquisa
Segundo a pró-reitora de assistência estudantil, Luciana Saraiva, essa pesquisa ajudará outros institutos da rede federal de ensino superior na aplicação de um diagnóstico local, já que a UFU terá desenvolvido uma metodologia e um conjunto de evidências que possam ser utilizados por outras universidades federais. “Hoje, uma das dificuldades das instituições federais de ensino superior é a ausência de uma base nacional sistemática e atualizada sobre vulnerabilidade socioeconômica, insegurança alimentar, perfil nutricional e trajetória acadêmica dos estudantes. O próprio projeto parte dessa lacuna e propõe analisar esses fatores de forma integrada, comparando estudantes em situação de vulnerabilidade com aqueles que não se enquadram nessa condição”, completa Saraiva.
Ela ainda salienta que outro impacto importante dessa pesquisa será a produção de um relatório técnico com recomendações para políticas públicas e de um guia orientativo com estratégias baseadas em evidências para o enfrentamento da insegurança alimentar e o fortalecimento da permanência estudantil. “De forma resumida, a pesquisa permitirá transformar a experiência da UFU em evidência aplicável à rede federal, oferecendo diagnóstico, metodologia e recomendações que poderão apoiar outras universidades no planejamento de políticas de segurança alimentar, combate à pobreza e permanência estudantil”, afirma a pró-reitora.
O impacto da segurança alimentar no meio estudantil
No Brasil há a existência do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnaes), um programa dedicado a política de alimentação escolar, que permite aos estudantes de educação básica se alimentarem na permanência escolar e ter melhores condições de aprendizado. “Continuar garantindo a alimentação adequada e saudável na universidade é fundamental para garantir a permanência na universidade, melhorar o estado nutricional dos estudantes e especialmente ter melhores condições de aprendizado”, afirma a docente do curso de Nutrição da Faculdade de Medicina (Famed) da UFU, Ana Elisa Rinaldi, que também coordena essa pesquisa.
Para ela, ter a alimentação e nutrição como uma das pautas da universidade atende à Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), criada em setembro de 2006, e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), em especial os objetivos 1 - erradicação da pobreza, 2 – fome zero e agricultura sustentável, 3 - saúde e bem-estar, 4 - educação de qualidade, 10 - redução das desigualdades e 16 – paz, justiça e instituições eficazes.
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Palavras-chave: segurança alimentar Proae
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