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Mercado de Trabalho

Uberlândia perde empregos formais em julho, mas mantém saldo positivo no ano

Município fechou 136 postos de trabalho no mês, após saldo positivo de 465 em junho, e acumula criação de 1.981 empregos entre janeiro e julho de 2026 

Publicado em 02/09/2026 às 08:54 - Atualizado em 02/09/2026 às 09:57

CEPES/UFU acompanha a dinâmica do emprego formal em Uberlândia a partir de dados do Novo Caged (Imagem Ilustrativa: Canva)

 

Entre admissões e desligamentos, o mercado de trabalho de Uberlândia movimentou mais de 25 mil vínculos formais somente em julho. O resultado dessa movimentação, no entanto, terminou no campo negativo: foram 136 postos de trabalho a menos. Quando o horizonte é ampliado para os sete primeiros meses de 2026, o cenário muda — o município ainda registra criação líquida de 1.981 empregos.

Uberlândia registrou 12.435 admissões e 12.571 desligamentos em julho, segundo o Boletim Mensal do Emprego de Uberlândia, elaborado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU). O saldo negativo representa uma mudança em relação a junho, quando o município havia criado 465 empregos formais.

Apesar da perda registrada no mês, o resultado acumulado permanece positivo. De janeiro a julho, foram contabilizadas 87.181 admissões e 85.200 desligamentos, diferença que resulta na criação líquida de 1.981 postos de trabalho em 2026.

O levantamento utiliza informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, e considera a base ajustada, que incorpora declarações entregues fora do prazo e correções referentes aos meses anteriores.

Mudança de direção

A passagem de junho para julho mostra uma mudança na distribuição das vagas entre os setores econômicos. Em julho, quatro dos cinco grupamentos analisados apresentaram saldo negativo.

O comércio foi a exceção. O setor terminou julho com 98 empregos líquidos, enquanto serviços (-93), agropecuária (-72), construção (-37) e indústria (-32) registraram mais desligamentos que admissões.

Em junho, o movimento havia ocorrido em sentido diferente: agropecuária, indústria, construção e serviços apresentaram resultados positivos, enquanto o comércio foi o único dos cinco setores com perda de postos. Os dados mais recentes do boletim, já ajustados, apontam para junho saldos de +330 na agropecuária, +80 na indústria, +60 na construção, +50 nos serviços e -55 no comércio.

 

 

Essa mudança mensal, entretanto, não altera a posição dos setores no acumulado do ano. A construção lidera a criação de empregos entre janeiro e julho, com saldo de 1.173 postos, seguida pela indústria (+814), serviços (+534) e agropecuária (+22). O comércio acumula saldo de -562.

Microempresas ampliam saldo enquanto médias e grandes perdem postos

O porte dos estabelecimentos também ajuda a compreender o resultado de julho. MEIs e microempresas registraram saldo positivo de 418 postos, resultado de 4.098 admissões e 3.680 desligamentos.

Nas demais faixas, houve redução: médias empresas apresentaram saldo de -207; grandes, -184; e pequenas, -166.

No acumulado de 2026, MEIs e microempresas somam 3.177 empregos líquidos. O número supera o saldo total do município porque outras categorias registraram perdas no período: grandes empresas acumulam -931 postos e pequenas, -455. As médias apresentam saldo positivo de 181.

Jovens mantêm saldo positivo de contratações

A distribuição por idade mostra que a criação de empregos em julho se concentrou nas faixas mais jovens. Trabalhadores de 18 a 24 anos registraram saldo de +230 postos, o maior entre as faixas analisadas. Entre aqueles com até 17 anos, foram +119.

A partir dos 25 anos, todas as faixas etárias identificadas apresentaram resultado negativo. A maior redução ocorreu entre trabalhadores de 30 a 39 anos (-206), seguida pelas faixas de 40 a 49 (-130), 60 anos ou mais (-100), 25 a 29 (-77) e 50 a 59 anos (-47).

O boletim também aponta diferenças no resultado por gênero. O saldo foi de -127 postos entre as mulheres e -9 entre os homens. Por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo tiveram saldo de +155, enquanto aqueles com ensino superior completo apresentaram -172.

Salário médio de admissão chega a R$ 2.312

Além da movimentação dos postos de trabalho, o CEPES acompanha a remuneração das contratações. O salário médio real de admissão passou de R$ 2.285 em junho para R$ 2.312 em julho, crescimento de 1,22%. No acumulado de 2026, contudo, o indicador apresenta variação de -0,34%.

Entre os setores, a agropecuária registrou o maior salário médio de admissão em julho, de R$ 2.515. Na sequência aparecem indústria (R$ 2.415), serviços (R$ 2.412), construção (R$ 2.280) e comércio (R$ 2.062).

Para quem quiser aprofundar a consulta, a publicação completa referente a julho de 2026 reúne os indicadores e recortes detalhados sobre o mercado de trabalho formal de Uberlândia. Além do boletim, o CEPES disponibiliza o Painel de dados do emprego formal de Uberlândia (MG), ferramenta que permite acompanhar séries históricas do município e comparar os indicadores locais com os de outros municípios brasileiros.

 

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Palavras-chave: Boletim do Emprego mercado de trabalho CEPES Uberlândia

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